Exu Tata Caveira

A Palavra “Tata” e Sua Representatividade

A palavra “Tata” é de origem banta (ou bantu) e significa “pai”, sendo um título de respeito e representatividade concedido aos mais velhos.

O termo constitui uma evidência fundamental da herança banto no Brasil, especialmente nas religiões de matriz africana. Pesquisas linguísticas e teses universitárias confirmam que tata (ou tate) é uma forma de tratamento usada para designar “pai” ou “ancião” em diversas línguas bantas, como o Quicongo e o Quimbundo — idiomas trazidos por povos da região do atual Congo e Angola durante o período da diáspora africana.

 

Contexto Religioso

No Candomblé de Angola, o termo Tata é essencial na estrutura hierárquica.
Expressões como Tata de Inkice ou Tata ria Nkisi designam o sacerdote responsável por zelar pelos iniciados (filhos de santo). Esse título confere autoridade espiritual, sabedoria e liderança, refletindo a profunda valorização dos anciãos e da ancestralidade nas culturas bantas.
Pesquisadores como Nei Lopes e Kabengele Munanga destacam que essa terminologia evidencia a continuidade linguística e simbólica da tradição banta na formação das religiões afro-brasileiras.

 

Contexto Histórico

No Brasil colonial, registros documentais e etnográficos demonstram que o termo Tata foi amplamente utilizado, não apenas para indicar parentesco ou respeito, mas também autoridade espiritual e social dentro das comunidades negras. Essa permanência reforça a importância da cosmovisão banta na construção da identidade afro-brasileira, especialmente nas práticas religiosas como o Candomblé de Angola e a Umbanda.

 

Exu Tata Caveira

Exu Tata Caveira possui grau evolutivo equivalente a um Rei, porém não manifesta ostentação ou majestade.
Em terreiros que associam saberes da Goetia, é identificado cabalisticamente pelo nome Próculo.

É considerado o primeiro comandado de Exu Caveira, a quem demonstra lealdade absoluta, agindo como seu representante direto. Essa entidade não costuma trabalhar com questões amorosas, voltando-se mais para guerras espirituais, destruição e enfermidades — especialmente aquelas que envolvem vícios e desequilíbrios energéticos.

Exu Tata Caveira é conhecido por sua seriedade e rigor. Costuma atuar em locais de energia densa, como a sétima catacumba do lado esquerdo nos cemitérios, onde recebe suas oferendas.
Seu domínio é o limite entre a vida e a morte, simbolizando o poder da transformação espiritual e a justiça dentro das leis de equilíbrio universal.

 

Oferenda a Exu Tata Caveira

 

Elementos Necessários

1 alguidar médio

Azeite de dendê

1 bife

Cachaça

Farinha de milho fina

7 charutos

7 velas vermelhas e pretas

1 pano preto

Modo de Preparo

1. Lave o alguidar com cachaça e deixe secar.

2. Forre o interior com o pano preto.

3. Misture a farinha de milho com um pouco de azeite de dendê, usando a mão esquerda, até formar uma farofa levemente úmida.

4. Refogue o bife rapidamente no dendê e coloque-o sobre a farofa.

5. Leve a oferenda ao assentamento, cemitério ou sob uma árvore de sombra nas matas.

6. Despeje cachaça em volta, saudando Exu Tata Caveira.

7. Coloque o alguidar no chão e acenda as sete velas com cuidado, evitando incêndios.

8. Acenda os sete charutos e, a cada um, bafore o fumo enquanto faz seus pedidos ao Exu.

Ponto riscado

Ponto Cantado

🎶
Soltaram um bode preto meia-noite na Calunga,
Soltaram um bode preto meia-noite na Calunga.
Ele correu os quatro cantos, foi parar lá na porteira,
Bebeu marafo com Tata Caveira.
Ele correu os quatro cantos, foi parar lá na porteira,
Bebeu marafo com Tata Caveira.
🎶

 

Bibliografia Consultada

LOPES, Nei. Dicionário Banto do Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.

MUNANGA, Kabengele. Origem e historicidade do termo Banto. São Paulo: USP, 2008.

CASTRO, Yeda Pessoa de. Falares Africanos na Bahia: Um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001.

OLIVEIRA, Edson Carneiro. Religiões Negras: Negros Bantos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.




Oferenda para Exu Ganga

Esta oferenda pode ser colocada no assentamento ou na natureza.

⭐ Elementos necessários:
Um pulmão
Azeite de dendê
Sete charutos
Sete caixa de fósforo
Sete velas brancas
Carne de porco
Carne de boi
Sete batatinhas pequenas
Um fígado
Um quilo de farinha de mandioca
Um whisky
Um vinho branco
Um vinho tinto
Cachaça
Um pano preto
Um pano vermelho
Sete cravos vermelhos (podendo ser três ou cinco)
Dois pratos grandes de barro.

MODO DE PREPARO – No primeiro prato preparar 3 tipos de padês (farofas), sendo a primeira de dendê, a segunda de cachaça, a terceira de vinho. Coloque por cima um pulmão com dendê, carne de porco crua no dendê, carne de gado crua no dendê e o fígado. Coloque em volta das carnes sete batatinhas assadas no dendê.

No segundo prato deixe milho torrado no dendê (não deixar ficar preto).
Leve para o assentamento ou pode entregar nos cemitérios ou matas, forre o chão com o pano preto e o outro vermelho, coloque os pratos em cima e em volta, despeje um pouco de cada bebida, logo após, coloque ao lado da oferenda, acenda com cada caixa de fósforos uma vela e um charuto, faça seus pedidos e ofereça ao Exu Ganga. Caso não caibam todas as carnes no primeiro alguidar, poderá dividir colocando um pouco das carnes no outro.

⚠️ Observações: Nesta oferenda pode ser oferecido também um galo preto.




Exu Ganga

A palavra ‘Ganga‘ é uma corruptela da uma palavra africana de origem bantu ‘Nganga‘ que significa feiticeiro. O grupo de seres comandos pelo Exu Ganga são antigos feiticeiros africanos que lutaram contra as imposições do Cristianismo, alguns acreditsm que ao longo desta luta estes espíritos de obscureceram.

A forma de aparição desta entidade é com uma roupagem cinza e preta, a sua presença costuma ser notada pelo forte cheiro de carne podre. Os trabalhos para este Exú são feitos exclusivamente nos cemitério, seja para o bem ou para o mal, podendo o mesmo curar ou matar, conforme a solicitação.
Cabalisticamente é conhecido pelo nome de Damoston, ocupando a posição de quinto comandado do Exu da Meia-Noite, possui alto poder maléfico e não permite traições.

Exu Ganga consegue curar pessoas de doenças desconhecidas, além de ter um alto conhecimento sobre plantas, pós e encantamentos.

PONTO CANTADO

🎶 Se você ver um vulto na mata, bebendo sangue no pé do maricá (bis)
A cobra piando, a coruja vigia, a mata se estraga quando o homem caminha 🎶
🎶 Guia encarnado se apresenta na gira
Seus olhos cor de sangue Exu da cura vem trabalhar 🎶
🎶 Ooo pegou fogo, fogo pegou, Ganga lá no mato eu vou chamar seu Marabô (bis).

 

PONTO RISCADO




Exu Brasa

Exu Brasa é um ser espiritual conhecido nas Kimbandas que possuem egrégoras cabalísticas ligadas à Goetia, pelo nome de Haristum. O apelido “Brasa” deve-se ao fato de este Exu possuir domínio sobre o fogo e a pólvora, sendo muito invocado por conhecedores em rituais de defumação ou em práticas que envolvem purificação pelo fogo.

Esta entidade costuma apresentar-se trajando um manto vermelho, forrado de preto. Seu curiador é o marafo (cachaça), que pode ser misturado com sumo de pimenta. É uma entidade que domina os incêndios e o fogo; nos trabalhos, costuma pedir “Fundanga” ou “Fundunga” (pólvora), acendendo-a com seu próprio charuto. Com a explosão, ocorre o deslocamento e a liberação dos “miasmas” (cargas de más influências), promovendo a purificação do ambiente.

Caso haja o assentamento desse Exu em um local de culto, recomenda-se, ao presenteá-lo, colocar ao lado uma panela de barro ou de ferro contendo um braseiro feito com pequenas pedras de carvão. Em alguns casos, o presente pode ser levado até as ruas, sendo retirado após as brasas se apagarem.

Este Exu é o segundo comandante subordinado a Exu Caveira em grande parte das cabalas quimbandeiras. Como é possível observar, possui domínio total e absoluto sobre o fogo e a pólvora. Vale salientar que, na Quimbanda, é comum relatos de praticantes que ingerem gasolina, caminham sobre brasas ou consomem grandes quantidades de marafo sem se embriagar. Tais atos são compreendidos como demonstrações de coragem e provas de que o espírito está presente.

Possui grande influência nos processos de defumação, pois as ervas são queimadas em turíbulos com pedaços de carvão em brasa. Dessa forma, entende-se que, ao ativar dois elementos positivos e dinâmicos — fogo e ar —, ocorre uma forte descarga energética (ar quente somado às propriedades das ervas), capaz de queimar e dissipar energias nocivas.

Caso se deseje realizar uma oferenda adequada a este Exu, deve-se dar preferência a bebidas de alto teor alcoólico ou fortes, como gim seco e absinto. Quanto aos fumos, aprecia charutos ou cigarros.  

 

Oferenda de comida:

Farofa de farinha de mandioca misturada com cachaça e molho de pimenta-malagueta (alguns acrescentam epô, azeite de dendê). A farofa deve ser colocada em um prato, com sete pedaços de carvão dispostos ao redor. Ao centro, coloca-se carne suína, podendo ser costela de porco crua ou bife de porco, temperada com bastante cebola, pimenta e uma pitada de limão.  

Ponto riscado do Exu Brasa

 

PONTO CANTADO

🎶 Eu vi um caldeirão ferver, é o Exu Brasa que acabou de chegar

Girando e dominando o fogo, da sua morada ele acaba de chegar 🎶 🎶

Exu Brasa é um Exu do Fogo, tudo transforma também pode aniquilar

No calor das chamas saúdo suas forças 🎶 🎶

Laroyê Iná Iná Mojubá Eu vi um caldeirão ferver, é o Exu Brasa que acaba de chegar 🎶 🎶

Girando e dominando o fogo, da sua morada ele acaba de chegar

Exu Brasa é um Exu do Fogo, tudo transforma também pode aniquilar 🎶 🎶

No calor das chamas saúdo suas forças Laroyê Iná Iná Mojubá 🎶 🎶

Eu vi um caldeirão ferver, é o Exu Brasa que acaba de chegar

Girando e dominando o fogo, da sua morada ele acaba de chegar 🎶 🎶

Exu Brasa é um Exu do Fogo, tudo transforma também pode aniquilar 🎶

No calor das chamas saúdo suas forças Laroyê Iná Iná Mojubá 🎶

Esta cantiga usamos depois de saudar o Maioral, para que o Exu Brasa traga força nas chamas de nosso caldeirão.




Trabalho prático para ativar, movimentar o seu dia a dia; para ajudar a acelerar e desembaraçar causas na justiça

Esta magia é voltada ao Exu Brasa e pode ser entregue em assentamento ou na natureza.

Elementos necessários:

Um alguidar pequeno
Um pedaço de pano marrom
Um bife cru de carne bovina
Vinho doce
Sete brasas de carvão, bem acesas
Azeite de oliva
Cachaça.

MODO DE PREPARO – ponha as brasas acesas dentro do alguidar, acrescente um pouco do vinho e da cachaça por cima, com extremo cuidado. Regue com azeite de oliva e coloque o bife. Cubra tudo com o pano marrom e entregue em uma encruzilhada de terra, chamando pelo Exu Brasa. Regue ao redor com o restante da cachaça e fazendo seus pedidos.




Trabalho prático para retirar forças negativas do seu caminho

Este feitiço é voltado ao Exu Brasa e pode ser entregue no assentamento ou na natureza.

Elementos necessários:
Um alguidar pequeno
Uma vela
Um charuto
Um pouco de cachaça
Rodelas de cebola roxa
Um pedaço de morim, marrom (ou folhas de mamona branca)
Dois copos de farinha de mandioca e uma pitadinha de sal
Um pouco de azeite de oliva
Um pouco de mel de abelhas
Sete pedras pequenas de carvão.

MODO DE PREPARO – lave o alguidar e, após secar, forre-o com o morim. Misture com as mãos a farinha, uma pitadinha de sal, azeite de oliva e o mel de abelhas, fazendo uma farofa não muito seca e nem muito menos gordurosa.

Coloque a farofa em cima do pano, ponha as pedras de carvão no centro e, ao redor, as rodelas de cebola. Leve para a rua e entregue numa encruzilhada de terra ou ao pé de uma árvore bem bonita e bem copada, em uma estrada. Rodeie com a cachaça e borrife também um pouco de bebida dentro do presente. Faça seus pedidos s Exu Brasa, acenda a vela e o charuto, dê sete baforadas e coloque-o no presente.




Exu Pimenta

Conhecido nas Kimbandas de egrégora cabalística pelo nome de Trimasael, Exu Pimenta ocupa a posição de segundo comando sob a regência de Exu Meia-Noite.

Seu nome está intimamente ligado ao efeito de calor, excitação e euforia provocado por sua manifestação — como se o espírito e o corpo fossem atravessados por um banho ardente de pimentas. Detentor dos segredos da confecção dos filtros do amor e dos fundamentos afrodisíacos, Exu Pimenta atua auxiliando na superação das dificuldades cotidianas, na defesa espiritual e no afastamento dos inimigos. As energias que emana são intensas e transformadoras, capazes tanto de queimar demandas quanto de fortalecer aquele que caminha sob sua proteção. Grande conhecedor da alquimia, da liga dos metais e da química espiritual, suas manifestações são frequentemente percebidas pelo forte aroma de pimenta que toma o ambiente. Apresenta-se como um verdadeiro Mago, envolto por vapores densos e sutis. Seu curiador tradicional é o marafo, embora também aprecie bebidas mais finas, conforme o fundamento do trabalho. É um dos guardiões da ancestralidade presente na Kalunga das Matas, mantendo ligação direta com Exu Sete Montanhas e Exu Pantera Negra. Exu Pimenta orienta que suas oferendas sejam depositadas em estradas próximas às matas, em colinas, morros elevados ou grutas, locais onde sua força se manifesta com maior intensidade.

OFERENDA

Elementos necessários:

1 alguidar médio

1 pano vermelho

1 molho de pimenta-malagueta

Azeite de dendê

7 pimentas vermelhas grandes inteiras

7 doses de cachaça (ou vinho tinto suave)

7 velas

7 charutos.

Modo de preparo: Lave o alguidar com um pouco de cachaça e, após secar, forre-o com o pano vermelho. Prepare uma farofa com o molho de pimenta, acrescentando sete gotas de azeite de dendê, deixando-a levemente úmida. Coloque essa mistura no alguidar e, por cima, disponha as sete pimentas inteiras, ornamentando-as com cuidado. Leve a oferenda a um morro alto e coloque-a aos pés de uma árvore. Acenda os charutos, faça seus pedidos e coloque-os acesos dentro do alguidar. Em seguida, acenda as sete velas e derrame cachaça ao redor, firmando suas palavras e intenções a Exu Pimenta. Ao finalizar, retire-se sem olhar para trás.

 

O mistério do nome Pimenta reside no calor e na euforia que sua presença desperta, bem como nas energias emanadas por sua legião, que podem tanto consumir os inimigos quanto estimular forças afrodisíacas. Alguns adeptos relatam sentir o aroma dessa fruta durante a incorporação desse Exu, sinal inequívoco de sua atuação. O poder afrodisíaco da pimenta é capaz de despertar paixões, reacender vínculos e revitalizar relações, e Exu Pimenta realiza esse trabalho por meio de seus pós mágicos, amplamente procurados e respeitados.

 

Quando atua em sua face mais severa, suas energias podem enfraquecer defesas espirituais, causar confusão, cegueira e paralisia temporária àqueles que se colocam em seu caminho. Contudo, quando invocado para a cura, manifesta-se como força vital, promovendo energia, fortalecimento espiritual e longevidade aos seus devotos.  

 

1° PONTO CANTADO

🎶 Passei pelos Sete Reinos, lá no inferno Exu me respondeu (2X)

Salve o povo de Meia-Noite e Cheiroso, foi Exu Pimenta que apareceu (2X) 🎶

🎶 Apareceu apareceu apareceu Exu Pimenta me respondeu (2X)  

 

2° PONTO CANTADO

🎶 Todo mundo quer, mais ninguém aguenta (2X)

E vem chegando a falange do Pimenta (2X) 🎶  

 

3° PONTO CANTADO

🎶 Macumba sem Exu não existe, macumba sem Exú não há (2x) 🎶

🎶 Procura com uma vela acessa igual Exu Pimenta ninguém vai encontrar (2x)🎶  



Ponto riscado




Oferenda para Exu Mirim V

Esta oferenda pode ser entregue no assentamento ou na natureza.

 

Elementos necessários:

Um alguidar médio

Licor de chocolate

Sete doces

Sete paçocas

Sete moedas douradas

Um guaraná

Uma vela

Um pano preto

Mel

Modo de preparo:
Lave o alguidar com um pouco de guaraná e espere secar. Forre-o com o pano preto.
Faça uma farofa com o licor e o guaraná misturados, deixando-a um pouco úmida.
Após colocar a farofa no alguidar, esfarele as paçocas com as mãos, formando uma camada por cima. Despeje um pouco de mel por cima.
Coloque os sete doces e rodeie com as sete moedas douradas.
Leve a oferenda a uma praça ou à beira de uma mata. Coloque-a no chão, despeje licor com guaraná em volta, acenda a vela e faça seus pedidos a Exu Mirim.
Ao terminar, saia sem olhar para trás.

Exemplo de oferenda para Exu Mirim.




Oferenda para Exu Mirim IV

Esta oferenda pode ser entregue no assentamento ou na natureza.

Elementos necessários:
Um alguidar médio
Sete paçocas
Farinha de mandioca
Sete docinhos
Mel
Melado
Cachaça
Uma vela.

MODO DE PREPARO – lave o alguidar com um pouco de cachaça e espere secar. Faça uma farofa com as sete paçocas e um pouco de mel, misturando bem com as mãos, ao terminar, ponha os sete docinhos por cima. Misture a cachaça com bastante melado. Leve para uma pracinha ou boca de mata, despeje bebida no chão, ponha o prato, acenda a vela e faça seus pedidos a Exu Mirim. Ao terminar o agrado, saia sem olhar para trás.

Exemplo de uma oferenda feita com farinha misturada com mel e paçoca em farelo, diversos doces por cima regados com mel.




Oferenda para Exu Mirim III

Esta oferenda pode ser entregue no assentamento ou na natureza.

Elementos necessários:
Alguidar médio
Farinha de mandioca
Melado
Sete doces de pé-de-moleque
Sete pirulitos
Sete gomos de cana-de-açúcar (sem casca)
Um guaraná
Uma vela
Pano preto.

MODO DE PREPARO – lave o alguidar a parte de dentro, com um pouco de guaraná e espere secar e enforre o pano preto. Faça uma farofa com os doces de pés-de-moleque quebrados em pedacinho, e melado, faça uma farofa não muito úmida, ponha no meio os sete gomos de cana-de-açúcar, ponha em volta afundando o cabinho na farinha, os sete pirulitos. Leve para uma pracinha onde costuma brincar crianças ou boca de mata, ponha no chão, despeje bebida em volta fazendo seus pedidos a Exu Mirim. Acenda uma vela e ao terminar, saia sem olhar para trás.

Exemplo de uma oferenda feita com amendoim vermelho frito no mel e doces por cima enfeitando, além de 7 gomos de cana-de-açúcar.