Exu Maré (ou Exu Marê) é uma entidade de origem muito antiga, e seu nome não é por acaso. Trata-se de um ser espiritual profundamente ligado às águas salgadas, tendo predileção por receber seus trabalhos nas praias, onde a força do mar se manifesta com maior intensidade.
Nas Kimbandas que cultuam egrégoras cabalísticas associadas à Goetia, é conhecido pelo nome de Pentagnony, ocupando, nas hierarquias espirituais, o posto de quarto comandado de Exu Caveira — entidade que, na Goetia, recebe o nome de Sergulath.
Em suas manifestações, Exu Maré costuma se apresentar de forma simples, como uma pessoa comum, sem traços extravagantes. No entanto, dentro da Alta Magia, detém o poder da invisibilidade espiritual, sendo capaz de ocultar energeticamente um ser humano. Muitos recorrem a ele antes de viagens, especialmente as marítimas, pois sua atuação está ligada à expansão dos caminhos e ao acesso a novos territórios. Também trabalha na harmonização das relações, auxilia em curas de ordem psicológica e suaviza impulsos destrutivos, como o desejo de vingança. A ele ainda se atribui a capacidade de transportar objetos entre diferentes locais, por meios espirituais.
Uma de suas características mais marcantes é a estreita ligação com Exu Caveira. Tal conexão se deve à sua forte presença na Kalunga Grande, o vasto domínio das águas profundas. Como todo Exu ligado a esse mistério, Exu Maré é um poderoso condutor de almas. Antigos relatos afirmam que ele aprisiona, no fundo do oceano, espíritos de natureza maléfica, mantendo-os afastados do mundo dos vivos.
Quanto às oferendas, seu marafo não exige grandes formalidades. Aceita bebidas diversas, como cerveja, gim, conhaque, vinho, entre outras, desde que ofertadas com respeito e intenção sincera.
Exu das 7 Cachoeiras, também conhecido pelo nome cabalístico Khil, nas Kimbandas que possuem sincretismo com a Goetia, é compreendido, dentro dos ensinamentos cabalísticos, como o quarto comandado de Exu Calunga. Sua força manifesta-se de maneira profunda e ancestral, revelando mistérios que unem os planos visível e invisível.
Este Exu tem especial predileção pelos trabalhos realizados nas cachoeiras, locais onde a força da natureza ecoa com intensidade espiritual. Seu poder está ligado aos abalos sísmicos, às vibrações profundas da Terra, simbolizando transformação, movimento e ruptura de estruturas estagnadas. Em suas manifestações mediúnicas, aprecia um bom charuto preto, e entre suas oferendas tradicionais encontra-se a galinha-d’Angola, recheada com padê de dendê (farofa com azeite-de-dendê).
A água é um elemento sagrado em diversas tradições religiosas. Na Kimbanda, a água em sua imensidão está associada à divisa entre os mundos, conhecida como Kalunga Grande. Esse elemento encontra-se intimamente ligado à vida de todos os seres humanos, sendo princípio, sustento e renovação.
No esoterismo, a água é o elemento que sempre busca a terra, representando a fluidez da existência. Está profundamente conectada aos sentimentos e às emoções humanas. Por isso, as entidades ligadas às águas exercem domínio e influência sobre o campo emocional, auxiliando no equilíbrio, na purificação e na compreensão interior.
A energia das águas, em seu aspecto positivo, possui função purificadora e construtiva; em seu aspecto negativo, representa a desagregação e a dissipação. Assim como a água pode gerar vida, também pode desfazer aquilo que já não serve ao propósito espiritual.
As cachoeiras são formações geológicas onde a água corre sobre as rochas e realiza sua queda. Quando grandiosas e intensas, são chamadas de cataratas, capazes de produzir enorme força energética; quando a queda se projeta com vigor, recebem o nome de salto; e, quando a força é mais suave, são conhecidas como cascatas. Em todas as suas formas, simbolizam movimento, purificação e renovação espiritual.
Signo Kabalístico do Exu 7 Cachoeiras
Exu das 7 Cachoeiras ensina a utilizar as emoções como força de conquista, mostrando que, quando equilibradas e direcionadas com sabedoria, tornam-se instrumentos poderosos para alcançar objetivos e transformar a própria realidade.
Exu Quebra-Galho
Exu Quebra-Galho é um espírito profundamente ligado às matas, onde sua presença se manifesta de forma sutil e misteriosa. Diz-se que seu nome surgiu justamente dessas manifestações: seus cultuadores relatam sentir sua aproximação pelos estalos de galhos, como se a própria natureza anunciasse sua chegada.
Na Alta Magia, é reconhecido por seu poder de atuação em trabalhos voltados aos desejos humanos, especialmente aqueles ligados às paixões e aos impulsos. Em determinados rituais, feiticeiros confeccionam bonecos de madeira tosca para amarrações e separações, ofertando-os a esse poderoso Exu. Também é invocado em demandas que envolvem caminhos e destinos, sendo considerado capaz de desviar obstáculos, afastar perseguições e influenciar situações complexas que envolvem interesses materiais.
Nas Kimbandas que possuem egrégoras cabalísticas, recebe, na Goetia, o nome de Frimost, sendo apontado como o segundo comandado de Exu Calunga. Essa associação reforça seu aspecto estratégico e sua posição de destaque dentro das hierarquias espirituais.
Dotado de vasto conhecimento em oráculos e feitiçarias, Exu Quebra-Galho é descrito como um profundo conhecedor da mente humana. Suas energias atuam com intensidade sobre pensamentos e sonhos, podendo tanto ampliar percepções quanto conduzir aqueles despreparados a estados de confusão. Entre seus atributos mais marcantes está o despertar da intuição e a capacidade de “ler” os sinais da natureza, ensinando seus adeptos a compreenderem os mistérios ocultos no mundo ao redor. Por isso, é visto como um grande Mestre Feiticeiro, com muito a transmitir àqueles que trilham seus caminhos.
Popularmente, seu nome também é associado à ideia de favor ou auxílio, pois a expressão “quebrar galho” remete a ajudar, abrir exceções ou solucionar dificuldades. Assim, Exu Quebra-Galho é compreendido como aquele que rompe entraves, remove tropeços e abre passagens na vida de seus devotos, desatando nós que impedem o avanço espiritual e material.
Exu do Ouro
Exu do Ouro é uma das entidades muito conhecidas no Rio Grande do Sul, no Brasil. Em algumas tradições antigas de Kimbanda, não há culto a essa entidade. Esse Exu vem do Reino da Lira, um local do astral ligado à luxúria, às danças, aos tratados e acordos, bem como à música. Por esse motivo, possui ligação com o Exu da Lira e com a Pomba Gira Cigana.
Exu do Ouro tem uma forte ligação com a Linha do Oriente e, por isso, muitos acabam confundindo-o com os Ciganos. No entanto, não se trata do mesmo espírito. O fato de uma entidade possuir conhecimento sobre a magia cigana e grande afinidade com o esoterismo não a torna, necessariamente, um espírito cigano.
Nos trabalhos de magia, costuma ser muito invocado para finalidades que envolvem organização financeira e abertura de caminhos. Na medicina espiritual, é capaz de auxiliar no tratamento de vícios ligados à ganância e à compulsão.
Quem é regido por essa entidade costuma ser alguém que também carrega ancestralidade cigana. Na Umbanda, acredita-se que seja uma entidade que trabalha na linha de vibração de Oxum, sendo um Exu ligado as minas, principalmente de Ouro. Esse sincretismo umbandístico com a Oxum ocorre pelo fato de Exu do Ouro ser um espírito ligado ao brilho, à riqueza e ao ouro.
Uma excelente magia que pode ser realizada com essa entidade, tanto para despertar sua força quanto para obter progresso financeiro, consiste em utilizar um chifre grande de animal, preferencialmente aqueles mais profundos e curvados, formando algo semelhante a um caracol em sua extremidade, simbolizando o ciclo contínuo e o infinito.
Dentro do chifre, devem ser colocadas moedas brasileiras ou estrangeiras, de valores altos ou baixos, além de pedras semipreciosas e cristais, como pirita, pedra-estrela e ágata. Também podem ser adicionados pó de ouro e várias notas de dinheiro, sejam de valores altos ou baixos. Alguns sacerdotes mais prósperos chegam a oferecer notas como dólares e euros. O ideal é que tanto as moedas quanto as notas estejam em circulação.
É oferecida menga (sangue) para responder e sacralizar o trabalho. Muitos que cultuam essa entidade afirmam que Exu do Ouro não aceita animais de quatro patas, porém o ideal é sempre consultar o oráculo, de acordo com a família religiosa à qual se pertence, pois há casas que realmente não oferecem esse tipo de elemento, nem carne suína.
Embora muitas pessoas pensem que todo Exu venha da Kimbanda, não é bem assim. Exu do Ouro, por exemplo, é uma entidade mais comum na Umbanda do que na Kimbanda e, inclusive, na Linha Nagô não há menção de culto a ele.
Oferenda para Exu do Ouro
(Utilizada também como trabalho prático de magia para progresso financeiro)
Elementos necessários:
Um alguidar médio
Um pano amarelo
Sete moedas (podendo ser até 21)
Sete velas amarelas
Farinha de mandioca branca
Mel
Sete batatinhas douradas no azeite de dendê, cada uma perfurada com uma moeda
Pó de ouro
Uma pirita (pedra)
Modo de preparo:
Lave o alguidar com um pouco de água e deixe secar naturalmente. Forre-o com o pano amarelo. Em seguida, misture a farinha de mandioca com o mel dentro do alguidar, formando uma farofa levemente úmida.
Disponha as sete batatinhas ao redor, ornamentando o trabalho. No centro, coloque várias moedas e, bem no meio, a pirita. Polvilhe bastante pó de ouro por cima.
Leve a oferenda a um campo aberto e bonito, entregue-a com fé a Exu do Ouro, pedindo prosperidade e caminhos abertos. Acenda as velas ao redor da oferenda. Ao retornar para casa, tome um banho de ervas, utilizando folhas de abre-caminho, dólar, fortuna, louro e dinheiro, de preferência frescas e maceradas.
Ponto Cantado
🎵 Sua morada é muito longe
🎵 Ouvi dizer de quem já viu
🎵 E poucos sabem onde é
🎵 Seu castelo é dourado
🎵 Dourado, dizem que ele é
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar
🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar🎵
Exu Corcunda
Esta entidade é conhecida em algumas linhas de Kimbanda como um Exu Pagão, associado ao trabalho nos campos do sofrimento humano, principalmente no aspecto emocional. Costuma auxiliar pessoas deprimidas, angustiadas ou pouco amparadas espiritualmente. É um Exu raro, com forte ligação com os mortos e com almas em tormento.
Sua figura representa espíritos que, em vida, sofreram marginalização, preconceito e exclusão por causa de deformidades físicas, dificuldades emocionais ou condições que os colocaram à margem da sociedade. Seu trabalho espiritual envolve a superação da dor, o combate à injustiça, o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento do discernimento. Sua imagem, longe de significar deformidade, simboliza um desafio ao julgamento superficial: ele se manifesta com grande sabedoria, poder de cura e profundo conhecimento do sofrimento humano.
A aparência de “corcunda” não representa uma deformidade real, mas sim um símbolo do peso suportado pelos excluídos e da cegueira humana, que enxerga apenas o exterior e ignora a essência. Em sua iconografia, muitas vezes aparece com vestes semelhantes às de um bobo da corte — representação que esconde uma natureza intensa e profunda, revelando a realidade daqueles que carregavam, na vida terrena, o fardo da rejeição e da dor.
A partir dessa simbologia nasce Exu Corcunda. Suas falanges são compostas por espíritos cuja aparência física ou emocional foi motivo de isolamento, sofrimento, humilhação, ódio, segregação ou doenças graves. Alguns, em vida, reprimiram suas emoções; outros foram explorados como “atrações”; alguns buscaram o isolamento em cemitérios, trabalhando como coveiros e encontrando nos mortos a única companhia possível.
Dentro da Kalunga, Exu Corcunda é responsável pelo Povo da Lomba. No Reino de Exu, sua corcunda representa o peso da terra sobre os homens e o peso da ignorância humana. Na Kimbanda, é chamado para causas de injustiça e preconceito, trabalhos de cura, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento do discernimento espiritual. Também ensina seus adeptos a comunicação com os mortos. Sua forma espiritual é apenas um véu — uma prova para os desatentos, pois sua verdadeira força é muito maior do que aparenta.
Seu domínio é a Kalunga, especialmente sobre as covas, mantendo profunda ligação com o Reino das Almas.
Oferenda para Exu Corcunda
Elementos necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Farinha de mandioca branca
✓ Azeite de dendê
✓ Sete chuchus assados
✓ Couve cozida
✓ Arroz com fígado
✓ Cachaça ou Steinäger
✓ Sete velas vermelhas e pretas
Modo de preparo:
1. Lave o alguidar com um pouco da bebida alcoólica e deixe secar.
2. Prepare dentro do alguidar uma farofa de farinha de mandioca com dendê (padê).
3. Coloque por cima a couve cozida e o arroz com fígado.
4. Disponha os chuchus assados nas bordas.
Local de entrega:
Leve para um cruzeiro próximo a uma igreja ou para dentro de um cemitério.
Despeje a bebida no chão formando um círculo, coloque o alguidar no centro, acenda as velas e faça seus pedidos a Exu Corcunda.
Ao sair, não olhe para trás.
Ao chegar em casa, tome um banho de ervas de limpeza.
Exu Sete Capas
Exu Sete Capas ou Exu das Sete Capas é o nome de um Exu muito cultuado na Umbanda, principalmente nas regiões sudeste do Brasil, como por exemplo, o Rio de Janeiro. Nossa tradição de Quimbanda (Nagô), assim como em diversas outras famílias tradicionais de Quimbanda, não há culto a este espírito, porém, vale salientar que nada impede de um mestre o recebê-lo em seu terreiro, aplicando devidos testes e reconhecimentos junto a outras entidades para verificar a possibilidade de agregação.
Há muita confusão quando se fala nestes Exus e as pessoas acabam achando que o Exu Sete Capas é o Exu Capa Preta (ou Exu da Capa Preta), porém não são iguais! Tal fato é pensado devido nomes parecidos e alguns pontos que em certos terreiros é cantados para o Capa Preta e muitas acabam usando para Sete Capas, o que considero comum, pois as cantigas podem ter variações dependendo dos locais.
“Seu Capa Preta me cubra com a sua capa, quem tem sua capa escapa…”
“Seu Sete Capas me cubra com a sua capa, quem tem sua escapa…”
• Exu Sete Capas é um mestre sete, ou seja, um espírito que foi conhecedor dos mistérios dos reinos espirituais, além de ser mestre nas artes ocultistas, recebeu este nome devido o seu costume de esconder sua identidade, mudando constantemente de capa em cada local ou cidade que iria, tirando rastros. Dentro da magia as pessoas recorrem este espírito no intuito de ocultar certas coisas, ou fazer alguém esquecer aquilo que viu, pois é de sua grande especialidade apagar rastros ou histórias, suas artimanhas pode fazer alguém perde a fama. Este Exú é muito ligado as Encruzilhadas, e por isso, também é possível recorrer a ele para pedidos de proteção, além de prosperidade.
Outro fato importante, é que este Exu não é um malandro ou pertencente a falange de Zé Pelintra, há certos relatos de pessoas no Rio de Janeiro que afirmam que Seu Sete Capas vem em gira de malandro, pois no RJ há um culto específico na Umbanda a uma falange da malandragem, mas isso é possível um Exú vir em outras linhas? Sim, é! Desde que a entidade chefe de terreiro aceite, pois há realmente entidades que vem em outros caminhos, mas isto deixamos claro que é uma hipótese.
Na Umbanda, Seu Sete Capas possui ligação com Ogum, além de ter uma certa aproximação com o Exu Marabô, Exu Tranca-Rua, Pombagira Sete Saias e Maria Padilha. Para cultuá-lo a pessoa deve ser discreta, pois não é um Exu que gosta de ser encontrado ou revelado sua identificação, inclusive, é um dos motivos de dificilmente encontrarmos suas reais histórias do que ele foi em vida.
Oferendas
• Materiais necessários:
Alguidar médio;
1kg de farinha de mandioca branca;
Meio litro de azeite-de-dendê;
1 bife bovino em corte grande (podendo ser borboleta), sem muita gordura, nervos e ossos;
1 charuto tradicional;
1 bebida (uísque, gin ou vodka);
1 cebola branca grande;
7 batatinhas pequenas (calabresas);
7 moedas douradas de qualquer país;
1 caixa de fósforos;
1 vela vermelha e preta.
• Modo de Preparo:
Lave o alguidar com água e a parte de dentro lave com bebida alcoólica.
Ponha a farinha no alguidar, misture bem com azeite-de-dendê com sua mão esquerda, cantando e fazendo seus pedidos, coloque sete rodelas de cebola por cima, podendo ser nas bordas em pé ou deitadas.
Rale um pouco de cebola numa frigideira, ponha um pouco de dendê e refogue levemente o bife, e coloque-o no alguidar de forma centralizada.
Refogue 7 batatinhas no dendê, não deixando ficar preta, coloque em cada as moedas e ponha dentro do alguidar em volta do bife.
Leve para uma encruzilhada, perto de mata ou caso tenha assentamento, faça de frente para ele, bafore para cada ponto cardeal no chão a bebida, se for no terreiro ponha ela em um copo de vidro, caso esteja fazendo despacho, despeje tudo no chão em volta do alguidar cantando.
Logo após, acenda a vela vermelha e preta, pedindo a presença e força desta entidade. Ascenda um bom charuto e dê 7 tragadas ou puxe e solte a fumaça no trabalho fazendo seus pedidos.
Caso realize com o objetivo de prosperidade, quando terminar, tome um banho de erva de abre-caminho e levante.
Pontos cantados
Sete velas estão acesas, sete pontos estão afirmamos
Ele é Seu Sete Capas, o meu grande advogado
Ele é Seu Sete Capas, o meu grande advogado
Seu Sete Capas não me deixe sozinho
Seu Sete Capas estejas comigo
Seu Sete Capas não me deixe sozinho
Seu Sete Capas estejas comigo
No meu terreiro, a porteira iluminou
No meu terreiro, porteira iluminou
Pra saudar Seu Sete Capas o amigo que chegou
Pra saudar Seu Sete Capas o amigo que chegou
Seu Sete Capas não me deixe sozinho
Seu Sete Capas estejas comigo
Seu Sete Capas não me deixe sozinho
Seu Sete Capas estejas comigo
Ponto de Saudação
Na madrugada eu vi um homem
E esse homem usava capa
Tentei me aproximar pra descobrir seu nome
E ele me disse eu sou Seu Sete Capas
Na madrugada eu vi um homem
E esse homem usava capa
Tentei me aproximar pra descobrir seu nome
E ele me disse eu sou Seu Sete Capas
Tentei me aproximar pra descobrir seu nome
E ele me disse eu sou Seu Sete Capas
Ponto de Chamada
Oi gente que Exu é esse?
Oi gente Sete Capas é (2×)
Mas ele vem do centro da mata virgem
Ele firma seu ponto na terra
Ele firma seu ponto não erra (2×)
Ponto de Chamada 2
Seu Sete Capas morador da Encruzilhada
Seu Sete Capas morador da Encruzilhada
Eu quero ver Exú
Eu quero ver Exú
Eu quero ver Exú
O Exú que usa Capas
Seu Sete Capas morador da Encruzilhada
Seu Sete Capas morador da Encruzilhada
Eu quero ver Exú
Eu quero ver Exú
Eu quero ver Exú
O Exú que usa Capas
Exu Sete Cruzes
Conhecido em algumas regiões como “Exu das Sete Cruzes” e nas Kimbandas que possuem egregoras cabalísticas esta entidade recebe o nome de “Merifild“.
Em nossa tradição não é o espírito mais indicado para ser invocado ou ser pronunciado o seu nome por pessoas que não sejam altamente preparadas, pois ele é o responsável por buscar as almas após a morte, principalmente daqueles que cometeram suicídios. O autor Aluízio Fontenelle, (já desencarnado), também desaconselha a invocação deste Exu, por ele ser ligado às torturas das almas, inclusive o mesmo afirma que foi este espírito o responsável pelos sofrimentos dos últimos momentos de Jesus Cristo na cruz.
Nos templos de magia, costumam recorrer a este Exu nos pedidos que sejam para que alguma pessoa tenha uma morte violenta ou para causar torturas em psicopatas, estupradores e etc. Na Kimbanda existe uma lei férrea que “quem deve paga” e aqueles que ferem também serão feridos, ou seja, quando queremos atacar quem não nos atacou, não há justiça e estamos sujeitos a receber pelo mal praticado. Reitero mais uma vez, alertando que pessoas de mente fracas não trabalhe com este Exu para justamente evitar enlouquecerem.
Exu Sete Cruzes é ligado ao Reino dos Cemitérios, responsável por zelar nas entradas dos cemitérios e por receber todos os espíritos de assassinos, cometedores de suicídios ou das maiores atrocidades, por isso este Exu sempre traz na sua presença as almas perturbadoras e em sofrimentos, embora não seja um dos integrantes da Linha de Omolu.
Por ser um Exu ligado às mortes, tem o poder de transportar espíritos ou pessoas onde quiser, podendo levá-los a lugares torturadores e fazendo lembrarem de todo mal praticado no passado.
Ponto riscado criado pelo professor Eduardo Henrique Costa.
Cantiga para aplicar punições
A cruz do inferno queima 🎶
E meu Exú aparece
A cruz do inferno queima
E meu Exú aparece 🎶
Laroiê Laroiê Laroiê minha Kimbanda 🎶
Exu Sete Cruzes aplica o mal a quem merece
Laroiê Laroiê Laroiê minha Kimbanda
Exu Sete Cruzes aplica o mal a quem merece 🎶
Cantiga para chamada
Seu Sete Cruzes é homem forte 🎶
Homem forte ele é
Seu Sete Cruzes é homem forte
Homem forte ele é 🎶
Na força do Maioral ele vem surgindo
O meu saravá pro torturador do Lúcifer 🎶
Na força do Maioral ele vem surgindo
O meu saravá pro torturador do Lúcifer 🎶
Cantiga pro Sete Cruzes
Exu das Sete Cruzes
Das Sete Cruzes ele é! 🎶
Carrega as Sete Cruzes,
Auê Auê para o compadre Lúcifer. 🎶
Exu do Lixo
Exu do Lixo é um espírito pertencente ao Reino da Lira e pouco conhecido devido não ter muitos médiuns, mas tem uma excelente força dentro da magia, assim como todo o Povo do Lixo.
Sua forte atuação é nos relacionamentos, e principalmente, em situações onde já estão totalmente desgastadas. Exu do Lixo ensina sobre autovalorização e a necessidade de reciclar apenas aquilo que se pode controlar.
O Povo do Lixo costuma trabalhar muito com demandas, pois é no lixo que certas pessoas querem por as outras, além de ser no Lixo que encontramos de tudo, inclusive riquezas que podem ter sido perdidas ou esquecidas.
Dentro da magia costuma ser procurado por aqueles que estão cumprindo detenção, garotos(as) que já foram de programas sexuais e querem sair desta situação, pessoas que estão em empregos degradantes ou que não se sentem bem, como podemos perceber é um Exu que lida com limpezas, ajuda na honra e na autoestima. Exu do Lixo pode ser invocado para devolução de forças negativas, enviando o lixo de volta para quem o enviou.
Exu do Lixo é um ancestral que nos ensina quando é hora de se limpar de certos resíduos acumulados em nossa alma. Este Exu tem forte aproximação com Exu do Lodo, porém Exu do Lixo atua em zonas mais urbanas, já no caso do Exu do Lodo na parte mineral.
Em algumas vertentes de Kimbanda o Povo do Lixo costuma ser chefiado pelo Exu Ganga e em outras é chefiado pelo Exu Mulambo e Pombagira
Mulambo.
Você pode cultuá-lo próximo onde tenha muitos lixos, basta colocar um copo com aguardente (marafo) e um cigarro. Algumas pessoas costumam pôr em cima do lixo, porém não recomendamos caso tenha muitas sacolas plásticas para evitar um incêndio.
Exu João Caveira
Esta entidade possui extrema lealdade com Exu Caveira e o Tata Caveira. João Caveira, assim como boa parte dos “Caveiras”, são extremamente perigosos por serem veloz e terem poderes e forças conectados a própria morte.
Há um ditado popular bem antigo “quando o Diabo não vem, ele manda o secretário”, João pode vir no lugar do Exu Caveira receber os trabalhos e até mesmo se apresentar de forma idêntica ao seu mestre, o que acaba fazendo muitas pessoas confundirem e achando que são a mesma entidade, apenas mudando o nome. O que podemos reparar nas vivências iniciáticas é que um espírito nunca costuma andar sozinho, sendo natural quando cantar para Exu Caveira, o senhor João Caveira aparecer também durante as giras.
Alguns o considera um Exu diplomático, por ter o hábito de conquistar as pessoas com muita facilidade fazendo-as crer em todas as suas palavras e, quando é necessáeio, pode até agir como manipulador. Devido ese lado do João Caveira, alguns estudiosos consideram-o “Protetor dos golpistas”, porém em nossa tradição não somos adeptos a este tipo de pensamento, pois no nosso entendimento ele pode manipular os golpistas e costuma puni-los.
João Caveira dentro do Reino da Kalunga, age de forma veloz, pois ele guarda as entradas nos cemitérios, além de fazer rondas nas ruas próximas ao cemitério, tem total facilidade em trabalhar nos sub-reinos. O ato de rondar todas as regiões lhe permite impedir que forças contrárias age da maneira que bem entender.
Este Exu é um grande apreciador de carnes cruas e cachaças. Em suas aparições costuma ser de um esqueleto, corcunda, que passa a sensação de estar carregando muito peso nas costas e muita das vezes pode aparecer com corremtes arrastando por onde passa, representando um antigo porteiro guardião. Alguns de seus médiuns afirmam que ao sentir a presença dele, notam algo muito forte nos ossos que somente é aliviado após o final da incorporação.
PONTOS CANTADOS
Portão de ferro cadeado é de madeira, quem manda na Calunga ainda é o Exu Caveira (X2)
Mas ele mora, naquela morada, onde não corre água, onde nem brilha o sol Mas ele é João Caveira é, um Exu das Almas, da Calunga é (X2)
Mas ele mora, naquela morada, onde não corre água, onde nem brilha o sol Mas ele é João Caveira é, um Exu das Almas, da calunga é (X2)
Ponto de demandar na força de João Caveira
Quem deve pro Caveira na Calunga vai pagar
Quem paga o Caveira, o Exu vai lhe ajudar Quem deve pro Caveira na Calunga vai pagar
Quem paga o Caveira, o Exu vai lhe ajudar
Ponto de Exu João Caveira para matanças
Se matar um boi, mata na porteira (X4)
Come a carne toda e deixa os ossos pro Caveira (X2)
João Caveira, canela e osso virou em pó (X2)
Ponto de João Caveira para matanças II
Se a porteira é lá, deixa o boi passar, se ele não morrer aqui, morre em qualquer lugar (X2)
Mas se ele não morrer aqui, morre em qualquer lugar (X2)
Ponto de chamada do João Caveira
Por onde vai corcunda com tanta carreira? (X2)
É no portão do cemitério que vou chamar João Caveira (X2)
OFERENDA
Elementos necessários
✓ Um alguidar médio
✓ Sete bifes de porco (sem ossos)
✓ Azeite de dendê
✓ Sal
✓ Sete pimentas malaguetas
✓ Farinha de mandioca
✓ Um charuto
✓ Uma vela vermelha e preta
✓Uma cachaça (de preferência Caninha da Roça ou algo bem forte).
MODO DE PREPARO – lave o alguidar com um pouco de cachaça e espere secar. Faça uma farofa de farinha de mandioca com azeite de dendê, não muito úmida, mas que fique bem amarela. Ponha os bifes crus, despejando um pouco de dendê em cima e uma pitada de sal. Podendo enfeitar em volta com pimentas. Ao terminar, se caso não tiver assentamento deste ancestral em seu terreiro (terreno/casa), aconselho que leve para o portão do cemitério ou encruzilhada na rua do cemitério ou nas proximidades. Ponha no chão e despeje todo conteúdo da bebida fazendo um círculo em volta, ponha o charuto dentro do alguidar e faça seus pedidos, não esquecendo de acender uma vela. Ao terminar, saia sem olhar para trás.
Algumas pessoas em despachos para contribuir com meio ambiente, costuma colocar a oferenda em morim (pano) vermelho e preto, e colocando a comida em cima para o Exu receber no chão mesmo, o que também é válido. Particularmente não temos o costume de por copos de vidros ou plásticos com bebidas dentro ou de deixar garrafas de vidros e plásticos em despachos, despejamos tudo sobre o chão e baforamos saudando os quatros pontos cardeais. Ao ir embora, deixamos as garrafas em um lixo que encontrarmos no caminho.
OBSERVAÇÕES: os mesmos pontos cantados e oferendas dadas para o Exu Caveira, é aceita pelo João Caveira. Até mesmo pelo fato dele se manifestar em nome do Exu Caveira.
Ponto riscado nas forças de João Caveira.
Exu Cainana
Esta entidade possui origem na cultura indígena brasileira, sendo aquele que é meio serpente e meio homem. O culto a este espírito se deu dentro da Kimbanda com o surgimento da Linha dos Caboclos Kimbandeiros, suas origens está ligada a lenda dos filhos gêmeos da serpente boiçú, que nos aponta um certo direcionamento do porquê na cantiga das mais conhecidas deste Exú, cita “Exu Cainana, que te matou Cainana?”, é um conto muito antigo da região Amazonas no território brasileiro, vejamos:
“Há muito tempo atrás quando os deuses indígenas ainda reinavam nesta terra, o maior entre eles criou três espiritos que tinham a forma de serpentes. Esse deus se chamava Yamandú. E era ele que governava sobre todas as divindades. As três serpentes sagradas eram Boiçú (a cobra grande), Boiúna (a cobra negra) e Boitatá (a cobra de fogo). As três eram muito temidas pelos índios, pois eram terríveis. Um dia a serpente Boiçú estava nadando nas águas de um rio quando viu próximo a margem uma belíssima índia que se banhava. Boiçú tinha o hábito de engolir todos os homens que encontrava, mas a Índia era tão bela que ele se apaixonou. Boiçú usou seus poderes para se transformar em um homem e a beleza de sua forma humana era tão diferenciada devido ao encanto que a índia quando o viu também se apaixonou. Ela tanto falava com o homem, mas ele não falava nada. Apenas a olhava com uma expressão de desejo no olhar. Boiçú e ela se amaram naquele local, mesmo estando nas águas do rio. Após terem se envolvido sexualmente, o feitiço se desfez e o homem voltou a sua forma de serpente. A índia quando percebeu que estava abraçada a uma serpente, ficou assustada e desnorteada, desesperada correu para longe, voltando para sua aldeia.
Dias depois ela descobriu que estava grávida e como ela era jovem, não teve coragem de contar para os seus familiares sobre o que havia ocorrido. Com o passar dos meses a barriga cresceu e a aldeia inteira quis saber quem era o pai da criança. Mas ela se negava a falar. Foi então, que chamaram o Pajé para falar com ela. Como ele era um homem iniciado numa magia muito antiga, usou de seus meios para fazer ela dizer a verdade. O Pajé ficou muito preocupado quando soube que ela estava grávida da serpente Boiçú. Ele acompanhou toda a gestação usando de sua pajelança para apaziguar os espíritos que estavam crescendo dentro do útero da jovem. No dia do parto houve uma surpresa, não haviam crianças, o que saiu de dentro dela foram duas cobras: uma branca (macho) e uma preta (fêmea). O Pajé quando viu a índia na esteira e as cobras no chão diante das pernas que estavam abertas da mãe, reparou que elas rastejavam sem enconstar com as cabeças no solo, e por isso as chamou de “Boi-Caninana”, que significa “serpente que tem a cabeça erguida”. A índia então as batizou de Caninana. Ela manifestou o desejo de ficar com as duas Caninanas, mas o Pajé a alertou que elas teriam o caráter de Boiçú e que era muito perigoso ficar com elas na aldeia.
A índia muito triste, foi até um rio e deixou as duas na margem. O Pajé realizou feitiços para fazer as serpentes se afastarem e elas foram embora. O tempo passou e elas cresceram, ficaram gigantescas do tamanho do pai Boiçú. E assim como ele, as duas cobras tinham o poder de se transformar em gente. Eles então se transformavam e iam para as festas nas aldeias, além de visitar os povoados dos homens brancos.
Por viverem muito entre esses homens brancos, a cobra macho recebeu deles um nome português de ‘Norato’ e a fêmea de ‘Maria’. Maria Caninana e Norato Caninana.
Eles dois eram como unha e carne, viviam juntos. Norato era um galante, ele amava se transformar em gente para seduzir as moças. Diferente da Maria que era perversa, em forma de cobra ou de mulher, ela só fazia maldades. Quando ela estava em forma de cobra matava os bichos da floresta, os peixes do rio, virava as embarcações e engolia os pescadores. Quando estava em forma de mulher, seduzia os homens e os levava para o matagal, onde os matava ou ia para o rio onde os afogava.
Norato amava Maria, mas ele mesmo tinha medo dela. Ela fazia coisas monstruosas, maldades inimagináveis com todas as criaturas que cruzavam seu caminho, herdando o lado monstruoso de seu pai, diferente que Norato que ficou com lado mais sedutivo e de desejos.
Um dia Norato tomou coragem e quando Maria Caninana estava dormindo em forma de cobra, ele a matou. Foi o único jeito que ele achou para parar os terríveis massacres. Maria Caninana deixou sua forma física e se transformou em um espírito encantado. Norato seguiu sozinho com uma meta na cabeça de querer deixar de se cobrar para virar homem para sempre. Toda vez que ele se transformava em homem, ele deixava o seu corpo de serpente dormindo na margem do rio e seguia em forma humana para os festejos, porém ele só podia ser homem durante a noite.
Norato tomou coragem e voltou a aldeia de sua mãe, durante uma madrugada, ele procurou o Pajé e perguntou a ele como fazer para abandonar a sua forma de Cobra Caninana.
O Pajé consultou os espíritos e revelou que havia um rito bem simples, Norato devia pedir para alguém ir até seu corpo de serpente e colocar leite dentro da boca, depois cortar a pele da cobra, o suficiente para fazê-la sangrar. Norato foi até sua mãe e implorou a ela para ir no rio fazer o rito, ela aceitou ajudar e foi, mas quando viu a cobra gigantesca, não teve coragem de se aproximar e desistiu. Ele passou então a ir todas as noites nas aldeias e nos vilarejos para pedir ajuda para suas muitas namoradas, mas nenhuma delas teve coragem. Para sua sorte, ele conheceu um homem muito valente. Norato era tão belo que até os homens o olhavam de um modo diferente.
Esse homem disse a ele que teria a coragem para fazer o rito, e ele fez! Ele jogou leite na boca da cobra e a cortou com um facão. O corpo da cobra pegou fogo e desapareceu, Norato se tornou humano. Ele viveu a sua vida cheia de amores e de festas, até que morreu na sua fase de idade avançada.
Quando morreu se tornou um espírito encantado e voltou para junto de Maria. São uma dupla encantada, Maria Caninana e Norato Caninana.”
Nas regiões sudeste do Brasil, o nome Caninana virou “Kainana”, Maria, a Pombagira Kainana e Norato, o Exú Kainana. Esta entidade é um Exu dos tempos antigos, possuindo grandes poderes espirituais. Protetor dos caminhantes, dos viajantes, daqueles que trabalham nas estradas, e inimigo das desigualdades sociais. Grande amigo dos que procuram nas necessidades, a maioria dos Exus das florestas, são espíritos muito antigos, que não gostam muito de barulhos e a maioria é de pouca conversa, não gostando de ser chamado por diversas vezes a virem em terra (incorporar). Segundo o Mestre de Kimbanda Alberto Júnior, Exu Kainana ou Cainana, teria uma total ligação com o Exu Cobra que é um dos comandantes das falanges dos espíritos que se encantam em cobras.
PONTOS PARA EXU CAINANA EM DIFERENTES VERSÕES
VERSÃO 1
Exu Cainana, quem te matou Cainana? (2×)
Foi seu Tranca-Ruas, foi seu Marabô, foi Exu do Lodo
Cainana, mas quem te matou?
Exu Cainana, quem te matou Cainana? (2×)
OBS: Nesta primeira versão costuma ser citado diversos Exus pertencentes ao terreiro.
VERSÃO 2
Exu Cainana, quem te matou, Cainana? (×2)
Na beira do rio, Cainana
Alma já minou, Cainana
Exu Pantera, Cainana, ele não bambeia!
Exu Cainana, quem te matou, Cainana? (×2)…
VERSÃO 3
Exu Cainana, quem te matou Cainana? (×2)
Eu tava na beira do rio, Cainana
Uma cobra me mordeu, Cainana
Eu chamei Seu Exu Cobra, Cainana
Ele é grande amigo meu…
Exu Cainana, quem te matou Cainana? (×2)
Eu tava na beira do rio, Cainana
Uma cobra me mordeu, Cainana
Eu chamei Seu Exu das Matas, Cainana
Ele é grande amigo meu…
Essa cobra é Cainana (×2)
Porque teus pés não me engana
Eu fui no alto da serra, na serra do Amazonas,
Lá no alto eu encontrei, eu avistei Cainana
Essa cobra é Cainana (×2)
Porque teus pés não me engana.
Estatueta minoica da “Deusa das Serpentes”, 1600 a.C., Museu Arqueológico de Heraclião.
CRÉDITOS:
Artistas da imagem destaque: Marcio Takara e Marcelo Maiolo.