Aula – Eguns e Kiumbas

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• AULA EM VÍDEO




Aula – Despachando a Porta

O cuidado numa segunda-feira vai muito além do que se pode imaginar. Não é por gosto, mas por fundamentos presentes nas tradições afro-brasileiras.

• AULA EM VÍDEO

A semana começa numa segunda-feira, quando os portais se abrem para um novo ciclo. Não é à toa que esse dia é consagrado a Èṣù, divindade das encruzilhadas, Deus do movimento humano e senhor da comunicação. O culto a Èṣù na segunda-feira é essencial para o início de uma boa semana.

Iniciar a segunda com atos devocionais para que a energia traga caminhos abertos e boa sorte é fundamental. Por isso, muitos, ao despachar a porta, saúdam Èṣù em busca de equilíbrio para a vida e para a terra.

• DESPACHAR A PORTA

Esse é um ato muito comum no Candomblé de Ketu, Nagô e Efon, mas também é praticado em algumas Umbandas e Kimbandas, principalmente por sacerdotes que possuem conhecimentos de fundamentos africanizados. O despacho pode ser feito semanalmente ou, no mínimo, uma vez por mês, de preferência na primeira segunda-feira. Para sacerdotes que possuem terreiros, o ideal é realizá-lo semanalmente, devido à frequência dos trabalhos.

A vida é uma constante alternância: correria, estresse, problemas, práticas mágicas, dias exaustivos. Tudo isso pode sobrecarregar nosso lar ou centro cultural de fluidos energéticos. Além disso, o ambiente pode “esquentar”, e saber “esfriá-lo”, trazendo harmonia e equilíbrio, é essencial.

Para iniciar o ato de despachar a porta, é fundamental realizar uma boa defumação, que pode ser feita com pimenta-do-reino e cominho.

Em seguida, pegue um alguidar pequeno (número 0) que caiba três punhados de farinha e prepare um padê de azeite-de-dendê. Esse padê ajuda a trazer harmonia ao ambiente e a mantê-lo em sintonia com a terra. Cante para Èṣù, caminhando de dentro para fora, passando pelas paredes, portas e janelas até chegar ao portão. Então, arremesse o padê em direção ao asfalto — para o centro, a esquerda e a direita —, dizendo: “Laroiê Exú”. Peça que ele leve todo o mal embora. Durante o ato, mantenha uma quartinha com água, de preferência que tenha estado no assentamento de sua divindade ou entidade.

Após lançar todo o padê do dendê em direção à rua, utilize a água da quartinha para limpar e arremesse-a em direção à rua, estando no portão. Despeje água três vezes: primeiro ao centro, depois à esquerda e, por último, à direita.

• REZAS TRADICIONAIS

Em muitas tradições, são utilizadas rezas em iorubá para trazer paz ao ambiente. Alguns exemplos:

Candomblé:

Omin Tuto
Onã Tuto
Ilê Tuto
Tuto Laroiê

Santeria:

Omi Tuto
Onã Tuto
Ilè Tuto
Tuto Ègún
Tuto Laroiè

Essa reza pede para que a água refresque, que a terra entre em harmonia, que os ancestrais concedam equilíbrio e que Èṣù traga paz ao ambiente.

Yorùbá:

Omi tutu
Omi tutu Exu
Omi tutu Onilé
Omi tutu Egungun
Omi tutu Onã
Omi tutu mojubá o!

Tradução:
Água que acalma
Água que acalma Exu
Água que acalma a terra
Água que acalma os ancestrais
Água que acalma os caminhos
Água que acalma, eu te saúdo.

Há um ditado iorubá que diz: “Somente a água fresca apazigua o calor da terra.” Pensar esse ditado é compreender que a água é o sêmen da vida, o que fertiliza, o que cresce. A água pode até aplacar a morte e os perigos. Sem ela, não há vida nem movimento, pois é a condutora da energia vital.

A ideia de que a água é kizila de Èṣù (Exú), ou que faz mal, é equivocada. A própria Terra precisa da água para se desenvolver. Por isso, despachá-la em nossa porta ou portão simboliza a vida e saúda aquele que é responsável pela continuidade e pelo caminhar: Èṣù. É fundamental manter uma quartinha com água junto ao assentamento, pois ela é fonte de medicina tradicional, capaz de aplacar energias e acalmar ambientes.

• APÓS DESPACHAR

Você poderá defumar a casa novamente com ervas aromáticas voltadas para o progresso. Costumo usar sálvia, alecrim, abre-caminho, alfazema, entre outras. Algumas pessoas também espalham encantamentos pelo ambiente, como pó de saúde ou pó para o progresso — ambos são válidos após a limpeza energética.

Se não for possível defumar com ervas, podem ser utilizados defumadores em tabletes.




Ponto Exu Maré

Exu Maré – com direito a vídeo explicativo e uma imagem incrível!

 

• Ponto cantado:

Ele vem lá do fundo do mar,
Lá do reino de Janaína.

Ele vem lá do fundo do mar,
Lá do reino de Janaína.

Navegando vem, navegando,
Exu Maré, lá do mar vem chegando.

Navegando vem, navegando,
Exu Maré, lá do mar vem chegando.




Ponto de Exu – Com a cabeça de um bode

Exu que anda de noite
Com a cabeça de um bode

Exu que anda de noite
Com a cabeça de um bode

Só faz macumba quem sabe
Só manda macumba quem pode

Só faz macumba quem sabe
Só manda macumba quem pode

Exu que anda de noite
Com a cabeça de um bode

Exu que anda de noite
Com a cabeça de um bode

Só faz macumba quem sabe
Só manda macumba quem pode

Só faz macumba quem sabe
Só manda macumba quem pode




Ponto de Zé Pelintra – Ô meu limão

PONTO DE DEFESA – ZÉ PELINTRA

Ô meu limão,
Ô meu limoeiro,
Ô meu limão
Ô meu limoá.

Eu sou Zé Pelintra,
Zé Pelintra eu sou,
Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Para vir me ajudar.

Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Pra demanda vir quebrar…




Banho de Limpeza para Início da Semana

Começar a semana com a energia espiritual limpa e positiva é algo que todos desejam. Muitas vezes, gestos simples, quando realizados com constância e intenção, são extremamente eficazes. Preparamos um banho especial para auxiliar na purificação espiritual, promovendo firmeza, foco e afastando invejas, mau-olhado e energias negativas.

Materiais necessários:

• 1 bacia grande com capacidade para mais de 3 litros de água

• 3 a 4 litros de água

• 7 folhas frescas de pimenteira (preferencialmente malagueta)

• 7 folhas frescas de mangueira (preferencialmente da variedade manga-espada)

• 7 folhas frescas de capim-limão

• 14 folhas frescas de pitangueira

Modo de preparo:

• Coloque as ervas e a água dentro da bacia. Peça licença às forças da natureza e macere bem as ervas com as mãos, de forma a extrair o máximo de suas essências.

• Após o preparo, deixe o banho descansar por no mínimo 1 hora, podendo chegar até 3 horas antes do uso.

Modo de aplicação:

• O banho deve ser aplicado do pescoço para baixo. Estando nu(a) no banheiro, derrame o banho lentamente sobre o corpo. Caso esteja na natureza, utilize trajes de banho (sunga ou biquíni). Permita que o corpo seque naturalmente.

• Se preferir, enxugue levemente apenas as partes íntimas, axilas e o rosto.

• Este banho pode ser realizado tanto em um ambiente natural, como em uma cachoeira, quanto no banheiro de sua casa. Neste último caso, mantenha o chuveiro levemente aberto, permitindo que a água escorra diretamente para o ralo.

 

Dica adicional:

• É altamente recomendável realizar uma defumação com sálvia durante ou após o banho, para potencializar o processo de limpeza energética do ambiente.




Ritual com Mel para Ativar a Energia da Pomba-Gira

Ritual com Mel para Ativar a Energia da Pomba-Gira em Sua Vida ou Relacionamento

Este ritual tem como objetivo fortalecer sua conexão com a energia da Pomba-Gira, trazendo mais ânimo, alegria e prazer para sua vida ou relacionamento.

Materiais Necessários

• 1 alguidar médio

• 1 bebida da preferência da sua Pomba-Gira (se não souber, use champanhe)

• 1 pote de mel puro (natural)

• 7 maçãs vermelhas

• 1 faca limpa

• 1 pedra pequena de ágata de fogo

• 1 kg de farinha de mandioca branca

• 2 fitas vermelhas

• 7 pimentas dedo-de-moça bem vermelhas

• 7 morangos bem vermelhos

• 7 velas vermelhas

• 7 folhas frescas de canela

• 14 folhas de menta

• 1 frasco de essência de rosas vermelhas

• 1 litro de sidra de maçã ou rosé

 

Instruções de Preparo e Realização

Antes do Ritual:

1. Amarre uma fita vermelha no tornozelo esquerdo de forma que possa ser retirada depois.

2. Amarre a outra fita no pulso esquerdo e mantenha por 7 dias, retirando-a apenas para o banho.

No sétimo dia, preferencialmente em uma segunda-feira à noite, durante a lua crescente ou nova, siga os passos abaixo:

 

Preparo do Banho Ritualístico (às 17h):

1. Misture 1 litro de sidra de maçã com 1 litro de água comum.

2. Adicione as folhas de menta e canela.

3. Macere as folhas com as mãos até extrair bem os aromas.

4. Acrescente um pouco de mel e mexa com uma colher de pau (ou utensílio de madeira limpo).

5. Às 18h, adicione 14 gotas da essência de rosas vermelhas, misture e coe o banho.

6. Tome seu banho habitual e, ao final, despeje o banho ritualístico do pescoço para baixo, mentalizando seu objetivo com fé.

7. Vista roupas nas cores vermelha e preta.

 

Montagem da Oferenda:

1. Amarre as duas fitas vermelhas na pedra de ágata de fogo, dando sete nós em cada uma, e diga:

“Que este fogo queime todo o mal-estar, a indisposição e o desânimo, trazendo-me ânimo, alegria e prazer na vida.”

2. Lave o alguidar com um pouco da bebida escolhida.

3. Coloque a farinha no alguidar, misture com a bebida e um pouco de mel, formando uma farofa úmida e soltinha.

4. Corte a parte superior das maçãs e reserve.

5. Retire um pouco da polpa das maçãs, formando pequenos recipientes.

6. Regue as cavidades com mel.

7. Pique a polpa retirada e espalhe por cima da farofa no alguidar.

8. Disponha as 7 maçãs recheadas com mel sobre a farofa, formando um círculo.

9. Coloque a pedra de ágata de fogo no centro.

10. Ao redor da pedra, insira as 7 pimentas com a ponta para cima e o cabo enterrado na farofa.

11. Distribua os 7 morangos em volta e regue com mel.

12. Pingue 7 gotas da essência de rosas vermelhas sobre a pedra de ágata.

 

Finalização:

1. Se souber o ponto riscado da sua Pomba-Gira, desenhe-o no chão. Caso contrário, faça um círculo simples com pemba branca.

2. Passe mel nas velas (sem molhar o pavio) e acenda ao redor do círculo.

3. Coloque a oferenda no centro.

4. Pegue a bebida da entidade e faça sete baforadas fora do círculo, em direção aos quatro cantos, dizendo:

“Pomba Gira (diga o nome, se souber), amiga fiel, que está aqui, que está lá, que está por todo lugar, eu te invoco. Venha ao meu chamado, ó minha comadre.”

5. Repita a invocação a cada baforada, ou reze à sua maneira.

6. Cante um ponto espiritual, bata palmas e faça seus pedidos com fé.

 

Observações Importantes:

Caso não saiba o nome da sua Pomba-Gira, ofereça dizendo:

“Ofereço à minha Pomba-Gira, ancestral que me guia.”
Ela reconhecerá sua intenção.

Se você não possui um assentamento específico, leve a oferenda a uma encruzilhada em forma de “T”.
Após a entrega, dê 7 passos para trás, vire-se e vá embora sem olhar para trás.




O mel de abelhas aquece ou esfria a energia?

Muitas pessoas, ao cultuar Exus e Pombagiras, acreditam que o mel tem a função de acalmar — inclusive em trabalhos de magias. No entanto, o que poucos sabem é que, quando legítimo, o mel possui uma natureza energética que tende a aquecer, pois trata-se de um adoçante que estimula e intensifica as vibrações. Isso o diferencia do azeite de dendê, que tem a característica de suavizar ou até mesmo resfriar as energias.

É importante destacar que, mesmo quando utilizado de forma equivocada, o mel ainda pode gerar efeitos positivos, devido à força da intenção, à fé e à conexão sincera com a ancestralidade.

Nas oferendas voltadas a aspectos relacionados à sexualidade, aos prazeres ou ao desejo de aquecer um relacionamento, o uso do mel é altamente apropriado. No entanto, em situações que envolvem conflitos e desentendimentos frequentes, existem outras substâncias mais indicadas.

Se o propósito for harmonizar um casal em constante conflito, pode-se optar por melado de cana-de-açúcar. No caso de trabalhos com Pombagiras, há magias específicas que utilizam bombons. Já para Exu Mirim, é comum o uso de rapaduras combinadas com padês em rituais de adoçamento.




Despache o marafo do jeito certo

Um vídeo de humor postado nas redes sociais, mas que carrega uma mensagem por de trás:

Você já parou pra pensar que muita das vezes as pessoas despacham bebidas alcoólicas nas encruzilhadas, entre outros lugares, como oferendas e na realidade acaba sendo mais para viciados e mendigos?

Sim! É exatamente isso! Se você coloca garrafas fechadas de cachaça, é isso que vai acontecer na maioria das vezes. É por isso, que em nossas plataformas ensinamos que o mais viável é baforar e ir despejando o conteúdo em volta do trabalho que está sendo feito, ao invés de deixar a garrafa fechada, tem que oferecer! E de preferência: tudo! ✅

Quando deixamos garrafas viradas para cima na encruzilhada aberta, também não é uma boa escolha, pois acabamos prejudicando o meio-ambiente, e ainda mais se for em países tropicais como o Brasil, poderá ocasionar a proliferação do mosquito da dengue.

  Se a força das entidades da Kimbanda vem da terra, nada mais justo do que baforar e despejar o líquido, por enquanto que vai fazendo os pedidos e cantando.

Mas e se alguém beber, comer, jogar fora ou mexer no meu despacho?

– A partir do momento que você entregou e colocou no chão, está entregue, agora é com a entidade.

Fica a dica!

– Créditos do vídeo: @Okauamelloreserva (Post: 21/06/2025)

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Trabalho com Pomba-Gira Maria Padilha, para separar um casal

Existem milhares de casais que vivem mal e nada mais resta a fazer para uni-los, senão apelar para forças sobrenaturais. Entretanto, alguns casais não acreditam nas forças das entidades da Kimbanda e da Umbanda; muitos até ridicularizam os seguidores dessas crenças, o que faz que fiquem ainda mais vulneráveis a ataques de magias por serem incrédulos. Mas, se você é parente ou conhecido de um casal que está desunido, brigando a ponto de se separar, então peça auxílio à Pomba-Gira Maria Padilha, ela é forte para unir casais, como também para separá-los. Você é quem decidirá o que irá pedir, pois este trabalho é dúbio, se trata de uma oferenda que dá pra direcionar para fins positivos ou negativos.

• Materiais necessários:
300g de farinha de milho;
Sete cigarrilhas;
Sete velas pretas (se o trabalho for feito para separar) ou vermelhas (se for para unir);
Sete fitas vermelhas;
Sete rosas vermelhas;
Duas taças ou copos de vidro, virgens;
Um botão de uma camisa usada do homem (ou um pedaço de linha da camisa);
Um botão de uma roupa da mulher (ou um pedaço de linha da roupa);
Uma vela branca;
Um vidro de azeite-de-dendê;
Uma agulha;
Linha preta (se o trabalho for feito para separar) ou vermelha (se for para unir);
Fósforos.

• Cuidados iniciais:
Prepare todo o material para levar a um cemitério na primeira segunda-feira ou sexta-feira de um mês qualquer. O despacho deve ser arriado exatamente à meia-noite.

Antes de sair de casa, prepare uma farofa com a farinha e o azeite-de-dendê, arrumando-a no prato.
Os botões ou fios das roupas das duas pessoas devem ser costurados juntos. Se a intenção do trabalho for unir o casal, faça a costura com linha vermelha; se a intenção for a separação, use a linha preta.

• Fazendo o despacho:
Chegando ao cemitério, faça uma saudação a Exu e a Omolu, que são os donos do lugar, pedindo-lhes licença. O despacho deverá ser colocado junto ao cruzeiro do cemitério; entretanto, se você não puder entrar no cemitério, ou se não conseguir ter acesso ao cruzeiro, deixe tudo do lado de fora, junto ao muro.
Preste bastante atenção, pois o trabalho deverá ser feito de forma diferente conforme seja para unir ou para separar o casal.

Se o despacho for para “unir” o casal, coloque o prato com a farofa do lado “esquerdo” do cruzeiro ou do portão do cemitério; arrume as fitas por cima do prato e coloque os botões ou fios (costurados com linha “vermelha”) no centro. Arrume as rosas em volta (elas servem para qualquer dos dois casos, pois são o agrado maior para Maria Padilha). Acenda as velas “vermelhas” e a branca. Acenda as cigarrilhas, abra o champanhe e sirva nas duas taças.

Se o despacho for para “separar” o casal, coloque o prato com a farofa do lado “direito” do cruzeiro ou do portão do cemitério; arrume as fitas por cima do prato e coloque os botões ou fios (costurados com linha “preta”) ao lado. Arrume as rosas em volta. Acenda as velas “pretas” e a branca. Acenda as cigarrilhas, abra o champanhe e sirva nas duas taças.

Cante ou recite um ponto de Maria Padilha, chamando-a para receber a oferenda. Depois disso, afaste-se, dando sete passos para trás, sem dar as costas para o despacho; em seguida, volte para casa. Não conte a ninguém a respeito do que fez.

Pontos cantados

Maria Padilha é mulher de sete maridos
Maria Padilha é mulher de sete maridos
Toma cuidado gente que ela é um perigo
Toma cuidado gente que ela é um perigo

Ponto riscado

Ponto riscado