Oferenda para Pomba Gira da Praia

Há poucas pessoas que tem o conhecimento sobre formas de oferendas e culto para Pomba Gira da Praia. Nesta publicação traremos um belíssimo banquete que pode ser ofertado para esta entidade.

Quando se fala em peixes para Exus e Pombas Giras, muitos pensam que isto é coisa de Candomblé ou que somente é usado se tratando do Orixá Èsù, mas em algumas vertentes de Kimbanda a prática de incluir camarões e peixes nas oferendas, é bastante comum, principalmente se tratando de entidades do Reino da Praia, alguns também usam e  magias com o objetivo de pedir fartura, tendo em vista que os peixes sempre nadam para frente e no campo esotérico, o seu significado é muito atribuído a prosperidade e realizações. A Pomba Gira da Praia é um dos seres que recebe como oferenda alguns tipos de peixes (não amargos), feito na brasa.

Uma oferenda muito bela e ligada a pedido de fartura:

Preparar um padê de mel com campagne (ou separados);
7 rodelas de abacaxi com casca;
Sete rodelas de tomate vermelho;
Pimentão vermelho bem cortadinho, podendo ser em formato de cruz;
Sete kiwi bem bonitos, podendo ser em rodelas ou enfeitando cortando a gosto;
Sete rodelas de cebolas roxas;
Sete laranjas que não seja muito ácidas;
Sete pimentas dedo-de-moça.

Por cima o peixe assado.
Como bebida poderá ser entregue champagne de maçã.

Alguns colocam sete figos, tendo também aqueles que colocam sete bombons igual os serenata de amor e sonho de valsa, mas por se tratar de uma oferenda com peixe, particularmente, não uso muitas coisas doces.




Pomba Gira Mirim

Na espiritualidade a existência dos opostos é inevitável. Da mesma forma como existe Exus Mirins, existe as Pombas Giras Mirins, crianças que adoram doces, travessuras, ajudam em especiais as crianças na defesa e influência comportamental, são espíritos que agem de maneira infantil na parte feminina dentro da linha dos Exús e Pombas Giras.

Observações: As oferendas feitas para Exu Mirins, boa parte delas, as Pombas Giras Mirins aceitam, principalmente as que levam doces e refrigerantes, ou até mesmo bolos doces. Em alguns lugares, chegam até mesmo fazerem padês de groselha para as Pombas Giras Mirins, embora, o nosso centro cultural não tenha o costume.

👉 Oferenda

Elementos Necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Calda de morango ou pêssego com mel
✓ Um pirulito em formato de coração ou bombom
✓ Sete morangos
✓ Farinha de mandioca branca
✓ Um guaraná
✓ Sete rosas.

👉 MODO DE PREPARO – lave o alguidar com guaraná, ao secar, faça uma farofa com a calda, tornando úmida, bem docinha. Coloque ao meio o pirulito ou bombom em formato de coração, coloque os morangos em volta e as rosas. Sirva como bebida refrigerante em temperatura comum ou suco. Esta oferenda pode ser entregue numa pracinha onde as crianças brincam ou uma encruzilhada.

🎵 PONTO CANTADO 🎵

🎶Pomba Gira Mirim chegou no reino agora
Vem trazendo toda força do campo santo onde ela mora 🎶
Saravá Mirim, Laroyê o seu reinado, ela da nó na sua saia e desfaz o embaraço 🎶




Pomba Gira da Praia

É uma entidade especialmente voltada ao encontro de almas gêmeas, lida com mentes humanas, além de ter forte poder sobre reconciliação de casais. Em especial ela tem uma grande influência de fazer o que é distante, se tornar perto.

PONTO RISCADO

🎵 PONTO CANTADO 🎵

🎶 Eu fiquei lá na beira da praia, para saudar uma bela mulher
🎶 Eu fiquei lá na beira da praia, para saudar uma bela mulher
🎶 Eu fiquei lá na beira da praia, para saudar uma bela mulher
🎶 Eu fiquei lá na beira da praia, para saudar uma bela mulher

Ela trabalha com a deusa das águas, ela é Pomba Gira de fé 🎶
Ela trabalha com a deusa das águas, ela é Pomba Gira de fé 🎶
Ela trabalha com a deusa das águas, ela é Pomba Gira de fé 🎶
Ela trabalha com a deusa das águas, ela é Pomba Gira de fé 🎶

🎶 Eu te chamei, eu te chamei, Pomba Gira da praia eu lhe invoquei
Eu te chamei, eu te chamei, Pomba Gira da praia eu lhe invoquei 🎶
🎶 Eu te chamei, eu te chamei, Pomba Gira da praia eu lhe invoquei
Eu te chamei, eu te chamei, Pomba Gira da praia eu lhe invoquei 🎶

🎶 Eu no mar falei com o povo das águas, eu vim saudar a minha Pomba Gira de fé
Eu no mar falei com o povo das águas, eu vim saudar a minha Pomba Gira de fé 🎶
Eu no mar falei com o povo das águas, eu vim saudar a minha Pomba Gira de fé 🎶
🎶 Eu no mar falei com o povo das águas, eu vim saudar a minha Pomba Gira de fé

E com as ondas balançando sua saia, a sua luz radiava meus pés 🎶
E com as ondas balançando sua saia, a sua luz radiava meus pés 🎶
E com as ondas balançando sua saia, a sua luz radiava meus pés 🎶
E com as ondas balançando sua saia, a sua luz radiava meus pés 🎶

Era a Pomba Gira da Praia, me dando paz e muito asé 🎶
Era a Pomba Gira da Praia, me dando paz e muito asé 🎶
Era a Pomba Gira da Praia, me dando paz e muito asé 🎶
Era a Pomba Gira da Praia, me dando paz e muito asé 🎶

OFERENDA

Elementos Necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Farinha de mandioca
✓ Champanhe
✓ Pimentão vermelho, verde, amarelo
✓ Cebola roxa
✓ Camarões
✓ Bife de porco
✓ Dendê
✓ Mel
✓ Maçã verde.

MODO DE PREPARO –lave o alguidar com um pouco de champanhe e espere secar. Faça em uma vasilha uma farofa de farinha de mandioca branca com champanhe, em outra vasilha, faça uma farofa de farinha de mandioca com mel. Ponha no alguidar, deixando meio padê de champanhe e meio padê de mel. Corte em pequenas rodelas o pimentão verde, amarelo e vermelho, ponha por cima das farofas. Faça camarões refogados no bafo, ponha espalhados por cima dos pimentões, no alguidar, em volta coloque rodelas de cebola roxa. Faça um bife de porco frito no dendê, com um pouco de mel, ao terminar coloque-o no centro do alguidar. Ponha por cima, uma maçã verde inteira, enfeite com alguns camarões grandes inteiros.

Se caso não tiver este ancestral em seu ilê, leve esta oferenda para beira da praia, perto de onde tenha rochas. Ponha ela no chão, despeje champanhe em volta do alguidar, se caso quiser, acenda uma vela ao lado esquerdo, acenda os cigarros longos e arrume-os no alguidar e faça seus pedidos.




Pontos cantados para Pomba Gira da Figueira

Os pontos cantados são cantigas utilizadas para diversas finalidades dentro das práticas espirituais.
Nesta matéria, aprenderemos especificamente sobre os pontos dedicados à Pomba Gira da Figueira.

 

🔮 Ponto de Quebra de Demandas

🎶 Sua gargalhada ecoa na madrugada,
A Dona Figueira, ela não é cinza, ela é brasa! 🎶
🎶 Com sol ou lua, louvamos com muita fé,
A Dona Figueira está pro que der e vier. 🎶
🎶 Está pro que der e vier,
Está pro que der e vier,
Não mexa com a Figueira, brincadeira ela não é. 🎶

 

🔥 Ponto de Chamada

🎶 Ela é poderosa, sacerdotisa, ela é feiticeira,
Salve esta moça bela, é Mojubá, é Dona Figueira. 🎶
🎶 Ela é poderosa, sacerdotisa, ela é feiticeira,
Salve esta moça bela, é Mojubá, é Dona Figueira. 🎶

🎶 Seu bailar nos contagia, traz o encanto e a magia,
Como é lindo o seu axé, o seu axé. 🎶
🎶 Moça fina e educada, dando a sua gargalhada,
Dá conselho a quem tem fé. 🎶

🎶 Uma noite linda, noite linda de luar,
É só chamar pela Figueira,
Dona Figueira é Mojubá. 🎶
🎶 Uma noite linda, noite linda de luar,
É só chamar pela Figueira,
Dona Figueira é Mojubá. 🎶

 

🌙 Ponto para Resposta na Magia

🎶 Figueira, Figueira,
Eu preciso de você. 🎶
🎶 Figueira, Figueira,
Venha me favorecer. 🎶

🎶 Figueira, Figueira,
Eu preciso de você. 🎶
🎶 Figueira, Figueira,
Venha me favorecer. 🎶




Oferenda para Pomba Gira da Figueira

Aprenda uma bela oferenda para utilizar em agrados e atos devocionais dedicados à Pomba Gira da Figueira.

 

🌹 Elementos Necessários:

✓ Um alguidar grande
✓ Farinha de milho grossa
✓ Vinho tinto suave
✓ Sete bombons (do tipo Serenata de Amor, Sonho de Valsa etc.)
✓ Um bife suíno
✓ Sete cigarros de menta
✓ Um tomate vermelho
✓ Uma maçã vermelha

 

🔥 Modo de Preparo:

Lave a parte interna do alguidar com um pouco de vinho tinto e deixe secar.
Em seguida, prepare uma farofa de farinha de milho grossa misturada com o vinho, deixando-a úmida e soltinha. Coloque-a dentro do alguidar.

Distribua os sete bombons (sem o plástico) de forma circular nas bordas.
No centro da farofa, disponha sete rodelas de tomate e, sobre elas, coloque o bife suíno previamente refogado em azeite de dendê e bem apimentado.
Em volta, coloque sete rodelas de maçã vermelha.

Se você não tiver assentamento ou representação dessa ancestralidade em seu ilê (casa ou terreiro), leve a oferenda até uma boca de mata repleta de árvores ou aos pés de uma figueira, podendo ser também em um morro alto.

Coloque o alguidar no chão e despeje o vinho ao redor, formando um círculo.
Acenda os sete cigarros de menta, fazendo seus pedidos e soprando a fumaça sobre a oferenda.
Depois, fixe os cigarros nas bordas do alguidar.

Se desejar, acenda sete velas — sempre com cuidado para evitar incêndios.
Ao finalizar, afaste-se sem olhar para trás.




Oferenda para Pomba Gira da Figueira

Uma bela receita, simples e prática para o seu culto a esta Pomba Gira.

👉 Elementos Necessários:
✓ Um alguidar grande
✓ Farinha de milho
✓ Azeite de dendê
✓ Milho para pipoca
✓ Uma batata doce assada
✓ Sete carnes moídas cruas em formato de almôndegas
✓ Sete figos cristalizados
✓ Um bife bovino
✓ Seis velas brancas
✓ Uma vela vermelha
Uma cigarrilha
✓ Caixa de fósforo
✓ Um champanhe vermelho
✓ Uma taça (nova, sem uso)
✓ Um pente
✓ Sete rosas vermelhas (sem o cabo e ou espinho)
✓ Uma maçã.

👉 MODO DE PREPARO –lave o alguidar com champanhe, ao secar, faça uma farofa de farinha de milho com dendê, um pouco úmida. Coloque um bife bovino por cima, no meio, coloque as carnes moídas cruas em volta. Arrume-os os sete figos dentro do alguidar, ponha uma batata doce assada (podendo ser no mel e cortada em rodelas) e coloque no alguidar, ponha no meio uma maçã. Coloque enfeitando nas bordas, as rosas no prato, ou em volta dele. Por cima ponha um pouco de pipoca feita de maneira normal (sem açúcar ou sal). Leve uma caixinha com os presentes, onde ela deve estar aberta na hora da entrega. Leve para boca de mata ou em baixo de uma figueira, ponha o alguidar, despeje a bebida em volta, acenda a cigarrilha e ponha no alguidar, acenda sete velas em voltas, fazendo seus pedidos




Pomba Gira da Figueira

A Pomba Gira da Figueira é um espírito de rara incorporação, uma grande conhecedora dos mistérios e segredos da natureza, capaz de conceder prosperidade, sabedoria oculta e auxílio nas causas amorosas.
Essa entidade possui uma forte ligação com a árvore figueira e, para compreendê-la verdadeiramente, é necessário se aprofundar nos estudos sobre essa árvore (clique aqui).

A figueira carrega uma simbologia rica e fascinante em diversas culturas — como no Judaísmo, Budismo e muitas outras. Contudo, em tempos modernos, passou a ser associada a forças sombrias, sendo considerada por alguns como morada de criaturas noturnas e malignas. Essa visão negativa consolidou-se após uma passagem bíblica em que Jesus amaldiçoa uma figueira (Marcos 11:12-14).
Entretanto, em culturas muito mais antigas, a figueira era vista como uma árvore sagrada, símbolo de iluminação, prosperidade e descanso espiritual — um local de bons fluídos e meditação.

Na Kimbanda, assim como no Vodu, acredita-se que existem árvores que funcionam como pontos de cruzamento energético, onde espíritos ancestrais se reúnem em busca de evolução espiritual e conhecimento. Dentro da tradição kimbandeira, a figueira é considerada um portal: por meio de suas raízes, é possível se comunicar com entidades das profundezas do oculto, e através de sua copa, com planos superiores — representando a ascensão e a descida dos espíritos.

Assim como o Cruzeiro das Almas, a figueira é um refúgio ancestral, um ponto de iluminação e caminho espiritual. Ela desperta a vidência e o conhecimento oculto em seus praticantes. Muitos grandes líderes espirituais que marcaram suas religiões em vida possuíam uma forte conexão com essa árvore.

Algumas correntes acreditam que a figueira é o lar de espíritos sombrios e demônios que ali encontraram refúgio e proteção. Dentro das artes ocultas, é comum seu uso em rituais de pacto, proteção e invisibilidade. Há relatos antigos de pessoas que buscaram abrigo sob uma figueira e tornaram-se invisíveis aos olhos de seus perseguidores — como se estivessem envoltas por uma sombra mágica.

A Pomba Gira da Figueira e sua legião de espíritos femininos são muito antigas. Vivenciaram passagens milenares pela Terra e alcançaram um elevado grau de sabedoria e discernimento. Elas exercem a função de protetoras das raízes do culto, guardiãs do conhecimento ancestral e das práticas mágicas proibidas.
Isso não significa que tenham sido mulheres idosas em vida — essas geralmente se associam a outras falanges, como a de Tata Mulambo, entre outras.

Seus praticantes recorrem a ela em busca de força, discernimento, conexão ancestral, saúde, equilíbrio material e harmonia. Diferentemente de outras falanges, como Maria Mulambo ou Maria Navalha, a Pomba Gira da Figueira raramente atua em demandas diretas — mas, quando o faz, sua intervenção pode ser letal. Ligada ao conhecimento oculto e proibido, ela tem o poder de acessar o estado mental do adversário, levando-o ao adoecimento físico e espiritual.

Por trabalhar com as forças enraizadas da figueira, também pode influenciar o corpo físico, provocando doenças no sistema linfático ou desequilíbrios no sangue — manifestações conhecidas como magias de envenenamento.

 

🎵 PONTO CANTADO 🎵

🎶 Foi em uma estrada velha, na subida de uma serra,
Numa noite de luar (de luar, de luar)… 🎶
🎶 Pomba Gira da Figueira, moça bela e faceira,
Dava o seu gargalhar… 🎶
🎶 Ela é mojubá, ela é mojubá,
Ela é mojubá, ela é mojubá. 🎶




Comidas para Pretos-Velhos

Aprenda diversas receitas da culinária religiosa da cultura afro-brasileira utilizadas para oferendas, agrados, homenagens, festivais e muito mais! 

ANTIGO MINGAU DAS ALMAS
Materiais: Pão, água ou café amargo.

AIPIM DAS ALMAS
Alguns pedaços de aipim descascados e cozidos em água pura. Depois de cozidos, deixe esfriar, arrume em um alguidar e regue com melado.

MINGAU DAS ALMAS
Ingredientes: ½ litro de leite + 2 ½ colheres de sopa de farinha de acaçá + ½ xícara de açúcar. Modo de preparo: misture todos os ingredientes e leve ao fogo, mexendo sempre até dar ponto de mingau liso, bem mole. Coloque numa tigela branca e, depois de frio, leve na casa das almas ou num cruzeiro de igreja, ou num campo limpo com uma vela branca oferecendo as almas.

ROUPA VELHA (PRETO VELHO)
Dessalgue um pedaço de carne seca e pique. Refogue uma cebola ralada no azeite doce e coloque a carne seca picada e sem sal, deixe cozinhar bem. Depois de bem cozida, desfie a carne. Esta carne desfiada pode ser misturada com farinha de mesa ou com feijão preto (caroço).

TUTU ( PRETO VELHO)
Cozinhe feijão preto depois de pronto, coloque em uma cubuca e misture com um pouco de farinha de mandioca.

CAFÉ PARA AS ALMAS
Pão molhado no café e leite em uma cubuca ou tijela.

COPO HARMONIZADOR DA PRETA VELHA
Em um copo virgem coloque água filtrada de preferência de filtro de barro, adicione uma rosa branca por cima. Depois basta acender uma vela branca e reze um Pai Nosso e Ave Maria.

BEBIDAS QUE PODEM SER SERVIDAS AS ALMAS
Leite de vaca;
Água mineral;
Vinho moscatel;
Café amargo.




Oferenda para Exu Tata Caveira

Esta oferenda pode ser entregue no assentamento ou na natureza.

Elementos necessários:

Um alguidar médio
Um pano preto
Arroz branco
Uma beterraba
Uma cenoura
Couve
Um ovo de galinha
Um bife de porco
Um bife de fígado
Um bife bovino
Sete velas vermelhas e pretas
Um conhaque João da Barra ou Underberg.

MODO DE PREPARO – lave o alguidar com um pouco da bebida deste Exú, ao secar, enforre com um pano preto (se não tiver, não tem problemas). Prepare um arroz branco cozido, após estar pronto coloque no alguidar. Enfeite em volta com sete (ou nove) rodelas de beterraba e cenoura. Prepare uma couve cozida e coloque-a no alguidar, sem o cabo. Coloque espalhadas em volta, sete (ou nove)
rodelas de ovo cozido. Refogue rapidamente os bifes no dendê e coloque ao meio do alguidar em cima das couves. Leve para uma estrada de terra ou cemitério, despeje a bebida no chão fazendo um círculo saudando Exu Tata Caveira, ao terminar, coloque o alguidar no chão, acenda as sete velas em volta fazendo seus pedidos. Ao terminar, saia sem olhar para trás.




Oferendas para Pretos-velhos

Pretos-velhos são espíritos que se apresentam como vovôs e vovós, trazendo exemplos de humildade e  possuem uma alta luz e são grandes conhecedores de mirongas (segredos de magias). Muitos não sabem o que fazer de oferendas para eles e trouxemos um trecho do livro no Reino dos Pretos-Velhos que é de grande valor cultural e espiritual, vejamos:

Pretos-velhos em geral – No canto de uma encruzilhada: cigarro de palha, caixa de fósforos, marafo (cachaça) com mel.
Pai Jacó – No canto de uma encruzilhada: uma rapadura, farofa, uma banana e uma cuia com água.
Pai Jobá – Antes de uma encruzilhada: uma garrafa de marafo com mel, um charuto, uma caixa de fósforos, uma rapadura.
Maria Conga – Antes de uma encruzilhada: uma garrafa de marafo, um pedaço de fumo de rolo, mel para cercar a oferenda.
Vovó Luiza – Num gramado: um pedaço de fumo, uma cocada preta, uma garrafa de marafo com mel.
Tia Maria – Na encruzilhada: um charuto, uma caixa de fósforos, uma garrafa de marafo, mel para cercar a oferenda.
Pai José de Aruanda – Numa encruzilhada deserta: uma vela, um cigarro de palha, uma caixa de fósforos, uma rapadura, uma garrafa de marafo para cercar a oferenda.
Tio Antônio – Na porta de uma igreja: uma cocada, um cigarro de palha e uma rosa vermelha, tudo envolto com papel branco e um laço de fita vermelha.
Pai João de Minas – Na escada de uma igreja: um pedaço de fumo de rolo, uma rapadura, três balas de mel, tudo em um pacote de papel branco, atado com fita roxa.
Pai Jobim – Na escada de uma igreja: um pedaço de fumo em corda, uma rapadura, três balas de mel, tudo em um pacote de papel branco, atado com fita branca.
Pai João Bangulê – Na encruzilhada: cigarro de palha, uma caixa de fósforos, uma rapadura, uma garrafa de marafo.
João Batué – Na encruzilhada: uma garrafa de marafo com mel, uma rapadura e um pedaço de fumo em corda.
Pai Agolô – Na encruzilhada: um pedaço de fumo em corda, uma rapadura, uma garrafa de marafo.
Baianas de Missanga – Na escada de uma igreja: um buquê de flores envolto em papel branco, uma vela e um punhado de balas.
Pai João Batão – Na escada de uma igreja: um rosário branco, uma vela branca e um buquê de rosas brancas envolto em papel de seda da mesma cor.
João da Ronda – Na encruzilhada: montar um círculo com velas brancas e pôr no centro um pedaço de fumo e uma caixa de fósforos aberta; abrir uma garrafa de marafo e circundar a oferenda com bebida.
Pai Cambinda – Na encruzilhada: um pedaço de fumo, rapadura preta, fumo em corda, fósforo e uma vela.
Pai Benedito – Na encruzilhada: uma garrafa de marafo com mel, uma rapadura, vela, um rosário.
Povo da Bahia (Na canjira) – Levar uma garrafa de cerveja, um buquê de rosas brancas envolto em papel de seda da mesma cor, um pacote de velas brancas e oferecer várias preces.
Maria Redonda – Na encruzilhada: uma cocada, um charuto e uma garrafa de marafo com mel.
Povo do Congo – No canto de uma encruzilhada: um charuto, uma caixa de fósforos, uma garrafa de marafo com mel.
Povo da Bahia (Senhor do Bonfim) – Em uma encruzilhada: um pacote de velas brancas, uma garrafa de cerveja preta, um prato de vatapá, um charuto e fósforos; abrir a cerveja e cercar a oferenda com ela.

Trecho extraído da fonte:
MARIA, José. No reino dos Pretos-Velhos. 6.ed. Curitiba: Pallas, 2006.