Exu Maré

Exu Maré (ou Exu Marê) é uma entidade de origem muito antiga, e seu nome não é por acaso. Trata-se de um ser espiritual profundamente ligado às águas salgadas, tendo predileção por receber seus trabalhos nas praias, onde a força do mar se manifesta com maior intensidade.

Nas Kimbandas que cultuam egrégoras cabalísticas associadas à Goetia, é conhecido pelo nome de Pentagnony, ocupando, nas hierarquias espirituais, o posto de quarto comandado de Exu Caveira — entidade que, na Goetia, recebe o nome de Sergulath.

Em suas manifestações, Exu Maré costuma se apresentar de forma simples, como uma pessoa comum, sem traços extravagantes. No entanto, dentro da Alta Magia, detém o poder da invisibilidade espiritual, sendo capaz de ocultar energeticamente um ser humano. Muitos recorrem a ele antes de viagens, especialmente as marítimas, pois sua atuação está ligada à expansão dos caminhos e ao acesso a novos territórios. Também trabalha na harmonização das relações, auxilia em curas de ordem psicológica e suaviza impulsos destrutivos, como o desejo de vingança. A ele ainda se atribui a capacidade de transportar objetos entre diferentes locais, por meios espirituais.

Uma de suas características mais marcantes é a estreita ligação com Exu Caveira. Tal conexão se deve à sua forte presença na Kalunga Grande, o vasto domínio das águas profundas. Como todo Exu ligado a esse mistério, Exu Maré é um poderoso condutor de almas. Antigos relatos afirmam que ele aprisiona, no fundo do oceano, espíritos de natureza maléfica, mantendo-os afastados do mundo dos vivos.

Quanto às oferendas, seu marafo não exige grandes formalidades. Aceita bebidas diversas, como cerveja, gim, conhaque, vinho, entre outras, desde que ofertadas com respeito e intenção sincera.

Ponto riscado de Exu Maré

 

 

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Exu Sete Cachoeiras

Exu das 7 Cachoeiras, também conhecido pelo nome cabalístico Khil, nas Kimbandas que possuem sincretismo com a Goetia, é compreendido, dentro dos ensinamentos cabalísticos, como o quarto comandado de Exu Calunga. Sua força manifesta-se de maneira profunda e ancestral, revelando mistérios que unem os planos visível e invisível.

Este Exu tem especial predileção pelos trabalhos realizados nas cachoeiras, locais onde a força da natureza ecoa com intensidade espiritual. Seu poder está ligado aos abalos sísmicos, às vibrações profundas da Terra, simbolizando transformação, movimento e ruptura de estruturas estagnadas. Em suas manifestações mediúnicas, aprecia um bom charuto preto, e entre suas oferendas tradicionais encontra-se a galinha-d’Angola, recheada com padê de dendê (farofa com azeite-de-dendê).

A água é um elemento sagrado em diversas tradições religiosas. Na Kimbanda, a água em sua imensidão está associada à divisa entre os mundos, conhecida como Kalunga Grande. Esse elemento encontra-se intimamente ligado à vida de todos os seres humanos, sendo princípio, sustento e renovação.

No esoterismo, a água é o elemento que sempre busca a terra, representando a fluidez da existência. Está profundamente conectada aos sentimentos e às emoções humanas. Por isso, as entidades ligadas às águas exercem domínio e influência sobre o campo emocional, auxiliando no equilíbrio, na purificação e na compreensão interior.

A energia das águas, em seu aspecto positivo, possui função purificadora e construtiva; em seu aspecto negativo, representa a desagregação e a dissipação. Assim como a água pode gerar vida, também pode desfazer aquilo que já não serve ao propósito espiritual.

As cachoeiras são formações geológicas onde a água corre sobre as rochas e realiza sua queda. Quando grandiosas e intensas, são chamadas de cataratas, capazes de produzir enorme força energética; quando a queda se projeta com vigor, recebem o nome de salto; e, quando a força é mais suave, são conhecidas como cascatas. Em todas as suas formas, simbolizam movimento, purificação e renovação espiritual.

Signo Kabalístico do Exu 7 Cachoeiras

Exu das 7 Cachoeiras ensina a utilizar as emoções como força de conquista, mostrando que, quando equilibradas e direcionadas com sabedoria, tornam-se instrumentos poderosos para alcançar objetivos e transformar a própria realidade.

 




Exu Quebra-Galho

Exu Quebra-Galho é um espírito profundamente ligado às matas, onde sua presença se manifesta de forma sutil e misteriosa. Diz-se que seu nome surgiu justamente dessas manifestações: seus cultuadores relatam sentir sua aproximação pelos estalos de galhos, como se a própria natureza anunciasse sua chegada.

Na Alta Magia, é reconhecido por seu poder de atuação em trabalhos voltados aos desejos humanos, especialmente aqueles ligados às paixões e aos impulsos. Em determinados rituais, feiticeiros confeccionam bonecos de madeira tosca para amarrações e separações, ofertando-os a esse poderoso Exu. Também é invocado em demandas que envolvem caminhos e destinos, sendo considerado capaz de desviar obstáculos, afastar perseguições e influenciar situações complexas que envolvem interesses materiais.

Nas Kimbandas que possuem egrégoras cabalísticas, recebe, na Goetia, o nome de Frimost, sendo apontado como o segundo comandado de Exu Calunga. Essa associação reforça seu aspecto estratégico e sua posição de destaque dentro das hierarquias espirituais.

Dotado de vasto conhecimento em oráculos e feitiçarias, Exu Quebra-Galho é descrito como um profundo conhecedor da mente humana. Suas energias atuam com intensidade sobre pensamentos e sonhos, podendo tanto ampliar percepções quanto conduzir aqueles despreparados a estados de confusão. Entre seus atributos mais marcantes está o despertar da intuição e a capacidade de “ler” os sinais da natureza, ensinando seus adeptos a compreenderem os mistérios ocultos no mundo ao redor. Por isso, é visto como um grande Mestre Feiticeiro, com muito a transmitir àqueles que trilham seus caminhos.

Popularmente, seu nome também é associado à ideia de favor ou auxílio, pois a expressão “quebrar galho” remete a ajudar, abrir exceções ou solucionar dificuldades. Assim, Exu Quebra-Galho é compreendido como aquele que rompe entraves, remove tropeços e abre passagens na vida de seus devotos, desatando nós que impedem o avanço espiritual e material.




Trabalho Prático com Maria Quitéria para punir uma mulher que pensa em roubar o marido de outra

Entre todas as Pombas Giras, Maria Quitéria sempre se apresentou como uma das entidades mais guerreiras. Muito voltada a casos de demandas, é uma entidade que gosta de lutar e sair vencedora. Com ela atuam legiões de espíritos pagãos, sempre prontas para pelejar conforme sua vontade. Por isso, o trabalho deve ser feito com bastante generosidade, pois a oferenda pode servir a muitos de seus auxiliares espirituais.
Se você não tem mão de corte e não é iniciado(a), fique tranquilo(a): esta é uma receita simples, pensada para aqueles que estão começando na magia.

 

Materiais necessários:
• Azeite-de-dendê
• 300 g de farinha de milho
• 300 g de milho de pipoca
• Sete charutos
• Sete cigarros
• Sete velas pretas
• Sete fitas pretas
• Doze rosas vermelhas
• Fósforos
• Uma toalha preta
• Uma folha de papel vermelho
• Lápis ou caneta preta
• Um objeto pertencente à mulher que receberá o castigo
• Um par de brincos
• Uma garrafa de cachaça
• Sete ovos de galinha caipira
• Um prato de barro

 

Iniciando o trabalho
Primeiramente, tenha em mente que este trabalho deve ser realizado em uma sexta-feira, à noite, sob a lua cheia, exatamente à meia-noite (Hora Grande). Ele deverá ser arriado em uma encruzilhada em formato de T.
Antes de sair de casa, estoure a pipoca e misture-a com uma farofa feita com a farinha de milho e o azeite-de-dendê. Arrume tudo no prato de barro.

 

Hora do despacho
Leve todo o material até a encruzilhada escolhida. Ao chegar, peça licença aos donos do lugar e saude Ogum e Exu, para que o trabalho transcorra corretamente.
Em seguida, escreva na folha de papel o nome da pessoa que deseja castigar e desenhe o ponto riscado da Pomba Gira Maria Quitéria.
Estenda a toalha preta no chão. Coloque o papel sobre ela e, no centro, posicione o prato. Coloque os ovos e as fitas dentro do prato. Ao redor, disponha as rosas, os brincos, o objeto da pessoa, os charutos e os cigarros.
Acenda as velas e coloque-as ao redor da toalha. Depois, abra a garrafa de cachaça e despeje um pouco sobre o despacho. Enquanto faz isso, repita sete vezes a seguinte frase:
“Laroyê, Pomba Gira, amiga fiel,
que está aqui e está lá, em todo lugar.
Invoco-te, minha guerreira,
venha castigar Fulana (diga o nome da pessoa).”
Ao finalizar o despacho, cante ou recite um ponto de Maria Quitéria. Quando terminar, afaste-se dando sete passos para trás, sempre de frente para o trabalho. Em seguida, retorne para casa.

Imagem ilustrativa




Semana dos relacionamentos

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Dúvidas sobre apadrinhamentos

Na Umbanda e na Quimbanda, existe uma prática completamente comum chamada apadrinhamento. Apesar de ser algo bastante presente nessas religiões, ainda há muitas dúvidas sobre o tema. Por esse motivo, nossa equipe decidiu responder a essa pergunta que recebemos com frequência, por meio de uma explicação clara, objetiva e sem rodeios.
O apadrinhamento se refere ao ato de alguém passar a cuidar, orientar ou zelar por outra pessoa, além das figuras tradicionais de pai e mãe. Trata-se de alguém que não nasceu com essa responsabilidade, mas que, em determinado momento, passou a assumi-la. De forma geral, podemos dividir o apadrinhamento em quatro categorias, conforme explicado a seguir.

 

Apadrinhamento Religioso

O apadrinhamento religioso ocorre quando uma pessoa entra para uma tradição espiritual e passa a ser regida pela entidade chefe da casa. Ou seja, embora o médium possua suas próprias entidades, aquela entidade principal passa a oferecer suporte, orientação e apoio religioso, além de transmitir ensinamentos.
Essa prática é bastante comum em algumas famílias de Quimbanda, nas quais o praticante mantém suas entidades pessoais, mas, ao ser aceito naquela família tradicional, a entidade chefe do terreiro passa a tomar conta e reger espiritualmente essa pessoa.

 

Apadrinhamento Ritualístico

O apadrinhamento ritualístico acontece quando alguém que não pertence a determinada religião ou tradição passa, por algum motivo específico, a ser regido temporariamente por uma entidade. Isso ocorre com frequência em trabalhos espirituais e práticas mágicas que exigem acompanhamento contínuo.

Um exemplo comum é quando uma mulher procura uma sacerdotisa por estar enfrentando problemas amorosos. Durante o ritual, a sacerdotisa invoca uma Pomba Gira que, por decisão própria ou em decorrência do trabalho realizado, assume a responsabilidade de ajudar aquela pessoa em sua vida afetiva. A partir desse momento, tudo o que envolver o campo amoroso poderá ser direcionado àquela mesma entidade, que tomou para si essa missão.

O apadrinhamento ritualístico não costuma ser permanente. Quando ocorre por meio de acordos ou magias específicas, ele pode durar apenas até que o objetivo seja plenamente alcançado. Caso a pessoa apadrinhada passe a agir com desrespeito ou ingratidão em relação à entidade, o auxílio concedido pode ser retirado, havendo inclusive abandono temporário ou definitivo.

É importante lembrar que Exus e Pombagiras possuem polaridades positivas e negativas, além de comportamentos muito semelhantes aos humanos, sendo capazes de sentir alegria, raiva, afeição ou desapontamento.

 

Apadrinhamento Espiritual

O apadrinhamento espiritual ocorre quando, por devoção, afinidade ou amizade, uma entidade decide espontaneamente cuidar e ajudar determinada pessoa. Esse vínculo pode surgir por afeto, identificação ou até mesmo admiração mútua.

Há também casos de consagrações em que a entidade passa a reger a pessoa, algo bastante comum na Umbanda, especialmente durante rituais como os batismos.
Na maioria das vezes, o apadrinhamento espiritual não exige rituais formais ou iniciações religiosas. Ele se estabelece de maneira natural, a partir da relação de amizade e respeito entre a pessoa e a entidade.

Existem casos de pessoas que não incorporam ou “carregam” determinada entidade, como Zé Pelintra, mas que, devido à devoção e ao respeito demonstrados, passam a ser apadrinhadas pela entidade de outra pessoa, que assume simbolicamente a função de padrinho espiritual.

 

Apadrinhamento Humano

Além do apadrinhamento que ocorre diretamente com as entidades espirituais, existe também, dentro da Umbanda e da Quimbanda, o apadrinhamento humano. Esse tipo de apadrinhamento acontece quando uma pessoa é iniciada por um sacerdote ou sacerdotisa, mas recebe apoio, orientação e auxílio direto de outro membro mais experiente da casa, que esteve presente nos preparativos, rituais e no processo inicial daquela caminhada espiritual.

Esse auxiliar pode ser considerado um padrinho ou madrinha humana, embora essa prática não seja adotada por todos os terreiros ou famílias religiosas. Trata-se de um costume que varia bastante conforme a região, a tradição e a hierarquia da casa.

Em alguns lugares, por exemplo, na Umbanda, existem figuras bem definidas como o Zelador ou Pai de Santo e o Pai Pequeno, que auxilia tanto o sacerdote quanto os filhos da casa. Já na Quimbanda, é comum a presença do Mestre e do Grão-Mestre, responsáveis por orientar e sustentar o desenvolvimento dos iniciados.

Em outras tradições espirituais, como no Neo-Xamanismo, utiliza-se diretamente o termo “padrinho” para se referir àquele que consagrou a pessoa no caminho ancestral e auxiliou em seu ponto de partida espiritual.
Independentemente do nome ou da estrutura adotada, o apadrinhamento humano representa apoio, responsabilidade, orientação e compromisso com o crescimento espiritual daquele que está iniciando sua jornada.

 




Banho para o Progresso

É natural que, em alguns momentos da vida, seja necessário manter nossos caminhos abertos ou até mesmo abri-los quando parecem trancados. Para potencializar os resultados, recomenda-se realizar este banho juntamente com um feitiço ou um agrado ao seu Exu e à sua Pombagira, pedindo a abertura dos seus caminhos.
No início e no fim do ano, é comum realizar rituais acompanhados de um banho para o progresso. Anote os itens e o modo de preparo.

 

Ingredientes
Separe as ervas, de preferência frescas:
Folhas de louro em abundância;
Folhas de pitangueira em abundância;
Folhas de abre-caminho;
2 pedras de pirita (lavadas previamente com água e sal grosso).

 

Modo de preparo
Macere as ervas em uma bacia com água, segurando uma das pedras de pirita nas mãos durante o processo.
Enquanto macera, mentalize abundância, prosperidade e coisas boas entrando em sua vida.
Quando a água adquirir a coloração de “sangue vegetal”, deixe as ervas descansarem na bacia por, no mínimo, 3 horas.
Após esse período, coe o banho e utilize-o do pescoço para baixo, deixando o líquido escorrer e ser levado pela água corrente.

 

Uso das pedras de pirita
Deixe uma pedra na entrada da porta da sua casa;
Leve a outra com você no dia a dia.
Após 21 dias, despache a pedra em uma rua próspera e movimentada, de preferência durante o dia e em um local com muitos bancos.




Exu do Ouro

Exu do Ouro é uma das entidades muito conhecidas no Rio Grande do Sul, no Brasil. Em algumas tradições antigas de Kimbanda, não há culto a essa entidade. Esse Exu vem do Reino da Lira, um local do astral ligado à luxúria, às danças, aos tratados e acordos, bem como à música. Por esse motivo, possui ligação com o Exu da Lira e com a Pomba Gira Cigana.

Exu do Ouro tem uma forte ligação com a Linha do Oriente e, por isso, muitos acabam confundindo-o com os Ciganos. No entanto, não se trata do mesmo espírito. O fato de uma entidade possuir conhecimento sobre a magia cigana e grande afinidade com o esoterismo não a torna, necessariamente, um espírito cigano.
Nos trabalhos de magia, costuma ser muito invocado para finalidades que envolvem organização financeira e abertura de caminhos. Na medicina espiritual, é capaz de auxiliar no tratamento de vícios ligados à ganância e à compulsão.

Quem é regido por essa entidade costuma ser alguém que também carrega ancestralidade cigana. Na Umbanda, acredita-se que seja uma entidade que trabalha na linha de vibração de Oxum, sendo um Exu ligado as minas, principalmente de Ouro. Esse sincretismo umbandístico com a Oxum ocorre pelo fato de Exu do Ouro ser um espírito ligado ao brilho, à riqueza e ao ouro.

Uma excelente magia que pode ser realizada com essa entidade, tanto para despertar sua força quanto para obter progresso financeiro, consiste em utilizar um chifre grande de animal, preferencialmente aqueles mais profundos e curvados, formando algo semelhante a um caracol em sua extremidade, simbolizando o ciclo contínuo e o infinito.

Dentro do chifre, devem ser colocadas moedas brasileiras ou estrangeiras, de valores altos ou baixos, além de pedras semipreciosas e cristais, como pirita, pedra-estrela e ágata. Também podem ser adicionados pó de ouro e várias notas de dinheiro, sejam de valores altos ou baixos. Alguns sacerdotes mais prósperos chegam a oferecer notas como dólares e euros. O ideal é que tanto as moedas quanto as notas estejam em circulação.

É oferecida menga (sangue) para responder e sacralizar o trabalho. Muitos que cultuam essa entidade afirmam que Exu do Ouro não aceita animais de quatro patas, porém o ideal é sempre consultar o oráculo, de acordo com a família religiosa à qual se pertence, pois há casas que realmente não oferecem esse tipo de elemento, nem carne suína.

Embora muitas pessoas pensem que todo Exu venha da Kimbanda, não é bem assim. Exu do Ouro, por exemplo, é uma entidade mais comum na Umbanda do que na Kimbanda e, inclusive, na Linha Nagô não há menção de culto a ele.

Oferenda para Exu do Ouro

(Utilizada também como trabalho prático de magia para progresso financeiro)

 

Elementos necessários:

Um alguidar médio
Um pano amarelo
Sete moedas (podendo ser até 21)
Sete velas amarelas
Farinha de mandioca branca
Mel
Sete batatinhas douradas no azeite de dendê, cada uma perfurada com uma moeda
Pó de ouro
Uma pirita (pedra)

 

Modo de preparo:
Lave o alguidar com um pouco de água e deixe secar naturalmente. Forre-o com o pano amarelo. Em seguida, misture a farinha de mandioca com o mel dentro do alguidar, formando uma farofa levemente úmida.
Disponha as sete batatinhas ao redor, ornamentando o trabalho. No centro, coloque várias moedas e, bem no meio, a pirita. Polvilhe bastante pó de ouro por cima.

 

Leve a oferenda a um campo aberto e bonito, entregue-a com fé a Exu do Ouro, pedindo prosperidade e caminhos abertos. Acenda as velas ao redor da oferenda. Ao retornar para casa, tome um banho de ervas, utilizando folhas de abre-caminho, dólar, fortuna, louro e dinheiro, de preferência frescas e maceradas.

 

Ponto Cantado

🎵 Sua morada é muito longe
🎵 Ouvi dizer de quem já viu
🎵 E poucos sabem onde é
🎵 Seu castelo é dourado
🎵 Dourado, dizem que ele é

🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro
🎵 E vem de lá para este terreiro
🎵 Trazendo os brilhos do seu tesouro

🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar
🎵 Chegou a hora, ele vai chegar
🎵 Laroyê, Exu do Ouro, o terreiro vai reinar🎵




DEU NA MÍDIA: Página de Kimbanda lança série educativa para disseminar conhecimento na internet

Página de Kimbanda lança série educativa para disseminar conhecimento na internet

Leia abaixo!

A equipe do Kimbandanago.com.br, um dos maiores sites da internet voltados à produção de conteúdos sobre Kimbanda, Exus, Pombagiras e práticas mágico-religiosas, lançou na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, uma nova série educativa em suas páginas oficiais no Instagram e Facebook, intitulada “O Mestre Responde”.

A iniciativa surge com a proposta de levar conhecimento de forma prática e acessível, especialmente ao público mais jovem, promovendo conscientização, informação e maior clareza sobre a Kimbanda e suas entidades. O projeto utiliza uma linguagem direta e didática, explorando formatos contemporâneos como vídeos curtos, animações e quadrinhos.
Segundo os administradores, a série foi idealizada a partir do Fórum de Perguntas e Respostas, ferramenta já existente no site oficial. A diferença está na adaptação do conteúdo para as redes sociais, transformando dúvidas recorrentes em materiais educativos de fácil compreensão, apresentados publicamente.
“O Mestre Responde tem como objetivo informar de maneira simples e educativa, utilizando recursos visuais que facilitam o entendimento e aproximam o público do tema”, explicam os responsáveis pela iniciativa.

Os administradores também destacam que, enquanto o fórum do site permite respostas mais aprofundadas em formato textual, a nova série aposta em conteúdos rápidos e objetivos, pensados para o consumo digital e para ampliar o alcance das informações.

 

Além dos materiais gratuitos disponibilizados nas redes sociais, o site oferece em sua plataforma uma assinatura vitalícia, que permite aos usuários acessar conteúdos exclusivos a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo. As aulas e materiais são publicados no site, em um canal no WhatsApp e em uma área privada no Instagram, destinada exclusivamente aos assinantes.
Com essa diversidade de formatos e abordagens, a página se consolida como um dos principais espaços digitais voltados à difusão responsável e educativa de conteúdos sobre a Kimbanda na internet.

 

– CRÉDITOS:

Texto: Amanda Sellery

Fonte: Universo e Cultura




Exu Corcunda

Esta entidade é conhecida em algumas linhas de Kimbanda como um Exu Pagão, associado ao trabalho nos campos do sofrimento humano, principalmente no aspecto emocional. Costuma auxiliar pessoas deprimidas, angustiadas ou pouco amparadas espiritualmente. É um Exu raro, com forte ligação com os mortos e com almas em tormento.

Sua figura representa espíritos que, em vida, sofreram marginalização, preconceito e exclusão por causa de deformidades físicas, dificuldades emocionais ou condições que os colocaram à margem da sociedade. Seu trabalho espiritual envolve a superação da dor, o combate à injustiça, o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento do discernimento. Sua imagem, longe de significar deformidade, simboliza um desafio ao julgamento superficial: ele se manifesta com grande sabedoria, poder de cura e profundo conhecimento do sofrimento humano.

A aparência de “corcunda” não representa uma deformidade real, mas sim um símbolo do peso suportado pelos excluídos e da cegueira humana, que enxerga apenas o exterior e ignora a essência. Em sua iconografia, muitas vezes aparece com vestes semelhantes às de um bobo da corte — representação que esconde uma natureza intensa e profunda, revelando a realidade daqueles que carregavam, na vida terrena, o fardo da rejeição e da dor.

A partir dessa simbologia nasce Exu Corcunda. Suas falanges são compostas por espíritos cuja aparência física ou emocional foi motivo de isolamento, sofrimento, humilhação, ódio, segregação ou doenças graves. Alguns, em vida, reprimiram suas emoções; outros foram explorados como “atrações”; alguns buscaram o isolamento em cemitérios, trabalhando como coveiros e encontrando nos mortos a única companhia possível.

Dentro da Kalunga, Exu Corcunda é responsável pelo Povo da Lomba. No Reino de Exu, sua corcunda representa o peso da terra sobre os homens e o peso da ignorância humana. Na Kimbanda, é chamado para causas de injustiça e preconceito, trabalhos de cura, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento do discernimento espiritual. Também ensina seus adeptos a comunicação com os mortos. Sua forma espiritual é apenas um véu — uma prova para os desatentos, pois sua verdadeira força é muito maior do que aparenta.

Seu domínio é a Kalunga, especialmente sobre as covas, mantendo profunda ligação com o Reino das Almas.

 

Oferenda para Exu Corcunda

Elementos necessários:
✓ Alguidar médio
✓ Farinha de mandioca branca
✓ Azeite de dendê
✓ Sete chuchus assados
✓ Couve cozida
✓ Arroz com fígado
✓ Cachaça ou Steinäger
✓ Sete velas vermelhas e pretas

 

Modo de preparo:

1. Lave o alguidar com um pouco da bebida alcoólica e deixe secar.

2. Prepare dentro do alguidar uma farofa de farinha de mandioca com dendê (padê).

3. Coloque por cima a couve cozida e o arroz com fígado.

4. Disponha os chuchus assados nas bordas.

 

Local de entrega:
Leve para um cruzeiro próximo a uma igreja ou para dentro de um cemitério.
Despeje a bebida no chão formando um círculo, coloque o alguidar no centro, acenda as velas e faça seus pedidos a Exu Corcunda.

Ao sair, não olhe para trás.
Ao chegar em casa, tome um banho de ervas de limpeza.