Dúvidas sobre apadrinhamentos

Na Umbanda e na Quimbanda, existe uma prática completamente comum chamada apadrinhamento. Apesar de ser algo bastante presente nessas religiões, ainda há muitas dúvidas sobre o tema. Por esse motivo, nossa equipe decidiu responder a essa pergunta que recebemos com frequência, por meio de uma explicação clara, objetiva e sem rodeios.
O apadrinhamento se refere ao ato de alguém passar a cuidar, orientar ou zelar por outra pessoa, além das figuras tradicionais de pai e mãe. Trata-se de alguém que não nasceu com essa responsabilidade, mas que, em determinado momento, passou a assumi-la. De forma geral, podemos dividir o apadrinhamento em quatro categorias, conforme explicado a seguir.

 

Apadrinhamento Religioso

O apadrinhamento religioso ocorre quando uma pessoa entra para uma tradição espiritual e passa a ser regida pela entidade chefe da casa. Ou seja, embora o médium possua suas próprias entidades, aquela entidade principal passa a oferecer suporte, orientação e apoio religioso, além de transmitir ensinamentos.
Essa prática é bastante comum em algumas famílias de Quimbanda, nas quais o praticante mantém suas entidades pessoais, mas, ao ser aceito naquela família tradicional, a entidade chefe do terreiro passa a tomar conta e reger espiritualmente essa pessoa.

 

Apadrinhamento Ritualístico

O apadrinhamento ritualístico acontece quando alguém que não pertence a determinada religião ou tradição passa, por algum motivo específico, a ser regido temporariamente por uma entidade. Isso ocorre com frequência em trabalhos espirituais e práticas mágicas que exigem acompanhamento contínuo.

Um exemplo comum é quando uma mulher procura uma sacerdotisa por estar enfrentando problemas amorosos. Durante o ritual, a sacerdotisa invoca uma Pomba Gira que, por decisão própria ou em decorrência do trabalho realizado, assume a responsabilidade de ajudar aquela pessoa em sua vida afetiva. A partir desse momento, tudo o que envolver o campo amoroso poderá ser direcionado àquela mesma entidade, que tomou para si essa missão.

O apadrinhamento ritualístico não costuma ser permanente. Quando ocorre por meio de acordos ou magias específicas, ele pode durar apenas até que o objetivo seja plenamente alcançado. Caso a pessoa apadrinhada passe a agir com desrespeito ou ingratidão em relação à entidade, o auxílio concedido pode ser retirado, havendo inclusive abandono temporário ou definitivo.

É importante lembrar que Exus e Pombagiras possuem polaridades positivas e negativas, além de comportamentos muito semelhantes aos humanos, sendo capazes de sentir alegria, raiva, afeição ou desapontamento.

 

Apadrinhamento Espiritual

O apadrinhamento espiritual ocorre quando, por devoção, afinidade ou amizade, uma entidade decide espontaneamente cuidar e ajudar determinada pessoa. Esse vínculo pode surgir por afeto, identificação ou até mesmo admiração mútua.

Há também casos de consagrações em que a entidade passa a reger a pessoa, algo bastante comum na Umbanda, especialmente durante rituais como os batismos.
Na maioria das vezes, o apadrinhamento espiritual não exige rituais formais ou iniciações religiosas. Ele se estabelece de maneira natural, a partir da relação de amizade e respeito entre a pessoa e a entidade.

Existem casos de pessoas que não incorporam ou “carregam” determinada entidade, como Zé Pelintra, mas que, devido à devoção e ao respeito demonstrados, passam a ser apadrinhadas pela entidade de outra pessoa, que assume simbolicamente a função de padrinho espiritual.

 

Apadrinhamento Humano

Além do apadrinhamento que ocorre diretamente com as entidades espirituais, existe também, dentro da Umbanda e da Quimbanda, o apadrinhamento humano. Esse tipo de apadrinhamento acontece quando uma pessoa é iniciada por um sacerdote ou sacerdotisa, mas recebe apoio, orientação e auxílio direto de outro membro mais experiente da casa, que esteve presente nos preparativos, rituais e no processo inicial daquela caminhada espiritual.

Esse auxiliar pode ser considerado um padrinho ou madrinha humana, embora essa prática não seja adotada por todos os terreiros ou famílias religiosas. Trata-se de um costume que varia bastante conforme a região, a tradição e a hierarquia da casa.

Em alguns lugares, por exemplo, na Umbanda, existem figuras bem definidas como o Zelador ou Pai de Santo e o Pai Pequeno, que auxilia tanto o sacerdote quanto os filhos da casa. Já na Quimbanda, é comum a presença do Mestre e do Grão-Mestre, responsáveis por orientar e sustentar o desenvolvimento dos iniciados.

Em outras tradições espirituais, como no Neo-Xamanismo, utiliza-se diretamente o termo “padrinho” para se referir àquele que consagrou a pessoa no caminho ancestral e auxiliou em seu ponto de partida espiritual.
Independentemente do nome ou da estrutura adotada, o apadrinhamento humano representa apoio, responsabilidade, orientação e compromisso com o crescimento espiritual daquele que está iniciando sua jornada.

 




Banho para o Progresso

É natural que, em alguns momentos da vida, seja necessário manter nossos caminhos abertos ou até mesmo abri-los quando parecem trancados. Para potencializar os resultados, recomenda-se realizar este banho juntamente com um feitiço ou um agrado ao seu Exu e à sua Pombagira, pedindo a abertura dos seus caminhos.
No início e no fim do ano, é comum realizar rituais acompanhados de um banho para o progresso. Anote os itens e o modo de preparo.

 

Ingredientes
Separe as ervas, de preferência frescas:
Folhas de louro em abundância;
Folhas de pitangueira em abundância;
Folhas de abre-caminho;
2 pedras de pirita (lavadas previamente com água e sal grosso).

 

Modo de preparo
Macere as ervas em uma bacia com água, segurando uma das pedras de pirita nas mãos durante o processo.
Enquanto macera, mentalize abundância, prosperidade e coisas boas entrando em sua vida.
Quando a água adquirir a coloração de “sangue vegetal”, deixe as ervas descansarem na bacia por, no mínimo, 3 horas.
Após esse período, coe o banho e utilize-o do pescoço para baixo, deixando o líquido escorrer e ser levado pela água corrente.

 

Uso das pedras de pirita
Deixe uma pedra na entrada da porta da sua casa;
Leve a outra com você no dia a dia.
Após 21 dias, despache a pedra em uma rua próspera e movimentada, de preferência durante o dia e em um local com muitos bancos.




Exu do Ouro

Exu do Ouro é uma das entidades muito conhecidas no Rio Grande do Sul, no Brasil. Em algumas tradições antigas de Kimbanda, não há culto a essa entidade. Esse Exu vem do Reino da Lira, um local do astral ligado à luxúria, às danças, aos tratados e acordos, bem como à música. Por esse motivo, possui ligação com o Exu da Lira e com a Pomba Gira Cigana.

Exu do Ouro tem uma forte ligação com a Linha do Oriente e, por isso, muitos acabam confundindo-o com os Ciganos. No entanto, não se trata do mesmo espírito. O fato de uma entidade possuir conhecimento sobre a magia cigana e grande afinidade com o esoterismo não a torna, necessariamente, um espírito cigano.
Nos trabalhos de magia, costuma ser muito invocado para finalidades que envolvem organização financeira e abertura de caminhos. Na medicina espiritual, é capaz de auxiliar no tratamento de vícios ligados à ganância e à compulsão.

Quem é regido por essa entidade costuma ser alguém que também carrega ancestralidade cigana. Na Umbanda, acredita-se que seja uma entidade que trabalha na linha de vibração de Oxum, sendo um Exu ligado as minas, principalmente de Ouro. Esse sincretismo umbandístico com a Oxum ocorre pelo fato de Exu do Ouro ser um espírito ligado ao brilho, à riqueza e ao ouro.

Uma excelente magia que pode ser realizada com essa entidade, tanto para despertar sua força quanto para obter progresso financeiro, consiste em utilizar um chifre grande de animal, preferencialmente aqueles mais profundos e curvados, formando algo semelhante a um caracol em sua extremidade, simbolizando o ciclo contínuo e o infinito.

Dentro do chifre, devem ser colocadas moedas brasileiras ou estrangeiras, de valores altos ou baixos, além de pedras semipreciosas e cristais, como pirita, pedra-estrela e ágata. Também podem ser adicionados pó de ouro e várias notas de dinheiro, sejam de valores altos ou baixos. Alguns sacerdotes mais prósperos chegam a oferecer notas como dólares e euros. O ideal é que tanto as moedas quanto as notas estejam em circulação.

É oferecida menga (sangue) para responder e sacralizar o trabalho. Muitos que cultuam essa entidade afirmam que Exu do Ouro não aceita animais de quatro patas, porém o ideal é sempre consultar o oráculo, de acordo com a família religiosa à qual se pertence, pois há casas que realmente não oferecem esse tipo de elemento, nem carne suína.

Embora muitas pessoas pensem que todo Exu venha da Kimbanda, não é bem assim. Exu do Ouro, por exemplo, é uma entidade mais comum na Umbanda do que na Kimbanda e, inclusive, na Linha Nagô não há menção de culto a ele.

Oferenda para Exu do Ouro

(Utilizada também como trabalho prático de magia para progresso financeiro)

 

Elementos necessários:

Um alguidar médio
Um pano amarelo
Sete moedas (podendo ser até 21)
Sete velas amarelas
Farinha de mandioca branca
Mel
Sete batatinhas douradas no azeite de dendê, cada uma perfurada com uma moeda
Pó de ouro
Uma pirita (pedra)

 

Modo de preparo:
Lave o alguidar com um pouco de água e deixe secar naturalmente. Forre-o com o pano amarelo. Em seguida, misture a farinha de mandioca com o mel dentro do alguidar, formando uma farofa levemente úmida.
Disponha as sete batatinhas ao redor, ornamentando o trabalho. No centro, coloque várias moedas e, bem no meio, a pirita. Polvilhe bastante pó de ouro por cima.

 

Leve a oferenda a um campo aberto e bonito, entregue-a com fé a Exu do Ouro, pedindo prosperidade e caminhos abertos. Acenda as velas ao redor da oferenda. Ao retornar para casa, tome um banho de ervas, utilizando folhas de abre-caminho, dólar, fortuna, louro e dinheiro, de preferência frescas e maceradas.

 

Ponto Cantado

🎵 Sua morada é muito longe
🎵 Ouvi dizer de quem já viu
🎵 E poucos sabem onde é
🎵 Seu castelo é dourado
🎵 Dourado, dizem que ele é

🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro

🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar
🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar🎵




DEU NA MÍDIA: Página de Kimbanda lança série educativa para disseminar conhecimento na internet

Página de Kimbanda lança série educativa para disseminar conhecimento na internet

Leia abaixo!

A equipe do Kimbandanago.com.br, um dos maiores sites da internet voltados à produção de conteúdos sobre Kimbanda, Exus, Pombagiras e práticas mágico-religiosas, lançou na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, uma nova série educativa em suas páginas oficiais no Instagram e Facebook, intitulada “O Mestre Responde”.

A iniciativa surge com a proposta de levar conhecimento de forma prática e acessível, especialmente ao público mais jovem, promovendo conscientização, informação e maior clareza sobre a Kimbanda e suas entidades. O projeto utiliza uma linguagem direta e didática, explorando formatos contemporâneos como vídeos curtos, animações e quadrinhos.
Segundo os administradores, a série foi idealizada a partir do Fórum de Perguntas e Respostas, ferramenta já existente no site oficial. A diferença está na adaptação do conteúdo para as redes sociais, transformando dúvidas recorrentes em materiais educativos de fácil compreensão, apresentados publicamente.
“O Mestre Responde tem como objetivo informar de maneira simples e educativa, utilizando recursos visuais que facilitam o entendimento e aproximam o público do tema”, explicam os responsáveis pela iniciativa.

Os administradores também destacam que, enquanto o fórum do site permite respostas mais aprofundadas em formato textual, a nova série aposta em conteúdos rápidos e objetivos, pensados para o consumo digital e para ampliar o alcance das informações.

 

Além dos materiais gratuitos disponibilizados nas redes sociais, o site oferece em sua plataforma uma assinatura vitalícia, que permite aos usuários acessar conteúdos exclusivos a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo. As aulas e materiais são publicados no site, em um canal no WhatsApp e em uma área privada no Instagram, destinada exclusivamente aos assinantes.
Com essa diversidade de formatos e abordagens, a página se consolida como um dos principais espaços digitais voltados à difusão responsável e educativa de conteúdos sobre a Kimbanda na internet.

 

– CRÉDITOS:

Texto: Amanda Sellery

Fonte: Universo e Cultura




Exu Corcunda

Esta entidade é conhecida em algumas linhas de Kimbanda como um Exu Pagão, associado ao trabalho nos campos do sofrimento humano, principalmente no aspecto emocional. Costuma auxiliar pessoas deprimidas, angustiadas ou pouco amparadas espiritualmente. É um Exu raro, com forte ligação com os mortos e com almas em tormento.

Sua figura representa espíritos que, em vida, sofreram marginalização, preconceito e exclusão por causa de deformidades físicas, dificuldades emocionais ou condições que os colocaram à margem da sociedade. Seu trabalho espiritual envolve a superação da dor, o combate à injustiça, o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento do discernimento. Sua imagem, longe de significar deformidade, simboliza um desafio ao julgamento superficial: ele se manifesta com grande sabedoria, poder de cura e profundo conhecimento do sofrimento humano.

A aparência de “corcunda” não representa uma deformidade real, mas sim um símbolo do peso suportado pelos excluídos e da cegueira humana, que enxerga apenas o exterior e ignora a essência. Em sua iconografia, muitas vezes aparece com vestes semelhantes às de um bobo da corte — representação que esconde uma natureza intensa e profunda, revelando a realidade daqueles que carregavam, na vida terrena, o fardo da rejeição e da dor.

A partir dessa simbologia nasce Exu Corcunda. Suas falanges são compostas por espíritos cuja aparência física ou emocional foi motivo de isolamento, sofrimento, humilhação, ódio, segregação ou doenças graves. Alguns, em vida, reprimiram suas emoções; outros foram explorados como “atrações”; alguns buscaram o isolamento em cemitérios, trabalhando como coveiros e encontrando nos mortos a única companhia possível.

Dentro da Kalunga, Exu Corcunda é responsável pelo Povo da Lomba. No Reino de Exu, sua corcunda representa o peso da terra sobre os homens e o peso da ignorância humana. Na Kimbanda, é chamado para causas de injustiça e preconceito, trabalhos de cura, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento do discernimento espiritual. Também ensina seus adeptos a comunicação com os mortos. Sua forma espiritual é apenas um véu — uma prova para os desatentos, pois sua verdadeira força é muito maior do que aparenta.

Seu domínio é a Kalunga, especialmente sobre as covas, mantendo profunda ligação com o Reino das Almas.

 

Oferenda para Exu Corcunda

Elementos necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Farinha de mandioca branca
✓ Azeite de dendê
✓ Sete chuchus assados
✓ Couve cozida
✓ Arroz com fígado
✓ Cachaça ou Steinäger
✓ Sete velas vermelhas e pretas

 

Modo de preparo:

1. Lave o alguidar com um pouco da bebida alcoólica e deixe secar.

2. Prepare dentro do alguidar uma farofa de farinha de mandioca com dendê (padê).

3. Coloque por cima a couve cozida e o arroz com fígado.

4. Disponha os chuchus assados nas bordas.

 

Local de entrega:
Leve para um cruzeiro próximo a uma igreja ou para dentro de um cemitério.
Despeje a bebida no chão formando um círculo, coloque o alguidar no centro, acenda as velas e faça seus pedidos a Exu Corcunda.

Ao sair, não olhe para trás.
Ao chegar em casa, tome um banho de ervas de limpeza.




Videoaula – Significado de Quimbanda

Mojubá! Salve, meu povo! ✨

Você tem curiosidade sobre a origem da Quimbanda, o significado dessa palavra e outros mistérios que envolvem esse caminho espiritual?

Então, essa aula é feita especialmente para você! Nosso professor explica tudo de forma clara, direta e sem rodeios, trazendo conhecimento verdadeiro e acessível a todos que desejam compreender mais sobre essa tradição.

 

🔗 Como assistir:

Basta clicar em “Abrir” e acessar com a mesma conta do Google utilizada no seu cadastro no site.

Caso tenha usado outro e-mail, entre em contato com nossa equipe, e faremos o cadastro manualmente para liberar o seu acesso — lembrando que as aulas são privadas e exclusivas para nossos alunos.

A aula foi desenvolvida em parceria com o site do Universo e Cultura.

 

📚 Aproveite o conteúdo e bons estudos!




Aprenda Duas Oferendas Práticas para Maria Padilha na Força do Caminho das Encruzilhadas

🔥 OFERENDA PARA MARIA PADILHA DAS ENCRUZILHADAS

RECEITA I

 

👉🏼 Materiais necessários:

1 prato de barro médio

Azeite de oliva

Farinha de mandioca

1 taça de vidro nova (nunca utilizada)

1 garrafa de champanhe rosé ou comum

7 cigarros

21 corações de galinha

👉🏼 Modo de preparo:
Em um prato de barro, prepare um padê misturando farinha de mandioca com azeite de oliva.
Refogue levemente, em azeite de dendê, os 21 corações de galinha.
Coloque-os sobre o padê.
Acenda os sete cigarros e posicione-os nas bordas do prato.
Na taça de vidro, despeje o champanhe, deixando transbordar um pouco sobre o chão.
Por fim, acenda sete velas vermelhas e pretas ao redor da oferenda

RECEITA II

 

👉🏼 Materiais necessários:

1 prato de barro

Arroz branco cozido

1 maçã bem vermelha

1 rosa vermelha sem cabo e sem espinhos

7 cigarros

7 velas vermelhas e pretas

1 garrafa de cerveja quente ou cidra

👉🏼 Modo de preparo:
Coloque o arroz cozido no prato de barro.
Corte a maçã em sete rodelas e disponha-as ao redor do prato.
Coloque a rosa no centro como enfeite.
Acenda os sete cigarros e posicione-os nas bordas do prato.
Despeje um pouco da cerveja ou cidra no chão como oferenda.
Por fim, firme as sete velas vermelhas e pretas ao redor da oferenda, no chão.

 

🎵 Ponto de Maria Padilha 🎵

🎶 1° Cantiga
Maria Padilha, estou cantando em seu louvor (2x)
Na barra da sua saia, corre água e nasce flor (2x)
🎶

🎶 2° Cantiga
Padilha na mesa de um bar
Pra beber e cantar
E viver de alegria
Padilha é mulher encantada
Mora na encruzilhada
Ela é senhora da magia
🎶
(Repita os versos acima duas vezes)

 




Salve Maria Padilha! Viva as Almas!

Maria Padilha das Almas é uma das entidades mais antigas da linha de Kimbanda Nagô. Segundo o mestre de Kimbanda, Senhor Alberto Junior, ela foi uma das primeiras — assim como Tranca-Rua das Almas — a se manifestar em médiuns, vindo à Terra para trabalhar e ensinar sobre essa poderosa tradição de feitiçaria.

🌹 ORIGEM DO NOME

Maria é um nome de origem incerta, provavelmente derivado do hebraico Myriam, que significa “senhora soberana” ou “a vidente”.

Padilha tem origem toponímica, relacionada a localidades espanholas e portuguesas. Vem do latim patella, que significa “prato pequeno” ou “bacia”.

Na Kimbanda, o nome pode ser interpretado como “Rainha Soberana da Panela”, fazendo alusão ao caldeirão de feitiços ou à “panela de mandingas”. As Pombagiras que carregam o nome Maria costumam ser espíritos antigos e de alta hierarquia.

Na Kimbanda Nagô, Maria Padilha das Almas ocupa o mesmo nível hierárquico que a Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas e a Pombagira Rainha dos Cemitérios, estando logo abaixo da Pombagira Rainha (Vossa Alteza).

 

⚜️ SOBRE MARIA PADILHA DAS ALMAS

É importante compreender que o título “Rainha” não torna necessariamente uma Pombagira superior às que possuem o nome “Maria”. Cada entidade tem sua força e função espiritual específica.

Maria Padilha é grandiosa. Atua nos Reinos das Matas, das Almas e das Encruzilhadas, sendo também conhecida como Senhora da Lira, ligada à música, à arte e à criatividade.

Em suas manifestações, apresenta-se como uma mulher serena, observadora e de poucas brincadeiras. Por estar associada a regiões onde há muitos espíritos materialistas e passagens espirituais entre planos, é uma entidade que trabalha com profundidade e seriedade.

Contrariando o senso comum, Maria Padilha não apoia a desordem nem a traição. Ensina o valor da família, da lealdade e do respeito nos relacionamentos.

Costuma se apresentar como uma mulher de pele muito pálida, cabelos negros ou loiros, frequentemente com um véu cobrindo a cabeça.

Ponto riscado

 

🔥 OFERENDA PARA MARIA PADILHA DAS ALMAS

 

👉🏼 Materiais necessários:

Farinha de mandioca

Licor

Pipoca estourada (sem sal e sem açúcar)

Prato de barro grande

Arroz branco cozido

Azeitonas pretas

1 batom

1 espelho

1 pente vermelho

7 rosas vermelhas

7 cigarrilhas

7 velas vermelhas e pretas

1 champanhe

 

👉🏼 Modo de preparo:

Em um prato de barro, prepare um padê de licor, misturando farinha de mandioca com licor.
No centro, coloque um pouco de pipoca e, sobre elas, sete pequenas porções de arroz cozido. Ao redor, disponha as azeitonas pretas.

👉🏼 Montagem e entrega:

Leve como presentes: o batom, o espelho, o pente vermelho e as sete rosas vermelhas.
As rosas podem ser colocadas sobre o prato ou ao lado.
Os presentes podem ser dispostos em uma pequena caixinha aberta — como as usadas para guardar joias — ou decorados junto ao prato.

Acenda as sete cigarrilhas ao redor do prato e as sete velas (vermelhas e pretas).
Como bebida, ofereça o champanhe, derramando um pouco no chão em saudação à entidade.

👉🏼 Observação:

Se a entrega for feita fora de um assentamento, leve a oferenda até a sétima catacumba ou ao portão do cemitério.

 

🎶 PONTOS CANTADOS DE MARIA PADILHA DAS ALMAS

 

1º Ponto — Padilha do Cemitério

🎵
Quando passar na porta do cemitério,
Não se esqueça de olhar pra trás.
Verá uma moça vestida de preto,
Ela é Maria Mariá. (4x)
🎵

 

2º Ponto — Maria Padilha das Almas

🎵
Abra essa cova, eu quero ver tremer,
Abra essa cova, eu quero ver balançar.
(Repita duas vezes)
Maria Padilha das Almas, o cemitério é o seu lugar.
É no buraco que a Padilha mora,
Mas é em cima da tumba que a Padilha vai girar.
(Repita duas vezes)
🎵

 

3º Ponto — Maria Padilha Rainha de Lúcifer

🎵
Caminhando na Calunga, uma voz me chamou,
Era uma linda mulher: Exu Maria Padilha, Rainha de Lúcifer. (2x)

Ela me disse: “Amigo, que faz aqui?
Não é sua morada, este lugar não é pra ti.”

Hoje estou aqui pra te alertar,
Sou a bruxa da noite, a Rainha de Sabá. (2x)

Exu Caveira já mandou lhe avisar:
Não entre mais no cemitério,
Senão sua alma vai ficar.

Exu Caveira, auê! Exu Caveira, auê!
Não entro mais no cemitério sem a permissão de você. (2x)
🎵




Semana das Bruxas

🎃 O Dia das Bruxas está chegando!

Originado na cultura celta através do Samhain, essa celebração ganhou o mundo e, em muitas tradições, tornou-se um momento especial para conexões espirituais e rituais mágicos.

 

Na Kimbanda, o dia das Pombagiras é celebrado de segunda a domingo — nossas senhoras dos caminhos estão sempre conosco! E sabemos que, aqui no Brasil, muitas pessoas aproveitam este período para realizar feitiços, encantamentos e trabalhos espirituais. ✨

 

Pensando nisso, nossa equipe, em parceria com o Universo e Cultura, preparou uma programação exclusiva para você, assinante.

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🔥 Se é feitiçaria, magia e contato com as Bruxas que você quer, prepare-se!

Temos conteúdos incríveis que vão te surpreender.

 

🌕 Viva um Dia das Bruxas cheio de encanto, mistério e poder — aqui com a gente! 😎




Trabalho sob a Proteção de Pomba-Gira para um Homem Conquistar uma Mulher

Este trabalho é simples e fácil de realizar.
Siga as orientações abaixo com respeito e fé:

1. Dia e horário:
Realize o ritual em uma segunda-feira ou sexta-feira, à meia-noite (Hora Grande).

2. Local:
Vá até uma encruzilhada de Pomba-Gira, ou seja, uma encruzilhada fechada ou em forma de “T” — de preferência sob a Lua Crescente ou Lua Cheia.

3. Preparação:

Estenda no chão um pano vermelho e, sobre ele, um pano preto.

Sobre esses panos, disponha 5 ou 7 rosas vermelhas em forma de ferradura.

Ao lado das rosas, coloque uma taça de boa qualidade com anis ou champanhe (se preferir usar cachaça, a taça não é necessária).

À frente da taça, coloque uma caixa de fósforos aberta e, sobre ela, uma cigarrilha de boa qualidade. Antes de colocá-la, dê três tragos, fazendo o pedido e dizendo o nome da mulher desejada.

4. Pedido:
Escreva o nome da mulher em um pedaço de papel branco e coloque-o:

dentro da taça (com champanhe ou anis), ou

no centro da ferradura formada pelas rosas.

5. Invocação:
Em voz alta, repita três vezes:

“Que bela noite,
que belo luar!
Exu Pomba-Gira,
aqui vem trabalhar!”

 

6. Oferta e encerramento:
Por fim, ofereça o trabalho com fé, dizendo algo como:

“Exu Pomba-Gira, este é um humilde trabalho que lhe ofereço de coração.
Em troca, peço que faça com que (dizer o nome da mulher desejada) venha até mim e me pertença.
Confio plenamente na Senhora, no seu poder e na sua força.
Tenho a certeza antecipada de que serei atendido.”