Cabalisticamente, nas linhas de Kimbanda que possuem agregações com a Goetia, ele é conhecido pelo nome de Claunech.
Esta entidade se apresenta na forma de um cavaleiro elegante e é o décimo sextocomandado do Exu Calunga.
É um grandioso solucionador de questões financeiras, quando invocado, pois possui grande poder sobre a riqueza, protegendo aqueles que enfrentam dificuldades econômicas.
Auxilia também na descoberta de tesouros escondidos. Gosta de frutas, especialmente jamelão, além de vinho tinto, que costuma misturar com mel de abelhas.
Oferenda
Elementos necessários:
Um alguidar grande
Sete bananas
Frutas cristalizadas
Bife bovino
Fígado
Vinho tinto
Farinha de mandioca branca
Sete velas brancas
Sete batatas
Milho torrado
Azeite de dendê
Pipoca
Modo de preparo:
Lave o alguidar com água e, após secar, coloque farinha de mandioca branca misturada com vinho tinto, formando uma farofa úmida.
Acrescente por cima um punhado de milho torrado (não queimado), preparado com algumas gotas de azeite de dendê.
Refogue o fígado, o bife e as batatinhas, e coloque sobre a farofa.
Decore com as frutas cristalizadas e finalize com um pouco de pipoca, também usada para enfeitar o prato.
Leve a oferenda ao assentamento ou, caso não o possua, às matas ou serras, oferecendo-a ao Exu Pedra Negra.
Despeje um pouco de vinho tinto ao redor do alguidar, acenda as velas brancas com cuidado e respeito à natureza.
Após concluir, saia sem olhar para trás.
Ponto Cantado para Pedidos
🎶
Não sei o que faço,
Não sei o que resolver,
Estou desesperado,
Estou para morrer.
Exu da Pedra Negra,
Vem me ajudar,
Faz entrar dinheiro,
Para me salvar.
🎶
Ponto Cantado de Chamada
🎶
Tem pedra na pedreira,
Exu da pedra no terreiro (2x)
Tem Exu, Pedra Negra Quimbandeiro (2x)
🎶
Exu Capa Preta
Esta entidade é o décimo sétimo comandado pelo Exu Calunga, as atribuições deste Exu consistem em fiscalizar todos os caminhos, podendo provocar a desarmonia entre membros de um terreiro e derrubar o seu chefe. Sua aparição é uma capa preta, ao qual não se dá para ver sua identidade direito, daí o nome de Capa Preta. Na Quimbanda ele possui um grande poder maléfico, do estilo faca de dois gumes, isto é, trabalha tanto para o bem, como também para o mal, conforme lhe for solicitado.
Cabalisticamente é conhecido pelo nome de Musifin.
Seu “Amalá” preferido é carne crua, de preferência carnes suínas; além também de seu curiador é o marafo. É um verdadeiro mestre de magia. Deve-se evitar pronunciar até
mesmo o pseudônimo dessa entidade.
OFERENDA
Elementos necessários:
Farinha de mandioca
Azeite de dendê
Duas cebolas
Um coração de boi
Sete velas vermelhas e pretas
Cachaça
Sete charutos
Um prato de barro.
MODO DE PREPARO – lave o prato com um pouco de cachaça, faça uma farofa úmida com farinha de mandioca e azeite de dendê. Refogue rapidamente um coração de boi com uma das cebolas picadinhas em cubinhos, ponha em cima da farofa, coloque em volta rodelas de cebola. Leve para seu assentamento ou para uma encruzilhada ou cemitério, ponha o prato no chão e despeje cachaça em volta, acenda sete charutos fazendo seus pedidos ao Exu Capa Preta, ao terminar, saia sem olhar para trás.
PONTOS RISCADOS
Imagem extraída do livro – No Reino dos Exus.
Imagem extraída de um livro muito antigo – Exu Senhores da Magia
PONTO CANTADOPARA DEMANDAR
Quem nunca viu venha ver, caldeirão sem fundo ferver (2x)
Seu Capa Preta das Encruzilhadas (2x) Lá no Cemitério desmancha tudo ainda dá risadas (2x)
Quem nunca viu venha ver, caldeirão sem fundo ferver (2x)
PONTO CANTADO DE CHAMADA
Não era meia noite quando o malvado chegou (2x)
Com a Sua Capa Preta dizendo que era doutor (2x) Mas ele é Exú dizendo que era doutor (2x)
PONTO CANTADO PARA CELEBRAÇÃO
Houve uma festa no inferno
Seu Lúcifer convidou todos os capetas
Houve uma festa no inferno
Seu Lúcifer convidou todos os capetas
Seu Capa Preta apareceu de terno
Seu Capa Preta de gravata borboleta
Seu Capa Preta apareceu de terno
Seu Capa Preta de gravata borboleta
Exu Caveira: O Zelador dos Cemitérios e Guardião das Almas
Nos terreiros de Kimbanda que possuem egrégoras cabalísticas relacionadas à Goétia, Exu Caveira é conhecido pelo nome de Sergulath.
É uma entidade poderosa e respeitada, responsável por zelar pelos cemitérios, sendo reconhecido como o chefe dos campos-santos.
Toda oferenda realizada dentro de um cemitério deve ser dedicada primeiramente a Exu Caveira — e, somente depois, às demais entidades desejadas. Caso não se preste as devidas reverências, o trabalho pode não surtir o efeito esperado.
Por isso, é essencial iniciar qualquer oferenda com o devido cumprimento:
“Saravá ao Omolu Rei!” (O dono dos cemitérios) “Saravá ao Exu Caveira!” (O zelador dos cemitérios)
Quando se leva ao cemitério uma oferenda destinada a outra entidade, é necessário pedir licença ao Exu Caveira ao adentrar sua morada, demonstrando respeito sempre que forem entregues “presentes” às demais entidades.
A Manifestação e o Culto a Exu Caveira
Exu Caveira distingue-se das demais falanges de Exus por não possuir hora específica para se manifestar. Ele pode vir tanto à noite quanto durante o dia, embora o momento mais propício para a entrega de oferendas seja a “hora grande”, quando deixa seu trono para realizar suas rondas costumeiras — um instante de grande movimentação espiritual dentro das calungas.
As oferendas destinadas a Exu Caveira devem ser colocadas dentro do cemitério, próximas ao Cruzeiro, à esquerda, sobre uma sepultura preta.
Sua manifestação espiritual costuma ocorrer na forma de uma caveira, símbolo de seu poder sobre o domínio dos mortos e das transformações do espírito.
É uma entidade de força imponente, conhecida por ensinar as artimanhas da guerra espiritual, auxiliando seus devotos a vencer inimigos, superar obstáculos e fortalecer o espírito diante das batalhas da vida.
Durante o transe de incorporação, muitos médiuns relatam sensações físicas marcantes, como dores semelhantes às que ocorrem “nos ossos”, estalos pelo corpo e peso nas pernas, indicando a densidade vibracional de sua energia.
Essas manifestações, contudo, variam conforme a mediunidade e a sintonia de cada médium, sendo reflexos do intenso magnetismo que acompanha a presença dessa poderosa entidade.
Campos de Atuação
Apesar de ser frequentemente associado ao portão dos cemitérios — inclusive nas cantigas e pontos cantados —, Exu Caveira não se limita a esse local. Ele pode atuar em qualquer ponto onde haja trânsito de almas, como:
Kalungas de praias e matas;
Cruzeiros e encruzilhadas;
Altos de campinas;
Locais de forte energia espiritual.
Sua presença é imponente e sua força, ampla, sendo capaz de agir tanto nas esferas densas quanto nas mais sutis do plano espiritual.
A Relação com Exu Omolu
Exu Caveira é considerado auxiliar direto de Exu Omolu (ou Omulum), também conhecido como Omolu Rei.
Ele comanda sete Exus e supervisiona os trabalhos do Exu do Cheiro, que lidera quarenta e nove espíritos.
“Exu Caveira ajuda a descobrir coisas ocultas, ou coisas impossíveis e desconhecidas aos olhos dos homens terrenos.”
Sua função principal é guardar as prisões do astral dentro da Kalunga, onde permanecem as almas em estado de tortura mental — as chamadas sombras da consciência.
Conhecedores de sua força afirmam que ele pode utilizar essas almas em trabalhos de natureza muito densa, capazes de gerar consequências espirituais profundas.
Em seu polo positivo, no entanto, Exu Caveira é um grande agente de cura mental e equilíbrio emocional, agindo sobre tormentos e desequilíbrios internos.
Oferenda a Exu Caveira
Essa oferenda também pode ser feita em homenagem a João Caveira.
Elementos necessários:
1 alguidar médio;
1 garrafa de marafo (cachaça);
Azeite doce;
Azeite de dendê;
Vinagre;
Farinha de mandioca;
Bife ou carne de porco crua;
7 velas vermelhas e pretas.
⚠️ Observação:
Qualquer tipo de carne de porco pode ser utilizada, mas evite colocar ossos. Retire-os sempre antes do preparo.
Modo de preparo:
1. Lave o alguidar com um pouco de marafo e deixe secar.
2. Coloque a farinha de mandioca e misture com azeite de oliva ou dendê usando a mão esquerda, formando uma farofa úmida.
3. Disponha as carnes sobre a farofa e pingue sete gotas de azeite doce e sete gotas de vinagre.
4. Leve o alguidar ao cemitério ou ao assentamento de Exu Caveira.
5. Despeje a cachaça no chão, formando um círculo ao redor do local.
6. Coloque o alguidar no centro, acenda as sete velas ao redor e faça seus pedidos ao grandioso chefe de falange.
O uso do vinagre e do pingos dd azeite de dendê é opcional, sendo recomendável confirmar previamente se Exu Caveira quer esses elementos.
CANTIGA PARA DEMANDAR
Quem deve o Caveira na calunga vai pagar
Quem paga pro Caveira Exu vai te ajudar
PONTO CANTADO DE FORÇA
Quando o galo canta é madrugada
Pro Exu que é Caveira batizado com dendê Rezo uma oração de trás pra frente
Queimo fogo em chamas ardentes Que aquece Exu Laroyê
Eu ouço a gargalhada do diabo É o Caveira enviado do Príncipe Lúcifer
É ele quem comanda o cemitério, catacumba tem mistério. Seu feitiço tem axé ê Caveira.
Ponto riscado
Ponto riscado
Ponto riscado
Exu Veludo
Esta entidade representa a resistência, força, e que tem um comprometimento com a verdade. Em contraponto, trata a todos com doçura e delicadeza. É o assistente direto do Exu Rei das Sete Encruzilhadas, sendo a terceira manifestação de Sua Alteza, o Maioral. Exu Veludo possui uma estreita ligação com Lúcifer. Cabalisticamente é conhecido pelo nome de Sagathana.
Na antiguidade, o tecido de veludo, além do uso de cartolas era trajes destinados aos mais nobres. O veludo surgiu no Brasil através dos europeus colonizadores, mas o seu uso foi muito moderado por se tratar de um tecido muito quente e o país ser tropical. O Exu Veludo se veste com requinte, sua bebida preferida é o conhaque e adora charutos. É muito ligado e comportante na ajuda à riqueza material, na prosperidade. Geralmente exige a presença de uma Pomba-gira junto a ele nas festas. Sua evocação é muito apreciada, pois, tem suas forças sempre prontas para proteger à todos que recorrem à sua proteção.
No Reino dos Exus, o Senhor Veludo é visto como um grande político e orador, um homem que lida com os problemas com bastante diplomacia. Esta entidade pode desempenhar um trabalho importante, como um verdadeiro advogado, evitando a pesada inquisição (condenação) do Exu Marabô, no qual seria um Exu que lida com fiscalizações em todos os planos.
Sua apresentação costuma ser de um mais fino cavalheiro, ricamente vestido com um belo traje com gola de veludo, e um fino cachecol de mais pura seda de cor vermelha; também usa uma capa de veludo preta, forra de cetim vermelho, segundo minhas vivências. Os espíritos da falange do Veludo são mestres que se destacam pelo poder persuasivo hipnótico, pela educação e forma polida de agir. Gosta de examinar os charutos e bebidas, mesmo antes de se servir. Costuma preferir que seja servido
numa pequena bandeja. O seu porte, como puderam visualizar é de um fino cavalheiro, mas a sua dissonância é logo verificada, um Exu identificado também por seus “Pés de Cabra”.
Ponto Riscado de Exu Veludo – (Na irradiação de Ogum)
Ponto cantado
Ninguém pode ele, ele pode contudo
Lá na encruzilhada, ele é Exu Veludo
Ninguém pode ele, ele pode contudo
Lá na encruzilhada, ele é Exu Veludo
Ponto cantado II
Auê Exu Veludo seu cabrito deu um berro
Auê Exu Veludo seu cabrito deu um berro
Arrebentou cerca de arame estourou portão de ferro
Arrebentou cerca de arame estourou portão de ferro
Exu Kalunga
Comanda uma legião de dezoito Exus que subcomanda outras entidades, e dentro da Kimbanda ocupa posição como um dos Exus com maiores legiões de espíritos, apresenta-se na forma de um verdadeiro anão. Nas regiões de alto grau de desenvolvimento não atingido, costumam fantasiar a criação de seres fantásticos como “Sacis” e “Duendes”, para cognominar esta entidade Exu Kalunga ou Kalunguinha. O Exu Kalunga está ligado diretamente ao Reino da Praia (o oceano) e das Almas. Assim como o Exu das Almas, Kalunga possui como um de seus objetivos o ato de conduzir as almas das pessoas que desencarnam. Muitos praticantes procuram cultuá-lo no Cruzeiro do Mar. Tem uma enorme ligação e costuma observar marinheiros, pescadores e comerciantes que estão próximos de seu domínio. Também buscam nesses espíritos forças para curar diversos males (doenças físicas e psicológicas) e afastar os inimigos, afinal, os espiritos desta linha são capazes de descarregar emanações fortíssimas que perturbam a mente dos oponentes.
Cabalisticamente é conhecido como “Syrach“.
Seus trabalhos para limpezas energéticas, são bastante eficazes, ele tem a capacidade de aprisionar espítitos em “presídios” submersos.
Seu reduto é entre as duas calungas, embora sua maior zona de atuação é no mar.
Kalunga pequena = Cemitério. Kalunga grande = O mar, o fundo dos oceanos.
Ponto cantado
Imagem: Play of the Nereides (Jogo dos Nereides), 1886 de Arnold Böcklin.-
Eu tô te chamando, ó Calunga!
Pra você vir trabalhar,
Quando eu te vejo, ó Calunga!
Vejo também a sereia do mar.
Eu tô te chamando, ó Calunga!
P’ra você vir trabalhar,
Quando eu te vejo, ó Calunga!
Vejo também a sereia do mar.
Eu tô te chamando, ó Calunga!
P’ra você vir trabalhar,
Chega também a sereia do mar.
Ponto Riscado
Usado para invocar a plenitude de seus poderes. Encontrado no livro Quimbanda Culto da Chama Vermelha e Preta.
Signo Kabalístico encontrado no livro No Reino dos Exus.
Exu Tiriri
Esta entidade gosta das encruzilhadas de terra e de ferrovias, das pedreiras e campos abertos, é o companheiro do Exu Tranca-Ruas e por isto possui idênticas forças de comando.
Ele tem o poder de abrir os caminhos, pois assim como o Tranca-Ruas, ele também é o guardião das encruzilhadas. Sua apresentação costuma de um homem preto, cuja pele corroída pela bexiga (peste), e é bem visível. É um Exu que nos possibilita reaver o que perdemos pela maldade dos outros, ou pela nossa própria incapacidade. Geralmente é evocado para os trabalhos a serem despachados nos campos, nas encruzilhadas, nos rios e as vezes nos cemitérios, embora não seja seu reino
(jurisdição). O mesmo também pertence à linha de Omolu, esta entidade ajuda no retorno da vitalidade e nos proteger de inimigos e feitiços. Fascinante e namorador, é muito poderoso ajudante nas conquistas amorosas e nos trabalhos para proteção dos amantes. Assim como Tranca-Ruas, Tiriri também possui forte influência com as lutas marciais e as forças militares.
Geralmente as linhas, falanges, sub-falanges, costumam possuir acordos, por exemplo, de um Exu de encruzilhada receber magias no cemitério
A palavra Tiriri é atribuída na Cultura Africana ao que é forte, porém também é usada para se referir caminhos..
O nome cabalístico do Exu Tiriri é Fleruty.
Ponto Riscado utilizado para o Exu Tiriri.
CANTIGA
Você não mora onde moro!
Você não viu o que eu vi
Lá no meio do cruzeiro
Ele é o Exu Tiriri
Você não mora onde moro!
Você não viu o que eu vi
Lá no meio do cruzeiro
Salve Exu Tiriri
Tiriri é um belo, belo é belo Exu (X2)
Imagem extraída do livro Trabalhos Práticos de Magia Negra.
Exu Tranca-Rua
Um Exu Guardião poderoso que zela pela guarda nas estradas, e pela porta dos terreiros ou recintos onde se pratica alta magia. Tem uma força muito voltada para defender contra quem nos deseja o mal e de trancar o caminho dos inimigos. Sua posição é um pouco idêntica à do Exu Marabô, possui uma grande responsabilidade no Reino dos Exus. Nas reuniões espirituais ele mantém a proteção, com a sua guarda de choque, contra os Quiumbas, que procuram sempre deturpar o bom andamento dos trabalhos. É por isto que na Umbanda sempre é louvado o Exu Tranca Rua nas aberturas das giras de Exús, para que o ambiente esteja em sua sua proteção. Existem também várias entidades que se apresentam como Exu Tranca Ruas, porém o mais antigo desta falange é o Tranca Ruas das Almas e também temos o Tranca Ruas de Embaé (muitos costumam dizer embaré).
1° Ponto cantado
Eu venho trancando os meus caminhos
Eu vou pedir que alguém me ajude
(Repita os versos acima duas vezes)
Seu povo aclama seu nome
Mas ele é seu Tranca Rua
(Repita os versos acima duas vezes)
Exu Tranca Rua abre meus caminhos
Exu Tranca Rua vem pra me ajudar
Exu Tranca Rua eu aqui pedindo
Exu Tranca Rua leve todo mal
(Repita os versos acima duas vezes)
2° Ponto cantado
É no clarão da lua
Que se vê a rua
(Repita duas vezes os versos acima)
Quando tiver no aperto
Qualquer dor no peito
Chama Tranca Rua
(Repita duas vezes os três versos acima).
Ponto riscado.
Oferenda Exu Tranca-Ruas
Elementos necessários:
Um alguidar médio
Azeite de dendê
Um pano preto
Farinha de mandioca
Duas cebolas
Um bife de boi sem gordura
Uma cachaça
Sete charutos
Sete velas vermelhas e pretas.
MODO DE PREPARO – lave o alguidar com um pouco de cachaça, quando secar enforre o pano preto dentro dele. Misture farinha de mandioca com azeite de dendê fazendo uma farofa um pouco úmida. Refogue o bife no azeite de dendê e ponha por cima da farofa dentro do alguidar, enfeite com rodelas de cebolas em volta. Leve este agrado para uma encruzilhada, despeje um pouco de bebida no chão fazendo um círculo, ponha o alguidar e acenda sete velas vermelhas e pretas e sete charutos, arrumando cada charuto nas bordas do alguidar. Ofereça para o Exu Tranca Ruas e faça seus pedidos.
• Fonte consultada:
MARIA, José. No Reino Dos Exus. 6.ed. Curitiba: Pallas, 2006.
Exu Mangueira
Esta entidade possui uma alta evolução espiritual e exige sutileza no seu trato, pois uma vez invocado, jamais aceita ordens terrenas para ir embora, é necessário que se recorra às entidades superiores para que atendam o pedido. Possui aparição muito rara, é um Exu muito antigo, rude. Sua apresentação é idêntica a de seu companheiro Marabô. Também escreve corretamente o francês. Em suas manifestação em particularidade costuma expelir odor de enxofre. Este Exu aprendia bons charutos e ótimos vinhos.
Oferenda
Elementos necessários:
Um alguidar médio
Dois panos pretos
Um pano vermelho
Sete velas vermelhas e pretas
Sete charutos de ótima marca
Farinha de mandioca
Vinho tinto suave
Sete fatias de manga com casca
Sete bifes de boi sem pele e sem gordura
Dendê.
MODO DE PREPARO – lave a parte de dentro do alguidar com vinho tinto e espere secar, enforre um dos panos pretos dentro do alguidar. Misture com a mão esquerda a farinha de mandioca e o vinho tinto, fazendo uma farofa um pouco úmida, e ponha dentro do alguidar. Refogue os bifes levemente no dendê e ponha-os no alguidar, rodeie em volta com fatias de mangas, vá para um campo aberto ou encruzilhada e despeje um pouco da bebida no chão fazendo um círculo, enforre os panos no chão e ponha o alguidar por cima. Acenda as sete velas e charutos fazendo seus pedidos para o Exu Mangueira, quando terminar, saia sem olhar para trás.
Ponto riscado.
Ponto cantado:
Ventou bem forte e a mangueira nem tremeu (2X)
Quando ouviu sua gargalhada todo mundo estremeceu (2X)
Cuidado gente Exu Mangueira é kimbandeiro (2X)
Exu Rei me dê licença para ele entrar neste terreiro (2X)
Exu criado no meio da bruxaria
É um Exu inquizilado, é melhor tomar cuidado pois sabe tudo de magia
Ventou bem forte e a mangueira nem tremeu (2X)
Quando ouviu sua gargalhada todo mundo estremeceu (2X)
Toma cuidado com aquilo que pedir esse Exu é
poderoso e você vai conseguir
Pense bem antes para não se arrepender
Esse Exu é poderoso ele vai lhe atender (2X)
Ventou bem forte e a mangueira nem tremeu (2X)
Quando ouviu sua gargalhada todo mundo estremeceu (2X)
• Fonte consultada:
MARIA, José. No Reino Dos Exus. 6.ed. Curitiba: Pallas, 2006.
Exu Marabô Toquinho
Esta entidade é um grande mestre de alta magia, tem como objetivo resolver problemas espirituais, físicos e amorosos, utilizando seu conhecida, sua magia. É ágil, extremamente forte, astucioso e muito cumpridor de suas obrigações. Possui um postura elegantemente refinada, aprecia uma boa conversa e bebidas finas.
Ponto riscado
🎵 Ponto Cantado
Exu Marabô Toquinho pedaços em pedacinhos 🎶
No meio da encruzilhada que tu abras meus caminhos 🎶
🎶 O gira de Kimbanda na encruzilhada (2X)
Seu Toquinho toma conta no romper da madrugada 🎶
🎶 Toma conta e presta conta no romper da madrugada.
Exu Marabô
Um dos Exús mais raros de se ver nos dias de hoje, esta entidade é encarregada de fiscalizar o plano físico, distribuindo ordens aos seus comandos e ainda nos mais diversos planos de sua jurisdição. Tem o prazer de ajudar no tratamento de doenças, considerado um autêntico cavalheiro, se apresenta de forma muito elegante, de falar tranquilamente e pausadamente. Fala e escreve perfeitamente o francês. Quando ele vem em algum médium, pode ainda usar o nome de seu companheiro, que é o Exu Mangueira. Este Exú aprecia bebidas finas e os melhores charutos.
OFERENDA:
⭐ Elementos necessários:
Um alguidar médio
Azeite de dendê
Gin
Farinha de mandioca
Sete bifes de boi sem pele e gordura
Molho de pimenta malagueta
Um pano vermelho
Dois panos pretos
Sete moedas de maior valor ou douradas
Sete charutos de excelente qualidade
Uma caixa de fósforo
Sete velas vermelhas e pretas.
⭐ MODO DE PREPARO – lave o alguidar com um pouco de gin, logo em seguida enforre o pano preto. Misture farinha de mandioca com dendê, fazendo uma farofa um pouco úmida e amarela. Ponha os bifes para refogar levemente no dendê e ponha por cima da farofa, dentro do alguidar. Despeje sete gotas de molho de pimenta, ponha as moedas em volta. Vá em um campo aberto ou em um estrada de terra, de preferência perto de mato, bafore gin sobre o chão e despeje o gin fazendo um círculo, logo em seguida, enforre o pano preto e o vermelho no chão. Acenda sete charutos, jogando bastante fumaça para o alto fazendo seus pedidos, acenda as sete velas, cante e mentalize o Exu Marabô. Ao terminar saia sem olhar para trás, ao chegar em casa, tome um banho de ervas.
🎵 Ponto cantado
No clarão da lua, Exu chegou caminhando na rua 🎶
No clarão da lua, Exu chegou caminhando na rua 🎶
Exu, Exu os seus caminhos são de paz e amor 🎶
Exu, Exu os seus caminhos são de paz e amor 🎶
Exu, Exu os meus caminhos quem protege é Marabô 🎶
🎵 Ponto cantado 2
Ventou num canavial, um trovão lá do céu ecoou 🎶
Ventou num canavial, um trovão lá do céu ecoou 🎶
Salve o reinado de Exu Rei, salve a coroa do Exu Marabô 🎶
Salve o reinado de Exu Rei, salve a coroa do Exu Marabô 🎶
• Fonte consultada:
MARIA, José. No Reino Dos Exus. 6.ed. Curitiba: Pallas, 2006.