Banho poderoso atrativo para homens na força de Exú

Muitas vezes encontramos, em livros, sites e até em conhecimentos transmitidos oralmente, receitas de Pombagira voltadas a mulheres e a pessoas que buscam, no poder feminino, energias atrativas.

Para os homens que desejam aumentar seu poder de sedução, impulsionar relacionamentos amorosos e sexuais, além de expressar autoridade por meio de uma energia atrativa, esta receita é para você.

Primeiramente, é necessário ter em mente que você deverá escolher um Exu para trabalhar especificamente na ativação da potência deste banho. Por isso, é extremamente importante estudar sobre cada um deles, a fim de entender melhor qual utilizar em cada momento. Você pode optar por Exus que lidam com romances e são conhecidos por seu aspecto sedutor, como, por exemplo, Exu Veludo e Exu Tiriri, entre outros.

Risque o ponto do Exu, de preferência no chão. Caso não seja possível, tente fazê-lo em uma garrafa de vidro que comporte todo o líquido necessário.

Pegue uma garrafa de gin seco ou uma vodka de líquido claro, com alto teor alcoólico. Algumas marcas comumente utilizadas são:

Para gin:
Gin Rock’s
Seagers’ Gin

Para vodka:
Vodka Smirnoff
Vodka Orloff

Caso prefira, você pode escolher outra marca com bom custo-benefício, desde que seja um líquido claro e forte.

Você precisará de aproximadamente 1 litro da bebida. Transfira-a para uma garrafa maior, com capacidade de cerca de 2 litros. Caso não tenha uma de vidro, em último caso pode ser utilizada uma de plástico.

Dentro da garrafa, adicione:
14 cravos-da-índia (podem ser socados até virar um pó antes de serem colocados);
7 cravos vermelhos (caso sejam difíceis de encontrar ou caros, pode-se usar apenas um);
7 colheres de açúcar mascavo;
7 a 14 gotas de óleo essencial de ylang-ylang.

Em seguida, acrescente de 500 ml a 700 ml de vinho tinto seco. Se ainda houver espaço na garrafa após adicionar todos os ingredientes, complete com gin ou vodka. É interessante deixar a garrafa no ponto de Exu, com velas acesas ao redor (podendo ser uma ou sete velas).

Prepare uma oferenda ao lado para Exu, cante algumas cantigas, faça sua intenção com clareza e reze:
“Koba Koba Exu, Laroyê
Exu companheiro e amigo fiel,
Que está aqui e que está lá,
Está por todo lugar,
Meu camarada, me ajude a potencializar, fazendo com que este banho se torne altamente forte para atrair mulheres aos meus pés…”

Deixe o preparo por um período de 3 a 7 dias no local, de frente para o assentamento ou altar, antes de utilizá-lo.

Caso não possua assentamento ou altar, apenas intencione e deixe a garrafa guardada pelo mesmo período antes do uso.
O banho deve ser aplicado do pescoço para baixo. Algumas pessoas preferem diluir a mistura em uma bacia com um pouco de água comum, devido à sua intensidade — isso não é um problema.

Após o uso, você pode adicionar mais bebida alcoólica à garrafa.

O ideal é deixar o banho secar completamente no corpo antes de se vestir, para evitar manchas.

Se desejar, você também pode acrescentar 7 gotas do seu perfume na bacia antes da aplicação.




Exu Chama-Dinheiro

Exu Chama-Dinheiro pertence ao Reino da Lira e atua como chefe das legiões espirituais que trabalham com o comércio, a prosperidade e os caminhos materiais.

Segundo um antigo mito, um dos espíritos que responde por esse nome, em sua vida terrena, nasceu em uma família muito rica. Ao atingir certa idade, tomou parte da fortuna de seus pais e partiu pelo mundo. Durante esse período, entregou-se aos excessos: dissipou seus recursos com jogos, bebidas, prazeres carnais e luxos desnecessários, alimentando vícios e ilusões superficiais.

Após enfrentar grandes dificuldades e cair na miséria, foi acolhido novamente por seu pai. No entanto, mesmo diante das lições que a vida lhe apresentou, continuou desperdiçando os bens da família, levando todos à ruína.

Somente após a perda e o sofrimento profundo, despertou para a consciência de seus erros e compreendeu o valor do que havia negligenciado. Reconheceu, então, o quanto desperdiçou não apenas no plano material, mas também espiritual.

Hoje, como entidade espiritual, Exu Chama-Dinheiro trabalha em auxílio daqueles que enfrentam dificuldades financeiras, guiando seus caminhos para que o dinheiro seja utilizado com sabedoria, propósito e equilíbrio.

Ele abre os caminhos para o sucesso nos negócios, o crescimento profissional, a prosperidade e a independência financeira. Mais do que isso, transmite ensinamentos sobre a verdadeira riqueza: aquela que habita o espírito. Ensina ao adepto onde se encontram os tesouros que realmente elevam a alma.

 

Ponto riscado

 

Cantiga para Exu Chama-Dinheiro

🎶 Estou com pouco dinheiro,
sem saber o que fazer 🎶
🎶 Vou chamar Chama-Dinheiro,
para vir me favorecer 🎶

 

Sobre sua atuação

Muitos o confundem com o Exu do Ouro devido à semelhança nos nomes e em algumas oferendas. No entanto, trata-se de uma entidade mais antiga, com atuação distinta e ligação com a linha das Almas.
Sua principal força está voltada aos bens materiais, atuando diretamente no crescimento financeiro e na organização da vida econômica, sempre dentro da vibração de Omolu.

 

Magia do Chifre da Prosperidade

Uma poderosa prática ligada a essa entidade consiste no uso de um chifre de animal — preferencialmente grande, profundo e curvado — simbolizando o movimento contínuo da vida, o ciclo infinito e a expansão da prosperidade.

Dentro do chifre, colocam-se moedas nacionais e estrangeiras, notas em circulação, além de pedras e cristais como pirita, pedra-estrela e ágata. Também podem ser acrescentados pós metálicos, como ouro, prata e bronze.

Essa composição representa a materialização da abundância e a conexão entre o plano espiritual e o mundo físico.

A oferenda de menga (sangue ritual) é utilizada, dentro de tradições específicas, para sacralizar e dar resposta ao trabalho.

 

👉🏼 Oferenda de Prosperidade para Exu Chama-Dinheiro

Esta prática pode ser realizada tanto como oferenda quanto como trabalho espiritual para atrair prosperidade, abertura de caminhos e estabilidade financeira.

Elementos necessários:
Um alguidar médio
Um pano verde
Vinho tinto suave
Farinha de mandioca branca
Sete notas (de qualquer valor)
Pó de ouro, prata e bronze
Sete velas verdes
Sete batatinhas douradas no azeite de dendê (cada uma com uma moeda)
Uma chave.

Modo de preparo:
Lave o alguidar com vinho tinto e deixe secar naturalmente. Forre-o com o pano verde.
Prepare uma farofa misturando a farinha de mandioca com o vinho, até obter uma textura levemente úmida e solta. Coloque essa mistura no alguidar.

Disponha as sete batatinhas ao redor, nas bordas. No centro, coloque as notas.
Polvilhe os pós metálicos sobre o preparo, sempre mentalizando prosperidade, caminhos abertos e evolução financeira. Pegue pequenas porções dos pós, faça seus pedidos e sopre-os sobre o alguidar.

Passe a chave pelo corpo, da cabeça aos pés, afirmando que ela representa a abertura de caminhos, oportunidades e progresso.
Leve a oferenda à porta de casa ou a um local de movimento financeiro (como proximidades de bancos ou comércios). Derrame um pouco de vinho ao redor, posicione o alguidar e acenda as sete velas, firmando seu pedido com fé e respeito.

Ao retornar para casa, recomenda-se um banho espiritual com ervas de abertura de caminhos, prosperidade e equilíbrio.

 

🌙 Melhor período para realização
Por se tratar de um trabalho voltado à prosperidade e expansão, recomenda-se realizá-lo durante a Lua Nova, Crescente ou Cheia.

 

🎶 Pontos Cantados

🎵 Numa mina de ouro eu vi um Exu
Era Seu Chama-Dinheiro na linha de Omolu 🎵

🎵 Eu vou chamar um Exu que vai me ajudar
Seu Chama-Dinheiro vem pra trabalhar 🎵

🎵 Eu fui lá na calunga, parei no cruzeiro
E pedi proteção ao Senhor Chama-Dinheiro 🎵

🎵 Hoje tem festa nas matas, ele vai chegar
O dono desta força vem nos abençoar 🎵

🎵 Exu Chama-Dinheiro gira nesta hora
Vai buscar agora o que ainda falta 🎵

🎵 Traga a fartura, a riqueza e o caminho
Exu Chama-Dinheiro, não se esqueça de mim 🎵




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Exu Sete Cachoeiras

Exu das 7 Cachoeiras, também conhecido pelo nome cabalístico Khil, nas Kimbandas que possuem sincretismo com a Goetia, é compreendido, dentro dos ensinamentos cabalísticos, como o quarto comandado de Exu Calunga. Sua força manifesta-se de maneira profunda e ancestral, revelando mistérios que unem os planos visível e invisível.

Este Exu tem especial predileção pelos trabalhos realizados nas cachoeiras, locais onde a força da natureza ecoa com intensidade espiritual. Seu poder está ligado aos abalos sísmicos, às vibrações profundas da Terra, simbolizando transformação, movimento e ruptura de estruturas estagnadas. Em suas manifestações mediúnicas, aprecia um bom charuto preto, e entre suas oferendas tradicionais encontra-se a galinha-d’Angola, recheada com padê de dendê (farofa com azeite-de-dendê).

A água é um elemento sagrado em diversas tradições religiosas. Na Kimbanda, a água em sua imensidão está associada à divisa entre os mundos, conhecida como Kalunga Grande. Esse elemento encontra-se intimamente ligado à vida de todos os seres humanos, sendo princípio, sustento e renovação.

No esoterismo, a água é o elemento que sempre busca a terra, representando a fluidez da existência. Está profundamente conectada aos sentimentos e às emoções humanas. Por isso, as entidades ligadas às águas exercem domínio e influência sobre o campo emocional, auxiliando no equilíbrio, na purificação e na compreensão interior.

A energia das águas, em seu aspecto positivo, possui função purificadora e construtiva; em seu aspecto negativo, representa a desagregação e a dissipação. Assim como a água pode gerar vida, também pode desfazer aquilo que já não serve ao propósito espiritual.

As cachoeiras são formações geológicas onde a água corre sobre as rochas e realiza sua queda. Quando grandiosas e intensas, são chamadas de cataratas, capazes de produzir enorme força energética; quando a queda se projeta com vigor, recebem o nome de salto; e, quando a força é mais suave, são conhecidas como cascatas. Em todas as suas formas, simbolizam movimento, purificação e renovação espiritual.

Signo Kabalístico do Exu 7 Cachoeiras

Exu das 7 Cachoeiras ensina a utilizar as emoções como força de conquista, mostrando que, quando equilibradas e direcionadas com sabedoria, tornam-se instrumentos poderosos para alcançar objetivos e transformar a própria realidade.

 




Exu Quebra-Galho

Exu Quebra-Galho é um espírito profundamente ligado às matas, onde sua presença se manifesta de forma sutil e misteriosa. Diz-se que seu nome surgiu justamente dessas manifestações: seus cultuadores relatam sentir sua aproximação pelos estalos de galhos, como se a própria natureza anunciasse sua chegada.

Na Alta Magia, é reconhecido por seu poder de atuação em trabalhos voltados aos desejos humanos, especialmente aqueles ligados às paixões e aos impulsos. Em determinados rituais, feiticeiros confeccionam bonecos de madeira tosca para amarrações e separações, ofertando-os a esse poderoso Exu. Também é invocado em demandas que envolvem caminhos e destinos, sendo considerado capaz de desviar obstáculos, afastar perseguições e influenciar situações complexas que envolvem interesses materiais.

Nas Kimbandas que possuem egrégoras cabalísticas, recebe, na Goetia, o nome de Frimost, sendo apontado como o segundo comandado de Exu Calunga. Essa associação reforça seu aspecto estratégico e sua posição de destaque dentro das hierarquias espirituais.

Dotado de vasto conhecimento em oráculos e feitiçarias, Exu Quebra-Galho é descrito como um profundo conhecedor da mente humana. Suas energias atuam com intensidade sobre pensamentos e sonhos, podendo tanto ampliar percepções quanto conduzir aqueles despreparados a estados de confusão. Entre seus atributos mais marcantes está o despertar da intuição e a capacidade de “ler” os sinais da natureza, ensinando seus adeptos a compreenderem os mistérios ocultos no mundo ao redor. Por isso, é visto como um grande Mestre Feiticeiro, com muito a transmitir àqueles que trilham seus caminhos.

Popularmente, seu nome também é associado à ideia de favor ou auxílio, pois a expressão “quebrar galho” remete a ajudar, abrir exceções ou solucionar dificuldades. Assim, Exu Quebra-Galho é compreendido como aquele que rompe entraves, remove tropeços e abre passagens na vida de seus devotos, desatando nós que impedem o avanço espiritual e material.




Exu Corcunda

Esta entidade é conhecida em algumas linhas de Kimbanda como um Exu Pagão, associado ao trabalho nos campos do sofrimento humano, principalmente no aspecto emocional. Costuma auxiliar pessoas deprimidas, angustiadas ou pouco amparadas espiritualmente. É um Exu raro, com forte ligação com os mortos e com almas em tormento.

Sua figura representa espíritos que, em vida, sofreram marginalização, preconceito e exclusão por causa de deformidades físicas, dificuldades emocionais ou condições que os colocaram à margem da sociedade. Seu trabalho espiritual envolve a superação da dor, o combate à injustiça, o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento do discernimento. Sua imagem, longe de significar deformidade, simboliza um desafio ao julgamento superficial: ele se manifesta com grande sabedoria, poder de cura e profundo conhecimento do sofrimento humano.

A aparência de “corcunda” não representa uma deformidade real, mas sim um símbolo do peso suportado pelos excluídos e da cegueira humana, que enxerga apenas o exterior e ignora a essência. Em sua iconografia, muitas vezes aparece com vestes semelhantes às de um bobo da corte — representação que esconde uma natureza intensa e profunda, revelando a realidade daqueles que carregavam, na vida terrena, o fardo da rejeição e da dor.

A partir dessa simbologia nasce Exu Corcunda. Suas falanges são compostas por espíritos cuja aparência física ou emocional foi motivo de isolamento, sofrimento, humilhação, ódio, segregação ou doenças graves. Alguns, em vida, reprimiram suas emoções; outros foram explorados como “atrações”; alguns buscaram o isolamento em cemitérios, trabalhando como coveiros e encontrando nos mortos a única companhia possível.

Dentro da Kalunga, Exu Corcunda é responsável pelo Povo da Lomba. No Reino de Exu, sua corcunda representa o peso da terra sobre os homens e o peso da ignorância humana. Na Kimbanda, é chamado para causas de injustiça e preconceito, trabalhos de cura, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento do discernimento espiritual. Também ensina seus adeptos a comunicação com os mortos. Sua forma espiritual é apenas um véu — uma prova para os desatentos, pois sua verdadeira força é muito maior do que aparenta.

Seu domínio é a Kalunga, especialmente sobre as covas, mantendo profunda ligação com o Reino das Almas.

 

Oferenda para Exu Corcunda

Elementos necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Farinha de mandioca branca
✓ Azeite de dendê
✓ Sete chuchus assados
✓ Couve cozida
✓ Arroz com fígado
✓ Cachaça ou Steinäger
✓ Sete velas vermelhas e pretas

 

Modo de preparo:

1. Lave o alguidar com um pouco da bebida alcoólica e deixe secar.

2. Prepare dentro do alguidar uma farofa de farinha de mandioca com dendê (padê).

3. Coloque por cima a couve cozida e o arroz com fígado.

4. Disponha os chuchus assados nas bordas.

 

Local de entrega:
Leve para um cruzeiro próximo a uma igreja ou para dentro de um cemitério.
Despeje a bebida no chão formando um círculo, coloque o alguidar no centro, acenda as velas e faça seus pedidos a Exu Corcunda.

Ao sair, não olhe para trás.
Ao chegar em casa, tome um banho de ervas de limpeza.




Exu do Lixo

Exu do Lixo é um espírito pertencente ao Reino da Lira e pouco conhecido devido não ter muitos médiuns, mas tem uma excelente força dentro da magia, assim como todo o Povo do Lixo.

Sua forte atuação é nos relacionamentos, e principalmente, em situações onde já estão totalmente desgastadas. Exu do Lixo ensina sobre autovalorização e a necessidade de reciclar apenas aquilo que se pode controlar.

O Povo do Lixo costuma trabalhar muito com demandas, pois é no lixo que certas pessoas querem por as outras, além de ser no Lixo que encontramos de tudo, inclusive riquezas que podem ter sido perdidas ou esquecidas.

Dentro da magia costuma ser procurado por aqueles que estão cumprindo detenção, garotos(as) que já foram de programas sexuais e querem sair desta situação, pessoas que estão em empregos degradantes ou que não se sentem bem, como podemos perceber é um Exu que lida com limpezas, ajuda na honra e na autoestima. Exu do Lixo pode ser invocado para devolução de forças negativas, enviando o lixo de volta para quem o enviou.

Exu do Lixo é um ancestral que nos ensina quando é hora de se limpar de certos resíduos acumulados em nossa alma. Este Exu tem forte aproximação com Exu do Lodo, porém Exu do Lixo atua em zonas mais urbanas, já no caso do Exu do Lodo na parte mineral.

Em algumas vertentes de Kimbanda o Povo do Lixo costuma ser chefiado pelo Exu Ganga e em outras é chefiado pelo Exu Mulambo e Pombagira
Mulambo.

Você pode cultuá-lo próximo onde tenha muitos lixos, basta colocar um copo com aguardente (marafo) e um cigarro. Algumas pessoas costumam pôr em cima do lixo, porém não recomendamos caso tenha muitas sacolas plásticas para evitar um incêndio.




Exu Sete Porteiras

Esta entidade é um tipo de espírito considerado guardião, justamente por ele ser encarregado de guardar e proteger tudo o que está fechado: caminhos, segredos, portas. Tem o poder de abrir os caminhos das pessoas que o procuram, e também pode fechar as portas, caminhos, destinos daqueles que o desagradam, por isto exige muito respeito ao se direcionar a este Exú. Nas giras ele costuma ser muito arredio, fala pouco, mas é um excelente ouvinte: dizendo sempre a verdade, e não o que necessariamente o consulente quer escutar.

Senhor Sete Porteiras domina as sete fronteiras, tem como poder de abrir ou fechar suas portas, caminhos ou destinos. Tem também a força de guardar os sete portais astrais, fazendo companhia a mais seis Exús guardiões com essa finalidade.

Muitos ensinam que o Senhor Sete Porteiras apenas toma conta das portas das Calungas Pequenas (cemitérios), porém como o próprio nome diz, a palavra “porteira” refere-se a porta ou passagem. E assim, o Exú Sete Porteiras cuida de diversas passagens, portas ou portais nos planos espirituais. Podemos definir que ele é o intermediário entre dois planos, sejam eles espirituais ou terrenos.

🎵 PONTO CANTADO 🎵
Portão de ferro cadeado de madeira (2x)
Seu Exú toma conta, Exu presta conta, Seu Exu olha a nossa porteira (2x).

 

Ponto cantado para Exu Sete Porteiras

🎶 Cadê a chave, do Seu Sete Porteiras (X2)
Ele precisa passar, ele é Seu Sete Porteiras (X2) 🎶
🎶 Cheguei cheguei pra trabalhar
Cheguei cheguei pra ajudar🎶

🎶 Eu não como, eu não bebo, eu não durmo,
enquanto esses filhos não curar (X2)
Vou abrir a porteira, vou abrir pra ele passar 🎶

🎶 Seu Sete Porteiras é curadô e veio pra nos ajudar (X2)
Cheguei cheguei pra trabalhar🎶
🎶 Cheguei cheguei pra ajudar
Eu não como, eu não bebo, eu não durmo,
enquanto esses filhos não curar (X2)🎶

🎶 Vou abrir a porteira, vou abrir pra ele passar
Seu Sete Porteiras é curadô e veio pra nos ajudar (X2) 🎶

Ponto riscado.




Exu Pantera Negra e seus valores culturais

O Exu Pantera Negra é um grande chefe que comanda a linha dos Caboclos Quimbandeiros, mas as suas raízes estão ligadas fortemente a cultura indígena e a fatores culturais que foram agregados pela mistura de troca de conhecimentos e elementos por diversos povos. Há no processo histórico povos indígenas que acreditavam que quando um de seus guerreiros morressem, reencarnaria em um animal que tivesse maior ligação e continuaria protegendo as aldeias e a conexão com a natureza iria se manter, por isto que em muitos ensinamentos xamânicos é dito que ‘há um animal em nossa jornada que é um reflexo do nosso ser’. Acreditamos que o Exu Pantera Negra teria sido um guerreiro que ao morrer, sua energia se interligou ao animal Pantera Negra. Os Exús são espíritos mensageiros que se podem apresentar de diferentes formas, sendo ela na forma humana ou animal, e muitos dos que são ligados ao Reino das Matas costumam poder ver aparições ou sonhar com a sua entidade numa forma animal.

Sem sombras de dúvidas, temos Exús e Pombas Giras que possui seus animais de ligação, onde são formas encantadas de manifestações, um exemplo emblemático é o Exu Morcego, pode se apresentar através de sinais, com um morcego e há magias feitas com morcegos voltado a esta entidade. Exú Pantera Negra não é tão diferente, é um guerreiro indígena que pode aparecer para seus cultuadores numa forma de Pantera Negra ou em suas possessões espirituais em seus médiuns, apresentar comportamentos que nos interliga à Pantera.

Existe muitos autores que citam o Exu Pantera Negra, devido ser muito conhecido nos livros de Quimbanda pelo mundo, mas não é tão comum na prática presenciarmos filhos desta entidade, o autor Danilo Coppini em suas pesquisas, trouxe alguns elementos histórico em seu livro (página 374/376)  que nos ajuda a aprofundar sobre as origens do Exu Pantera Negra, vejamos:

Historicamente, a “Pantera” foi objeto de veneração por diversos povos antigos. Conhecido também como Jaguar, esse felino de grande porte foi símbolo de força e guerra para algumas culturas pré-colombianas. Os povos Olmecas (1500 e 400 a.C.), civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas cultuava o “Deus Jaguar” como Senhor da Guerra, Dono da Terra e das Florestas; tido como uma das principais deidades desse panteão. Existem relatos de que alguns adeptos multila-vam suas faces para de alguma forma se conectar ao Sagrado Deus.
Na América do Sul, destacamos a cultura Andina como a “nascente” do culto à Pantera Negra. Ao contrário do que a grande maioria pensa, antes da formação tirânica do Império Inca, os povos da Floresta Amazônica e os povos andinos tiveram intensa troca mercantil e cultural. Esse intercâmbio ocorreu durante milênios e apenas com o estabelecimento do Império Inca (Estado) foi que houve uma diminuição significativa, haja vista que os povos amazônicos resistiram à conquista e expansão Inca.

Nesse mesmo período, índios Chiriguanos (Guaranis) provenientes do Paraguai e Bolívia também fizeram suas incursões dentro dos mesmos territórios fronteiriços.
Novamente ocorreram trocas culturais. Posteriormente, seja através de guerras tribais ou de contato ameno, existiram trocas entre os Guaranis e os Tupis e até mesmo dos Tupis com os próprios Incas.
O mito de “Titi” (dialeto Aymara), o Puma/Jaguar sagrado, o animal totêmico do poderoso deus Tezcatlipoca, cuja força e poder mataram os antigos gigantes, foi assimilado pelos povos nativos da bacia amazônica e posteriormente pelas demais tribos que tiveram contato com a religiosidade Inca. O poderoso felino, símbolo
de poder e guerra, tornou-se um expoente do próprio fogo e muitos mitos e lendas foram criados a partir de então. O guerreiro que carregava a pele ou dentes de Pantera era considerado poderoso e inatingível.

Na região da Bacia Amazônica até os dias atuais, existem tribos “Matsés” conhecidas como “povo onça”, que pintam suas peles ou mesmo as tatuam como a pele do felino.
No Continente Africano, segundo a mitologia Bantu, a Pantera (Leopardo) aparece como um dos nove primeiros animais vomitados por “Bumba” no processo formador do mundo. Outras lendas descrevem o felino com o nome de “Osebo”, o leopardo de dentes terríveis. Porém, a mais interessante delas no contexto do processo formador da legião de Exu é a lenda de “Agassou” (o bastardo). Reza a lenda que há muito tempo atrás, uma jovem princesa africana “Alìgbonon” apaixonou-se por uma grande Pantera. Os dois copularam e tiveram um filho chamado “Agassou”. Esse personagem, em noites de “lua cheia” transforma-se em leopardo.
Toda linhagem de “Agassou” (denominada kpòvĭ – filhos do leopardo) carregava o mesmo poder e foram trazidos para as Terras Americanas através do processo escravista. Um desses homens-leopardos fugiu de seu cativeiro e foi se esconder numa remota tribo indígena, dando origem a uma nova linhagem de homens-leopardos.
Agassou é cultuado até os dias atuais, como grande Loa e, em algumas regiões da África, como um poderoso Rei de uma linhagem sagrada. A influência europeia sob as culturas africanas, fez com que alguns acreditassem que Agassou fosse a personificação do próprio arcanjo Cassiel “O Espelho de Deus”, que veio a Terra na forma de um leopardo.
O mito de mulheres que copulavam com Panteras também ocorreu na América pré-colombiana dando origem à lenda dos “homens-jaguares”. Esses cruzamentos são muito similares a lenda dos Nephilins, outra antiga história que retrata seres “semidivinos”.

No território brasileiro, os índios e os negros acabaram fundindo muitos aspectos culturais que, posteriormente foram sincretizados com a cultura europeia. A “Pantera Negra” tornou-se o expoente da força, guerra, proteção e divindade. Por ser negra, os antigos acreditavam que era a poderosa sombra dos antigos Reis que  outrora governavam a Terra. Os mitos dos povos pré-colombianos, amazônicos, africanos e europeus formaram a energia necessária para que o nome, bem como, as qualidades desse felino fossem perfeitas para retratar uma das mais poderosas linhagens de Exu: Os “Exus Pantera Negra”.

PONTO PARA GUERREAR

Ninguém pode com o bicho 🎶
Ninguém pode com a fera
Eu quero ver quem é que pode
Com a falange do Pantera 🎶

Ninguém pode com o bicho 🎶
Ninguém pode com a fera
Eu quero ver quem é que pode
Com a falange do Pantera 🎶

PONTO DE CHAMADA
Ele vem vindo por trás da bananeira (X2) 🎶
Saravá seu Belzebu, Exu Pantera Negra (X2) 🎶

 

• REFERÊNCIA:
COPPINI, Danilo, Quimbanda – O Culto da Chama Vermelha e Preta. 4.ed. São Paulo: Via Sestra, 2023.

 

 




Agrado para Pomba-Gira

Agradar e adoçar a ancestralidade feminina não se trata apenas de amizade e devoção com as Pombas-Giras. Através deste agrado você também pode direcioná-lo em prol de alguém, para que esta pessoa fique doce, calma, amorosa com você.

• Texto – Eduardo Henrique Costa

Modo de preparo – em um alguidar, faça um padê de bombom, por cima do padê enfeite com 3 ou 7 bombons e uma rosa (cor de sua preferência) sem o cabo. Abra uma cidra e despeje em uma taça ou diretamente no chão em volta da oferenda, acenda um cigarro e coloque na borda do alguidar ou num cinzeiro, acenda uma vela branca, faça seus pedidos e seus agradecimentos.

Quando terminar, saia sem olhar para trás. Este agrado pode ser colocado numa encruzilhada aberta, num campo limpo ou em uma casa de Exú, podendo ser também no quintal próximo ao portão do lado esquerdo de quem entra, nunca dentro de sua casa.