O mel de abelhas aquece ou esfria a energia?

Muitas pessoas, ao cultuar Exus e Pombagiras, acreditam que o mel tem a função de acalmar — inclusive em trabalhos de magias. No entanto, o que poucos sabem é que, quando legítimo, o mel possui uma natureza energética que tende a aquecer, pois trata-se de um adoçante que estimula e intensifica as vibrações. Isso o diferencia do azeite de dendê, que tem a característica de suavizar ou até mesmo resfriar as energias.

É importante destacar que, mesmo quando utilizado de forma equivocada, o mel ainda pode gerar efeitos positivos, devido à força da intenção, à fé e à conexão sincera com a ancestralidade.

Nas oferendas voltadas a aspectos relacionados à sexualidade, aos prazeres ou ao desejo de aquecer um relacionamento, o uso do mel é altamente apropriado. No entanto, em situações que envolvem conflitos e desentendimentos frequentes, existem outras substâncias mais indicadas.

Se o propósito for harmonizar um casal em constante conflito, pode-se optar por melado de cana-de-açúcar. No caso de trabalhos com Pombagiras, há magias específicas que utilizam bombons. Já para Exu Mirim, é comum o uso de rapaduras combinadas com padês em rituais de adoçamento.




Dendê esquenta Exu?

Já ouviu aquelas famosas frases “aqui tem dendê”, “bota dendê no caldeirão” ou “to braba virada no dendê”… essas frases são muito comuns nos ditados populares de quem é praticante de cultos afro-brasileiros.

O uso do azeite-de-dendê, é muito comum no Candomblé, Umbanda e Kimbanda, mas a pergunta em questão é: dendê esquenta Exú? Essa foi a pergunta que fizemos em nosso canal do Whatsapp, e boa parte do público acredita que sim, mas será mesmo?…

O azeite-de-dendê é de excelente uso na culinária e na magia, mas como todo elemento, ele possui fins específicos, o seu uso é muito voltado a abrandar (acalmar), harmonizar e tornar uma energia mais leve.
Quando um praticante despeja dendê em seus assentamentos, ele não está esquentando Exú, na realidade está esfriando. É por estas razões que o padê dendê, é ideal para apaziguar conflitos ou energias.
Se você despejar altas quantidades de dendê em seu assentamento, poderá perceber que você não estará ativando a energia, é muito diferente de uma bebida forte que você bafora ou despeja e ativa Exú.

As frases comumente ditas sobre o dendê deixar tudo mais agitado, se trata apenas de senso-comum, para a tradição e magia, seu sentido é oposto. Essas simpatias para causar discussões colocando nome de pessoas dentro de garrafa de dendê, é furada!

A forma de pensamento sobre o dendê, não é apenas unicamente no Brasil, até mesmo na Nigéria, dentro do Culto aos Òrìṣà, boa parte das famílias seguem o mesmo pensamento: dendê é para acalmar.




A diferença entre Kiumbas e Exus Kiumbas

Há muitas pessoas que confunde e acredita que são iguais, isto infelizmente acontece devido os auto-intitulados “Mestres de Kiumbanda” que possuem experiências apenas em ter muitas curtidas, mas poucas experiências reais com o ocultismo e a tradição, mas de forma prática entenda o assunto.

Kiumbas são espíritos de baixa iluminação, sem muito desenvolvimento espiritual. Eles costumam viver em zonas inferiores do astral (onde as literaturas espíritas conhecem como ‘Umbral’). Por conta de muitos deles serem tão materialistas, estão sempre em busca da volta pela vida terrena, muitos vivem em busca de vinganças e de enganações, acontecendo muita das vezes com terreiros que não tem uma devida defesa espiritual ou com médiuns não desenvolvidos, receberem a presença de um Kiumba e ele acaba fingindo ser uma entidade evoluída.

São espíritos esquecidos, que tentam se fortalecerem de alguma maneira. Nas literaturas umbandistas ficaram conhecidos pela definição de “marginais do astral“. Segundo o professor Eduardo Henrique, definirem como marginais é devido 5 fatores principais:

  1. Não seguem leis ou ordens
  2. Não possuem propósitos
  3. Precisam se manter em cima de “furtos” de energias (vampirismo)
  4. Facilmente podem ser manipulados devido a ignorância, arrogância e falta de conhecimento
  5. São aproveitadores.

Os Kiumbas depois de um certo tempo, não lembram nem se quer de seus nomes, história de vidas terrenas, pelo fato de muito deles se obscurecerem e por isto, feiticeiros costumam invocá-los para práticas destrutivas, pois eles estão sempre em busca de algum ganho, recompensa ou domínio. Estes mestres que utilizam destes espíritos costumam dar nomes como “Chico dos Infernos, Matador Diabólico”, o que trazem para eles um novo sentido, apenas se alimentarem e ferrar com qualquer um, oras para eles não há o que perder.

Há um ditado que diz “nunca esqueça de quem você é e suas origens, para que as pessoas não te transformem no que elas querem que você seja”.

 

– Pinterest.

Os Exús e Pombas-Giras costumam recrutar muitos Kiumbas para trabalharem dentro de suas falanges (grupos espirituais) e com isto evoluírem, se tornando posteriormente um Exú ou uma Pomba-Gira após aprenderem tudo que é necessário com seus mestres. Estes espíritos de baixa evolução que começam a trabalhar sob ordens dos Exus, são conhecidos como Exus Kiumbas. Que podemos compará-los com a idéia de um “estagiário”, adquirindo experiências para assumirem um possível cargo.

Concluindo:
Um espírito que entra recentemente para corrente dos Exús é chamado de Exu Kiumba, por hierarquicamente ser de baixa evolução.
Aquele que não pertence a nenhuma corrente e não segue nada, é um Kiumba.




Kimbanda é um culto satânico?

Primeiramente precisamos compreender que o culto aos Exus e Pombas-Giras é um culto aos ancestrais. São espíritos que adquiriram grande evolução espiritual, são ancestrais ilustres, muito deles eram mestres de magias, sacerdotes e conhecedores de grandes mistérios. Boa parte escolheram retornar para a nossa dimensão para auxiliar os seres humanos em seus caminhos, daí surge a nomeação “Senhores dos caminhos”.

A Kimbanda e a Umbanda é culto voltado aos espíritos e Satã não é um espírito em si. Muitos acabam vendo a Kimbanda como um culto satânico por ela ser uma raiz de feitiçaria e bruxaria, como talvez já tenha ouvido falar, a igreja nunca concordou com isto, então tudo que era contra a igreja era considerado satânico, até mesmo para amedrontar as pessoas a não buscar aquele caminho.

Algumas linhagens de Kimbanda possui egregoras cabalísticas, ou seja, uma ligação sincrética com a Goetia, que seria um culto aos deuses antigos, mas também não tem nada a ver com Satanismo.

Existe algumas cantigas que cita Satanás, outras que menciona Hades, ou até mesmo Jesus, mas são meras cantigas, em sua raiz não tem fundamentos com estes seres para cultos ou assentamentos, a não ser que alguém traga algo de uma outra cultura e junte-os, o que deixaria de ser algo tradicional.

Muitos deuses antigos foram perdendo seus cultos, com isto a energia se tornou mais adormecida por entrar em esquecimento, mas veio a igreja antiga e demonizou boa parte (o que resultou na extinção de muitos seguimentos).

• Pergunta respondida pelo professor, mestre Eduardo Henrique.




É possível receber energias ruins durante o sexo?

Uma das dúvidas recorrentes quando o assunto é espiritualidade e magia, costumam está relacionadas ao ato libidoso com penetrações (sexo), muitos se perguntam: é possível receber energias ruins e isto afetar a minha saúde (principalmente espiritual)? Confira a nossa resposta.

Antes de responder esta pergunta, é necessário a devida reflexão em que o ato sexual envolve uma troca de energias, no qual pode ser definida como algo positivo, equilibrado ou negativo. Sendo possível o recebimento de energias ruins ou até mesmo obsessão durante o momento da prática. Para o ocultismo nem tudo se resume em apenas libido, a energia atuante que envolve ambas pessoas definirá a forma como será a experiência durante e depois do ato. Para quem é mestre de magias, não é tão difícil aparecer casos de pessoas com problemas espirituais resultantes de trocas de energias íntimas no relacionamento. Eu lembro de um caso de uma francesa em que conheceu um homem que ela considerou ‘um sonho’, bonito, higiênico e com gostos que agradava muito, mas conforme o relacionamento foi avançando aconteceu dela se sentir muito mal, começou a ter muitos pesadelos, cansaços, via vultos, entre outras questões. É comum que muitos logo associam a um possível ataque externo (de fora da relação), envolvendo alguém que esteja fazendo algo de ruim contra a relação, mas no caso dela se tratava realmente do rapaz que tinha muitos problemas espirituais e durante o ato sexual estas energias acabou passando para ela.

Há pessoas que se envolve com quem são negativos e não apresentam sintomas ou problemas e existem pessoas que sentem fortemente, e apresentam sinais de energias negativas. Isto acontece pelo fato de que tem certas pessoas que conseguem canalizar com mais facilidade e outras nem tanto, as antigas benzedeiras chamam isto de pessoas de “corpo aberto”, que basicamente se refere à uma pessoa sensível ou vulnerável as energias. Dentro da Umbanda é um certo hábito que o médium deve acender velas para seu anjo de guarda, evitando que fique tão expostos e sem um ‘campo protetor’, mas independente da sua religião ou tradição, se você acredita na magia e no ocultismo, eu preparei algumas dicas que são muito necessárias envolvendo este tema.

  1. Busque uma consulta oracular com alguém sério e que se sinta bem. É muito necessário se conhecer e uma apuração é o primeiro para que se cuide espiritualmente, não se tornando uma pessoa tão exposta as energias, cada pessoa é diferente e numa consulta é possível entender até mesmo os campos de defesas energéticas de cada um.
  2. Evite transar com qualquer pessoa que não conheça. Talvez seja uma dica bastante difícil para quem vive profissionalmente destes tipos de serviços, mas quem se envolve com qualquer pessoa sem antes conhecer melhor, é evidente que em algum momento passará por alguma situação de receber energias bem ruins.
  3. Não deixe sua energia parada, movimente através de limpezas espirituais, podendo ser trabalhos, defumações, rezas, banhos e muito mais! Principalmente para quem pratica atos sexuais com frequência, deve acrescentar um hábito de separar um dia da semana em que não realize para tomar banhos de limpezas de energias (em nosso site há diversos).
  4. Sempre tome banho após a transa. Não é só na medicina que isto é recomendado, para quem teve relações sexuais, principalmente mulheres, é muito necessário que após o sexo, tomem algum banho. Pois a água é condutora de energias e ajuda a diminuir frequências baixas que possa tentar se manter.
    Utilizar sabonetes de óleos essenciais e mais naturais possível é muito viável, sabonete de coco, lavanda, alfazema ou até de flores de laranjeira, são excelentes para serem usados após o ato, em um banho higiênico.
  5. Um dia após o ato sexual, caso não realize novamente, é indicado um banho de limpeza de energias para renovar as energias e elevar suas frequências.

》Algumas dúvidas relativas a este assunto:

• Caso estejamos usando preservativos, acontecerá mesmo assim as trocas de energias?

– Sim, acontecerá. O que pode ocorrer é da troca poder ser um pouco menor devido as genitais não estarem em contato cem por cento de corpo a corpo.

• Somente com estas dicas resolve?

– Depende! São dicas que serve para todos, mas existem casos que realmente precisa de um diagnóstico de um sacerdote ou mestre de magia para verificar, porque há situações que mesmo com todas dicas acabam precisando de algum ritual. Na cultura iorubá, existem pessoas que acabam tendo que tomar ebós por conta de um ato sexual praticado.

• Sexo entre homossexuais é a mesma coisa?

– Não é! Mas envolve trocas de energias também, mesmo que tenham a mesma genital, pois não se trata apenas de matéria humana, a predominância está na conexão íntima estabelecida entre almas.

• Por quanto tempo a energia de alguém pode ficar na gente?

  • Depende muito de quantas pessoas participou, de você e de quem foi. Comumente costuma ser por vinte e quatro horas, mas seguindo as dicas apresentadas nesta publicação pode ocorrer mais rápido.

• Rituais de limpeza tem que ser antes ou depois do sexo?

  • O correto é posteriormente ao ato. Magias que são feitas antes costumam ser de proteções, atrações ou sexuais, mas as que envolve limpezas é sempre após.

Perguntas respondidas pelo Professor de Religião e Magia Eduardo Henrique.
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Todos tem Exús? Posso ter quantos? E se eu não tiver?

Estas são dúvidas recorrentes em quem começa a conhecer a Kimbanda: será que tenho Exú? Quantos são? Posso assentá-los?… São tantas perguntas que surgem desta mesma temática e nesta matéria tentarei te ajudar a entender de uma forma bastante simples como funciona.

Se eu tiver um Exu, significa que irei incorporar ou devo assentá-lo?

Há um jeito bem fácil de explicar e que eu acredito ser melhor para compreensão de todos, podemos classificar os Exus e Pombas Giras em dois tipos: naturais e de trabalhos.

Exú natural é aquele que se mantêm na natureza, no astral e inclusive possa fazer parte da ancestralidade de alguém, mas isto não significa que necessitará de culto ou irá querer trabalhar com aquela pessoa. Exú natural é a própria entidade que pode reger, mas não é para trabalhar com aquele indivíduo.

Exu de trabalho é aquele que embora o indivíduo saiba que tenha ele, há uma grande diferença, pois é uma entidade que deseja ser cultuado, talvez até mesmo incorpore naquela pessoa.

Se eu não tiver um Exú na minha ancestralidade, dá para assentá-lo mesmo assim?

Podemos definir cada um dos Exus como espíritos ancestrais que habitam na natureza e no plano espiritual, mas isto não significa que todas pessoas tem a mesma ancestralidade que envolverá estas entidades, principalmente quando se trata de pessoas que não moram no Brasil e no histórico familiar nunca houve uma ligação ou linhagem. Segundo o Mestre Alberto Junior de Kimbanda Nagô, toda pessoa mesmo não tendo um ancestral neste caminho, através de rituais poderá passar a ficar sob tutela de um Exú, caso algum queira. Alberto afirma que sempre vem um Exú ou uma Pomba Gira que pode acabar nascendo e apadrinhando esta pessoa que até então não tinha ancestrais neste caminho. Mas para que isto aconteça é necessário que alguém aceite assumir esta pessoa, além de necessitar ser aceita no culto. Mas é comum que sempre alguém do astral acaba respondendo.

Quantos Exus posso ter?

De acordo com os conceitos cabalísticos as pessoas podem ter até sete (7 ) Exus, o mais comum de acontecer é que possa ser que tenha um casal (Exu e Pomba Gira) formando dois (2), ou até mesmo mais um, totalizando três (3). Mesmo que um indivíduo tenha sete Exus, não irá incorporar todos, apenas três (no máximo), podendo haver hipóteses de uma entidade abrir passagem para uma outra vir, em alguns casos, mas quando não envolve incorporação, o praticante poderá trabalhar com eles no astral com mais de sete sem problemas.

E quem individualmente costuma ter este máximo de Exus e Pombas Giras?

Ter um número superior a três entidades deste culto, é algo mais voltado ao sacerdócio. Um mestre de Kimbanda costuma ter várias entidades para que possam trabalhar em prol das pessoas, do terreiro e principalmente fiquem voltados a tais setores ou responsabilidade pela realização de tais trabalhos espirituais.